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Guia prático sobre PSR odontologia como fazer no consultório

O exame de registro periodontal simplificado é uma ferramenta clínica fundamental para avaliar a saúde da gengiva e dos tecidos de suporte dos dentes de forma rápida e eficaz. 

Criado para otimizar o tempo de atendimento do dentista, ele permite rastrear doenças periodontais precocemente, facilitando o diagnóstico sem a necessidade de um periodontograma completo inicial em todos os pacientes. 

Compreender a técnica correta de sondagem e marcação é essencial para qualquer profissional que deseja oferecer um tratamento de excelência e prevenir complicações futuras na cavidade oral, garantindo a manutenção da saúde bucal.

Entendendo a dinâmica do exame

A técnica divide a boca do paciente em seis partes, que são clinicamente conhecidas como sextantes. 

O objetivo principal do dentista é identificar sinais de inflamação, sangramento, presença de cálculo dental ou formação de bolsas periodontais profundas. 

O profissional avalia cada dente do sextante, mas anota apenas a pior condição encontrada naquela região específica. 

Isso agiliza consideravelmente o processo de triagem inicial e ajuda a determinar se o paciente precisará de tratamentos periodontais avançados ou apenas de orientações de higiene oral.

Instrumentais e preparo prévio

Para realizar a medição corretamente, é obrigatório o uso de uma sonda periodontal específica, geralmente utilizando o modelo milimetrado preconizado pela organização mundial da saúde. 

Essa ferramenta possui uma pequena ponta esférica de meio milímetro que evita traumas nos tecidos gengivais durante a inserção e uma faixa escura demarcada que facilita a leitura da profundidade da bolsa. 

A iluminação adequada do refletor e o isolamento relativo eficiente também são requisitos essenciais para garantir a precisão visual durante a leitura clínica.

Execução prática e pontuação

A sondagem deve ser feita caminhando suavemente pelo sulco gengival de cada dente, analisando seis sítios específicos por elemento dentário para não deixar nenhuma área passar despercebida. 

A pontuação varia do código zero, que indica saúde plena dos tecidos, até o código quatro, que aponta uma bolsa periodontal profunda e a necessidade de exames mais detalhados. 

É importante lembrar que uma gengiva saudável é um pré-requisito essencial antes de planejar reabilitações extensas, como a instalação de tipos de prótese dentária, pois a estabilidade do suporte ósseo e tecidual é crucial para o sucesso mecânico e estético a longo prazo.

O papel do asterisco nos registros

Além da numeração padrão que varia de zero a quatro, o sistema de rastreio utiliza o símbolo de asterisco para sinalizar anormalidades clínicas graves que vão além da simples presença das bolsas periodontais. 

Isso inclui problemas como retrações gengivais severas, envolvimento de áreas de furca ou mobilidade dentária excessiva. 

Quando um asterisco é anotado no registro do sextante, ele serve como um alerta visual direto na ficha do paciente, indicando que aquela área exige atenção imediata e, na maioria das vezes, uma intervenção profissional especializada.