São Paulo, 11/03/2010        



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   CARRAPATOS


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Carrapatos
Os carrapatos são aracnídeos e diferem dos insetos por possuírem 4 pares de patas, ausência de asas e a cabeça fundida no tórax (cefalotórax). São parasitas sugadores de sangue que se encontram na maior parte dos paises do mundo, principalmente nas regiões tropicais e subtropicais. Sua picada nos animais causa lesão, irritação local e grandes prejuízos como perda da produção de carne, leite, lã, ovos e diminuição do valor das peles.
Muitos carrapatos são transmissores de moléstias graves devidas a protozoários, bactérias e vírus, causando anemia e muitas vezes a morte. Atuam não só como vetores mas também como reservatório natural de várias enfermidades, sendo as mais importantes a babesiose, a ehrlicchiose, a anaplasmose, no cão. Já no homem temos a doença de Lyme, a febre maculosa e a febre Q, dentre outras doenças. Verificou-se além disso, em várias espécies de carrapatos, dentre elas a Dermacentor variabilis, a presença de uma toxina produzida pelas glândulas salivares das fêmeas em fase de produção de ovos, toxina esta altamente deletérea podendo causar uma paralisia progressiva em cães e gatos.
Existem basicamente dois tipos de carrapatos, os carrapatos moles ou os argasídeos e os carrapatos duros ou ixodídeos. Apenas para citar, os carrapatos moles ou argasídeos são mais comuns nas aves e são encontrados principalmente em climas quentes. Nos mamíferos, a principal espécie deste grupo é a Otobios megnini, a qual freqüentemente infesta o conduto auditivo de cães, gatos, bovinos e eqüinos.
Para nós os carrapatos mais importantes são os duros ou ixodídeos. O ciclo vital deste grupo necessita de 3 hospedeiros, preferivelmente animais de dimensões diferentes para as larvas (que apresentam 3 pares de patas), as ninfas e os adultos (ambos com 4 pares de patas) se desenvolvam, muito embora algumas espécies de carrapatos completem todo o ciclo sobre o mesmo mamífero. São muito prolíficos, uma fêmea adulta pode colocar de 2 até 8 mil ovos nos até 19 meses de sua existência. Se o ciclo for interrompido o carrapato poderá sobreviver por longo período de tempo, podendo até hibernar e o ciclo que normalmente é de 1 ano, pode se estender até 3 anos. Uma fêmea ingurgitada ou repleta de sangue pode atingir até 200 vezes o seu tamanho original.
Fora do hospedeiro, os carrapatos infestam o chão coberto por moitas e arbustos. Resistem bem ao frio, entretanto são sensíveis à luminosidade solar intensa e ao excesso de umidade.
São varias espécies de ixodídeos, temos os gêneros Amblyomma sp, o Boophilus sp, mas a espécie mais importante para os cães e os gatos é o carrapato vermelho ou Rhipicephalos sanguineus por ser um carrapato que tem uma boa capacidade de sobrevivência em vários tipos de ambientes, particularmente no interior das residências. É um tipo de carrapato que pode completar seu ciclo em um único animal ou hospedeiro, podendo inclusive acometer outras espécies como o coelho, o homem e o cavalo.
Cães e gatos ficam mais expostos a carrapatos nas matas e no meio rural, mas também é comum se infestarem nos quintais, jardins e praças. Os carrapatos são perigosos em qualquer época do ano, entretanto são mais freqüentes nos meses quentes e úmidos. Ratos e aves podem ajudar a sua disseminação.
O controle dos carrapatos deve ser feito nos hospedeiros com a utilização de produtos carrapaticidas adequados que exterminem os carrapatos e não intoxiquem o animal. Atualmente existem produtos modernos e bastante eficazes para este fim. Entretanto é principalmente no meio ambiente onde devemos investir nossos esforços. O combate à infestação pode ser feito através de repetidas pulverizações de carrapaticidas para uso no ambiente visando principalmente as frestas do chão e das paredes, a destruição das moitas através do corte e da queimada dos arbustos e capim e se for o caso também com a técnica da rotação das pastagens.--

Saiba mais, no FAQ do site da APASCS

Carrapatos: o que fazer ?

http://www.apascs.org.br/faq.php

---no Glossário do site da APASCS

Ácaros de importância veterinária

Babesiose

Erliquiose

Febre Maculosa

Pragas urbanas

Tularemia

http://www.apascs.org.br/glossario.php?letra=A&pagina=0&order=palavra

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Fonte: www.apascs.org.br
 
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OS ESSÊNIOS E O VEGETARIANISMO

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O PENSAMENTO NOS ANIMAIS,

O PÁSSARO CATIVO

ANIMAIS PODEM PEVER O CLIMA? - JESSICA TOOTHMAN
Os animais podem prever o clima?
por Jessica Toothman - traduzido por HowStuffWorks Brasil
http://ciencia.hsw.uol.com.br/animais-prevem-clima.htm

Será que o seu cachorro ou uma revoada de aves nas cercanias é capaz de prever uma tempestade? Existe prova científica para esse tipo de alegação? E, ainda mais interessante, se os animais são capazes de prever o clima, será que devemos deixar de¬ prestar atenção aos meteorologistas e começar a observar o comportamento dos animais nos zoológicos ou em nossos quintais?
As implicações de uma revelação como essa certamente teriam imenso impacto sobre as vidas cotidianas das pessoas. Ainda mais porque essas previsões poderiam ser especialmente valiosas em caso de eventos catastróficos como terremotos, maremotos ou desastres naturais raríssimos, como o tsunami que varreu o Sudeste Asiático em 26 de dezembro de 2004.
Como outras aves, o albatroz é bastante afetado por mudanças no tempo. E será, que, por isso, eles conseguem prever alguma coisa?
Uma das coisas que examinaremos é um fenômeno amplamente observado (ainda que não comprovado cientificamente) -- se bem que o imenso maremoto tenha matado mais de 200 mil pessoas, praticamente nenhum animal selvagem pereceu (com a exceção de animais enjaulados ou confinados que estavam no caminho da água). Observadores reportam que os animais parecem ter recebido algum aviso, com antecedência de horas ou segundos, não importa, que permitiu que eles, e as pessoas que seguiram seu exemplo, tivessem a oportunidade de encontrar segurança.
A aparência pode dizer tudo?
A maioria das alegações de que animais prevêem o clima se relaciona a mudanças de comportamento. Mas a aparência de alguns animais leva certas pessoas a imaginar se não estamos contemplando um sistema vivo de radar Doppler.
Uma dessas criaturas é a taturana. Algumas pessoas acreditam que esse inseto peludo, que na primavera se transforma em mariposa, é capaz de prever a severidade do inverno que se aproxima. De acordo com o folclore, se a listra marrom central da lagarta for longa, o inverno não será difícil. Se ela apresentar duas listas negras mais longas que a listra central, uma de cada lado, melhor se preparar para o frio.
Será que essa lagarta tem capacidade inata de avaliar a força do clima nas estações vindouras? De forma alguma. Um cientista que estudou as criaturas por anos abandonou o projeto de pesquisa. Ele descobriu dois grupos de taturanas que viviam perto um do outro. As aparências físicas desses grupos se contradiziam completamente, e isso descarta a possibilidade de que as listras prevejam a severidade do inverno [fonte: Rozell].
Vamos seguir e avaliar de perto esse fenômeno animal, para determinar se existe algo de verdade por trás da ficção.
Os animais dispõem de sensores de clima integrados?
Caso o seu cachorro sempre entre em casa logo antes de chover, seria compreensível que você imaginasse que os animais podem prever o clima. Mas seria mais preciso dizer que os animais reagem a certos sinais ambientais que acompanham mudanças de clima, e não ao clima em si.
Uma opinião dominante é de que os animais são capazes de detectar determinados eventos, como terremotos, tão logo eles aconteçam, mesmo que o evento originário aconteça a uma grande distância. Embora essa capacidade não deva fazer muita diferença para as pessoas que estão no local do desastre, poderia auxiliar as que se localizam mais distantes do epicentro. Alguns pesquisadores chegam a acreditar que os animais podem ser capazes de sentir os precursores desses eventos antes que eles de fato aconteçam. Mas há poucas provas concretas disso; a maioria dos indícios são circunstanciais.
Alguns elefantes chegaram a perceber a chegada do tsunami que matou milhares de pessoas em dezembro de 2004 na Indonésia
Outro detalhe que merece menção é que a maioria dos pesquisadores não alega que os animais tenham percepção extra-sensorial ou um sexto sentido. O que eles estão dizendo é que animais fazem uso mais extenso de seus cinco sentidos existentes, especialmente se comparados aos seres humanos. Vamos observar como esses cinco sentidos podem operar diferentemente dos nossos em certos animais.
O sentido mais crítico é a audição. Existem certos sons que as pessoas não conseguem ouvir. No extremo mais grave da escala existem os infra-sônicos -- vibrações sonoras graves que caem abaixo dos 20 hertz (Hz) na escala de freqüência hertz. No extremo oposto ficam os sons de alta freqüência, como os assobios para cachorros, inaudíveis para os seres humanos. As pessoas tipicamente ouvem na faixa dos 20 aos 20.000 Hz (os adultos de meia-idade em geral não ouvem sons mais agudos do que os 12 mil a 14 mil hertz). Os elefantes, porém, ouvem sons entre os 16 Hz e os 12 mil Hz. O gado também ouve sons a partir dos 16 Hz, mas sua audição atinge os 40 mil Hz. E que espécie de elemento produz sons na faixa infra-sônica? A resposta inclui ondas de choque de terremotos e ondas do oceano. Percebem onde estamos querendo chegar?
Alguns pesquisadores acreditam que certos animais, como os elefantes, recebam alerta antecipado sobre terremotos porque sentem ondas de choque no solo por meio de seus grandes sons. Eles não ouvem o som no ar e pensam "nossa, um terremoto está chegando". Mas sentem vibrações distantes e desconhecidas, que os aterrorizam e os levam a fugir em busca de segurança.
Não se sabe como os animais, e não apenas os elefantes, sentem essas vibrações. Os pesquisadores estão examinando diferentes órgãos, partes do corpo e cadeias nervosas em diversas espécies, que podem ser capazes de apanhar vibrações sonoras que os seres humanos simplesmente não conseguem sentir.
Essa teoria também pode responder por reações oportunas de outros animais com audição menos apurada, logo antes de um tsunami. Os pesquisadores apontam que o som na banda infra-sônica causa inquietação e náusea em seres humanos. Os animais podem perceber essas vibrações sonoras como perigosas e instintivamente buscar segurança.
Mas e quanto a casos menos extremos? Pássaros podem avisar que uma tempestade se aproxima? O comportamento dos ursos pode alertar sobre a severidade ou duração do inverno que se aproxima? Leiam a próxima página para descobrir sobre outras maneiras pelas quais o comportamento animal se relaciona ao clima.
O comportamento dos animais pode se tornar minha previsão do clima?
O que acontece aos animais antes de tempestades ou no começo do inverno? Sons infra-sônicos podem ser responsáveis pelas mudanças de comportamento, porque furacões e trovões produzem ondas sonoras nessas freqüências. Mas também existe a questão das mudanças na pressão barométrica (do ar) e da pressão hidrostática (da água).
Normalmente, essas pressões apresentam ligeira flutuação. Os animais têm forte sintonia para com mudanças acima das flutuações normais, que podem sinalizar fortes mudanças do clima. Essas variações podem ativar o mecanismo de sobrevivência de um animal. A reação instintiva do animal é procurar abrigo diante de clima potencial violento.
Por exemplo, condições anormais como furacões causam grande decréscimo na pressão do ar e da água (pelo menos em profundidades menores). Os animais expostos e acostumados a certos padrões podem sentir rapidamente essas mudanças. e uma vez mais, de maneira semelhante ao comportamento observado entre os animais no tsunami, eles fogem em busca de segurança.
Os pesquisadores já observaram esse tipo de comportamento entre um grupo de tubarões, enquanto acompanhavam seus movimentos durante a tempestade tropical Gabrielle e o furacão Charlie. Depois que a pressão atmosférica caiu em apenas alguns milibars -- ocorrência que causa mudança similar na pressão hidrostática --, diversos tubarões nadaram para águas mais profundas, onde encontraram mais proteção contra a tempestade [fonte: Vatalaro].
As aves podem sentir o movimento dos ventos de maneira exata
Outras aves e abelhas também parecem sentir essa queda na pressão barométrica e reagem instintivamente procurando abrigo em seus ninhos ou colméias. As aves também usam sua habilidade de sentir a pressão do ar para determinar quando é seguro migrar.
E quanto às previsões de longo prazo, sobre a severidade de um inverno, por exemplo? Parece que as marmotas não prevêem coisa alguma. A duração da hibernação tende a se relacionar ao relógio biológico do animal e à gordura acumulada, e não à sua capacidade de avaliar tendências de temperatura.
Houve propostas interessantes sobre a validade de certos conhecimentos folclóricos quanto a animais. Alguns indígenas norte-americanos acreditam que os ursos negros escolham diferentes locais para dormir em suas cavernas a depender de quanto o inverno será frio, ou que os pêlos nas patas de um coelho são mais fofos em caso de neve pesada adiante. Embora existe a chance de que isso seja simples coincidência, muita gente aponta que a ciência se baseia em observações, e o folclore ou a cultura de povos tradicionais se baseia em séculos de observação -- ainda que não conduzida em circunstâncias controladas.
Em última análise, o comportamento desses animais talvez não se prove tão útil para os seres humanos. Os animais mudam freqüentemente de comportamento e não existe maneira prática de decifrar se uma mudança de comportamento se relaciona a desastre natural iminente ou a uma reação a algo completamente não conectado.
Também há diferenças entre espécies e entre indivíduos nas espécies, em sua sensibilidade às flutuações climáticas. Enquanto alguns animais parecem bons preditores do clima, outros da mesma espécie não sentem qualquer prenúncio.
Mas se você estiver em uma floresta e presenciar uma fuga desabalada como a que o desenho animado "Bambi" mostra, melhor acompanhar a multidão, e o mais rápido que puder.

Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/animais-prevem-clima.htm


 

 



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