São Paulo, 23/09/2019        
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Florais de Bach para animais
 
ARTIGOS     
 
Com a crescente onda pet nos grandes centros urbanos, diversos assuntos começaram vir à tona em conversas nos cafés, entre colegas de trabalho e na mídia em geral: a invasão de cães nos shoppings centers, a sujeira deixada nas calçadas, a necessidade de controle dos animais abandonados, a posse responsável, a inteligência canina.
Volta e meia encontro pessoas felizes e orgulhosas de seus animais de estimação. Sentem-se realizadas e mostram para todos o quanto seu cachorrinho aprendeu os truques que lhes ensinaram. Muitas delas se orgulham, inclusive, de que seu cãozinho nem tem "cheiro de cachorro" devido aos constantes banhos e uso de perfumes.

Pois é...

Em relação à sujeira nas calçadas, não são os cães os culpados, mas seus donos humanos mal-educados. O crescente número de animais abandonados pelas ruas também é culpa de pessoas, que os largam como brinquedos velhos.
Os truques que ensinam aos cães são em sua maioria inúteis, servindo apenas para agradar seu próprio dono ou à s visitas que recebe em casa. Antes que joguem pedras em mim, esclareço que não me refiro aos treinamentos específicos ou agility.
Banhos em excesso irritam a pele dos animais e perfumes os desorientam, já que utilizam o faro muito mais que a visão. Certa vez li artigo de um veterinário dizendo que "...perfumar um cão é como vendar uma criança".
Engraçado até é ler sobre a inteligência canina. Sem desmerecer os trabalhos e pesquisas realizadas por profissionais, acredito que estão conceitualmente errados, parecem partir de premissas falsas.
O critério, ou um deles, utilizado para medir a inteligência de cães é sua "resposta ao comando". Alguém parou para pensar que talvez o cão não esteja interessado em obedecer apenas para elevar seu posicionamento no ranking de raças? Em tempos de inteligência emocional, alguém analisou que existem outros tipos de inteligência?
Quantos podem dizer que entendem o que aqueles olhares lhes dizem? Quantos percebem curiosidade, estado de alerta, tristeza ou alegria num simples posicionamento de orelhas? Quem sabe diferenciar os diversos tipos de latidos e grunhidos? Quem, ao invés de perturbar o animal com ordens inúteis para que ele faça alguma gracinha boba, utiliza seu tempo para apenas observá-los e aprender um pouco sobre sua natureza?
Mesmo sem conhecer nosso idioma, nossa cultura, nossas manias e sem entender nossos desejos, os cães ainda assim aprendem muito conosco.
Mas quantas pessoas podem dizer, honestamente, que tiveram a inteligência e sensibilidade para aprender algo com seu cão? Nós humanos, tão inteligentes e superiores, o supra-sumo da Criação, falando diversas línguas e dominando tantos assuntos, conseguimos compreender de verdade, sem suposições, a simplicidade de um cão e, ainda mais importante, aceitar sua natureza?
Alguns talvez sim, a maioria com certeza não.

henriq@uol.com.br

A Publicação é autorizada, CONSERVANDO TODOS OS CRÉDITOS E
CITANDO A FONTE: site “Florais e Cia” – www.floraisecia.com.br

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