São Paulo, 25/04/2017        



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   JACARéS E CROCODILOS


Jacarés
E crocodilos

Jacaré. Foto: U.S. Fish and Wildlife Service [Public domain], via Wikimedia Commonshttp://www.infoescola.com/repteis/jacare/

O termo “jacaré” se origina do termo tupi guarani “îakaré” e que significa “o que olha de banda”. É um animal escamado, de cor verde ou marrom. - o jacaré tem a coloração mais escura que o crocodilo, que tem um tom cinzento esverdeado mais claro. Os jacarés distinguem-se dos crocodilos por terem a cabeça mais curta e chata e por possuírem membranas interdigitais nos polegares das patas traseiras - os membros anteriores têm 5 dedos com unhas nos 3 orgãos mediais e os membros posteriores apresentam 4 dedos. O jacaré e o crocodilo são répteis, mas pertencem a diferentes famílias. Os crocodilos ao fecharem a boca deixam à mostra seus dentes, enquanto os jacarés não.
“Jacaré” é um nome comum a diversas espécies de répteis da família dos “alligatoridae”, com focinho largo e achatado, que habitam rios e áreas pantanosas da América do Sul e Norte. No Brasil os jacarés são bastante comuns na região amazônica e no pantanal matogrossense . É uma espécie típica da América do Sul e México e o alligator dos Estados Unidos. O crocodilo e poucas espécies de jacarés ocorrem na África e o gavial na Austrália e Pacífico. Os crocodilo são os maiores répteis da natureza. Estes animais estão no mundo há 230 milhões de anos e descendem dos primeiros répteis que habitaram a Terra. São parentes dos dinossauros. São animais grandes e podem medir cerca de 8 metros. As espécies brasileiras são os caimões (do gênero “Caiman”), como o jacaré-do-pantanal e o jacaré-do-papo-amarelo (são mais tolerantes ao frio). Esses tipos variam em tamanho.
Os chineses acreditam que o jacaré é o criador do canto e do tambor e que tem poderes sobre as águas e a terra. Possuiria o poder de harmonizar o mundo. Entre os antigos astecas o mundo teria nascido de um jacaré que vivia em águas primordiais. Porém, na mitologia egípcia o jacaré está associado à morte. Em outras culturas ele representa fecundidade, pois curiosamente, os jacarés ficam mais férteis à medida que envelhecem. Para se reproduzirem, os jacarés se acasalam na água e é um habilidoso nadador que consegue também ser muito ágil em terra quando necessário. Quando está nadando os olhos e as narinas ficam acima da superfície da água. Geralmente a fêmea faz um ninho na vegetação à beira de um lago, onde coloca seus ovos (40 a 50 ovos uma vez por ano) e protege o ninho e suas crias.
Esses animais possuem de 74 a 80 dentes, que são renováveis. Quando um dente cai ele é logo substituído. Um jacaré pode ter quase 3mil dentes durante sua vida. Vivem cerca de 80 anos. O jacaré não transpira através de sua pele. Quando está com calor, abre a boca para baixar a temperatura. No inverno hibernam por cerca de 4 meses, ficando sem se alimentar durante esse período.
Por não depender do oxigênio da água um jacaré pode ficar submerso até 3 horas, Possui uma terceira pálpebra transparente para fechar e proteger o olho, dessa forma quando debaixo d'água pode ver sua presa, utilizando primeiramente a cauda para abatê-la.
Os predadores do jacaré são principalmente o homem – em alguns locais sua carne é apreciada e por seu couro, corujas, cobras, sucuri (come os filhotes), gaviões. Porcos selvagens e lagartos comem seus ovos.
Infelizmente o jacaré está na lista dos animais em extinção, principalmente por causa de seu couro (e sua carne também). Para fazer um par de sapatos de couro de jacaré são necessários 10 animais com a pele intacta; para uma bolsa, 18; e para uma carteira, 4.
Texto de Martha Follain
www.floraisecia.com.br



Fonte: www.floraisecia.com.br
 
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SARNAS DEMODÉCICAS


http://www.saudeanimal.com.br/artig129.htm



Sarnas Demodécicas

Dr. Carmello Liberato Thadei
Médico Veterinário

Os chamados ectoparasitas como são denominadas aquelas espécies animais que parasitam a superfície cutânea de outros animais, como são as sarnas em geral , apresentam um grupo de espécies pertencentes ao gênero DEMODEX, que por suas particularidades próprias merecem ser tratados a parte das demais sarnas.

São estes ácaros, assim chamados por pertencerem a classe ACARINA do philum zoológico ARACHNOIDEA, de tamanho pequeno, situados no limite da visão humana com a vista desarmada, pois medem em torno de 100 micra (micra é plural de micron, e este mede a milésima parte de um milímetro). Assim sendo, para serem facilmente visualizados, é necessária a utilização de lentes ou melhor ainda do microscópio ótico.

Entre as mais de 15.000 espécies desse grupo, em sua maior parte parasitas, destaca-se o DEMODEX CANIS, que por parasitar o nosso amigo cão será por mim tratado particularmente. Vive esse parasita no folícolo piloso de outros animais mamíferos e raramente nas glândulas sebáceas adjacentes aos pêlos, onde só penetram nas infestações mais graves. Localizam-se quase sempre na raiz do pêlo, só abandonando essa localização após multiplicação intensa. Seus movimentos são lentos, irregulares e realizam-se com ajuda das suas patas atrofiadas em número se oito, por esse motivo (oito patas) são denominados octópodes. Entre 17 e 26 graus centígrados sua movimentação praticamente cessa, embora não pereçam, tornando-se intensa em torno de 40 graus.

A transmissão desses parasitas processa-se por contato tanto direto quanto indireto, bastando que um animal parasitado tenha contato com outro suscetível, como outro cão ou mesmo outras espécies animais como bovinos, eqüinos, caprinos, ovinos e mesmo espécies exóticas desde que mamíferas. É importante assinalar-se que o homem embora preencha essas mesmas condições de parasitismo, não foi ainda descrito como parasitado por esse ácaro. É, no entretanto, o homem, parasitado pelo primo desse parasita, o chamado "Demodex foliculorum", que no homem causa apenas efeito antiestético, constituindo o chamado cravo cutâneo.

Voltando ao Demodex canis: sua propagação é lenta na pele do animal parasitado, porém em casos especiais de invasão maciça, podem esses ácaros parasitas atacarem toda superfície corporal ao fim de poucas semanas. Geralmente de início não ocorre prurido (coceira), sendo esta presente quando a pele venha a apresentar-se também inflamada em decorrência do próprio parasitismo, exibindo então o animal forte coceira.

Clinicamente são descritas duas formas de parasitismo; A chamada forma escamosa ou crostosa, e a chamada pustulosa. Seus próprios nomes dão idéia dessas formas clínicas, porém, na realidade, esta última é a evolução natural do parasitismo anterior quando não devidamente tratado. Nesta última, aparecem infecções secundárias por germes de supuração, os quais preparam o caminho para a sucessiva propagação do mal às áreas de pele ainda não parasitadas do hospedeiro. Como parece ser o principal interesse de todos, saber mais a respeito dos diversos tratamentos para esse parasitismo, vou fazer um rápido retrospecto histórico de sua evolução no tempo.

Como já ressaltei quando tratei das sarnas em geral, o primeiro medicamente utilizado para esse mal, foi o enxofre, na histórica pomada de Helmerich.

Descobriu-se posteriormente, que o mesmo enxofre em sua forma nascente tinha ação mais intensa sobre o parasita, debelando o mal mais rapidamente, sendo então utilizadas as seguintes fórmulas farmacêuticas: Aplicação inicialmente sobre as áreas da pele parasitadas de uma solução a 40 % de Hipossulfito de sódio, e em seguida uma segunda solução (diluída, portanto fraca), de Ácido clorídrico a apenas 4 %. Aqueles experts em química já terão deduzido, que o ácido clorídrico entrando em contato já na pele do animal, resultante da primeira aplicação com o hipossulfito, formar-se-ia o almejado enxofre nascente, e este, pela sua ação anti-parasitária , vindo a matar a sarna.

Mais tarde descobriu-se o Benzoato de Benzila, que juntamente com a pomada de Helmerich e as soluções anteriores são ainda utilizadas para tratar as sarnas, porém deve ser realçado que para as sarnas demodécicas são esses medicamentos praticamente nulos. São os mesmos eficientes contra as demais sarnas, como a própria Escabiose humana e animal, porém contra o demodex suas ações são nulas.

Fui aluno de um saudoso professor em meu curso universitário na USP, na cadeira de Parasitologia, em que o catedrático ilustre: Dr. Zeferino Váz, que mais tarde implantou duas famosas escolas superiores no Brasil (A Faculdade de Medecina da USP de Ribeirão Preto, e a UNICAMP), tinha esse professor catedrático, um assistente: Dr. Décio Malheiros, que trabalhou com sucesso no tratamento dessa demodicose, pois é esse o nome dessa parasitose. Utilizava esse professor o oleo de Castanha de Cajú nesse tratamento. Acredito eu, que a castanha de cajú se tem algum efeito sobre o parasita, esse é quase nulo, sendo a melhora decorrente desse tratamento, repito: dedução minha e não do professor Décio, era mais pela impermeabilização olea da pele do animal, do que propriamente por ação da castanha de caju.

Dr. Carmello Liberato Thadei-
Médico veterinário - crmv-sp-0442




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