São Paulo, 22/08/2017        
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ANIMAIS, REFLEXO DE SEUS TUTORES – por Martha Follain


O que os amantes de animais já sabiam há muito tempo, a ciência finalmente começa a corroborar; que animais possuem sim características humanas – é um antropomorfismo às avessas que (atribuição de características humanas a animais não humanos) enfim, através de pesquisas científicas mais recentes nos mostra.
“Cientistas da Universidade da Geórgia, EUA, afirmam ter descoberto que cães possuem sentimentos. Gregory Berns neurocientista, psiquiatra e escritor, fez testes utilizando um aparelho de ressonância magnética e descobriu que os animais usam a mesma parte do cérebro dos humanos para “sentir”. Para Berns, a capacidade de experimentar emoções positivas, como o amor e apego, significa que os cães têm um nível de sensibilidade comparável a de uma criança.” Segundo o jornal norte americano New York Times, “é comum ver cachorros serem tratados como crianças por seus tutores. Muitos consideram esse tipo de atitude exagerada, mas uma nova pesquisa indica que os apaixonados por cães podem estar no caminho certo: o nível de emoção sentido por um cão é comparável ao de uma criança.”
O especialista em comportamento da Universidade Estadual de Bowling Green, Ohio, EUA, Jaak Panksepp, afirma que o sistema límbico no cérebro, existente em todos os mamíferos, é o responsável pelas emoções, sistema esse muito antigo do ponto de vista evolutivo. Os animais desenvolvem sentimentos e emoções como o de seus tutores e absorvem comportamentos gerados pelos seres humanos.
Antonio R. Damásio, cientista da Universidade de Iowa, EUA, agrega simpatia, constrangimento, vergonha, culpa, orgulho, inveja, admiração, ciúme, gratidão, contentamento e indignação como emoções comuns aos mamíferos.
Recentemente, por meio de exames de ressonância magnética em um grupo de cães, uma pesquisa publicada pela revista “Current Biology” por Attila Andics, cientista húngaro que liderou o estudo, aponta que cães respondem a estímulos acústicos - os cérebros dos cachorros também têm áreas dedicadas ao processamento da voz da mesma forma que seres humanos. “Nossos resultados sugerem que cães também usam mecanismos cerebrais semelhantes para processar a informação social. Isso justifica o êxito da comunicação vocal entre as duas espécies”, explicou. A descoberta ajuda a entender como os cães podem entrar em sintonia com os sentimentos dos seus tutores.
Estudos sobre o metabolismo do cérebro fornecem evidências de que os sentimentos dos animais talvez não sejam muito diferentes dos sentimentos dos seres humanos, pois entre eles há processos cerebrais comuns. Pesquisas mostram que o neurotransmissor dopamina é importante no processamento de emoções como alegria e desejo tanto em humanos como em outros mamíferos.
Segundo os cientistas Claudia Fugazza e Ádám Miklósi, autores de uma pesquisa para a Universidade Eötvös Loránd de Budapeste, na Hungria, publicada na revista “Animal Cognition”, os cães entendem gestos e comunicações humanas, e aprendem observado as pessoas.
São provas para lá de suficientes para entendermos que animais possuem emoções e podem se comportar como crianças – nossos “filhos”. Mas não só os mecanismos cerebrais são os mesmos nas 2 espécies: a convivência gera laços afetivos profundos, fazendo com que animais se comportem como humanos, demonstrando inteligência e memória.
Animais e humanos já se acompanham há muito tempo, principalmente os cães, que aprenderam a estar com humanos - o que afeta o ser humano os vem afetando. Cães estão conosco há, pelo menos, 14 mil anos. Estudos sobre a evolução dos cães sugerem que a seleção natural teria criado a espécie a partir de lobos mansos e sociáveis, que preferiram a aproximação pacífica com humanos ao invés de atacar. Quanto mais perto do homem, mais comida.

Mas, infelizmente, os animais de estimação também podem desenvolver quase todas as doenças que acometem os humanos. São problemas de diabetes, vários tipos de tumores, doenças oculares, hepáticas, articulares, cardíacas, etc..

Atualmente o diabetes vem acometendo cães e gatos, possivelmente, devido a uma alimentação incorreta oferecida por seus tutores. Os sintomas são os mesmos em animais e humanos: muita sede, urina abundante, emagrecimento, cansaço. O tratamento, proposto pelo médico veterinário, também pode incluir fármacos, insulina e controle da alimentação (ração especial);

Câncer: possivelmente o número de casos de câncer venha aumentando porque os animais têm vivido mais. Vivendo mais, animais e humanos podem desenvolver mais tumores. Atualmente, não é incomum animais ultrapassarem os 20 anos. Além disso, tutores fumantes podem ocasionar câncer de bexiga, de traqueia, doenças da tireoide, etc.. em seus bichos. O contato com químicos contidos nos produtos de limpeza de uso doméstico aumenta o risco de linfoma e câncer de pulmão em cães. Enfim, vários tipos de câncer;

Olhos: o aparecimento de certas doenças favorece outras – o glaucoma, que é um derramamento de sangue dentro do olho causado pela pressão alta intraocular, por exemplo, pode ser provocado pelo diabetes. O tutor também deve ficar atento para a catarata, que deixa os centros dos olhos com uma “nuvem” branca;

Fígado: a maior parte dos problemas vem da gordura e temperos ingeridos indevidamente pelos animais, e medicamentos dados pelo tutor sem orientação do veterinário;

Artrite e artrose: tendência genética e idade avançada podem ser causas, mas obesidade também;

Coração: doenças de válvula cardíaca que aumentam o coração, doenças do músculo cardíaco, etc.. Os sintomas são os mesmos que os de humanos – tosse, cansaço, etc..;

E tantas outras doenças.

O escritor contemporâneo e veterinário Richard Pitcairn afirma: “É uma verdade inegável o fato de que os animais têm estados emocionais e sentimentos. Quem convive com eles, pode ver isso facilmente, embora não seja algo de que as pessoas precisam estar intelectualmente convencidas. Não existe dúvida, na minha mente, de que os animais apresentam o mesmo leque de emoções que as pessoas: amor, medo, raiva, tristeza, alegria, e assim por diante”. E, as enfermidades aparecem também no mesmo rol de intimidade e convívio.
Se os animais são capazes de sentir emoções e nossas dores, temos mais razões para tratá-los com respeito, dignidade e carinho.
E, no fundo, no fundo, sempre soubemos que animais são como nós: só que melhores.

TEXTO REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL – DIREITOS AUTORAIS
Reprodução permitida, desde que, com todos os créditos da autora e de seu trabalho.
Martha Follain: Formação em Direito, Neurolinguística, Hipnose e Regressão. Terapia Floral de Bach, Aromaterapia, Terapia Floral de Minas, Fitoterapia Brasileira, Cromoterapia, Cristaloterapia, Terapia Ortomolecular, Bioeletrografia, Terapia de Integração Craniossacral - para animais humanos e animais não humanos. Consultora da “Phytoterápica”.
CURSOS À DISTÂNCIA – via INTERNET – criados e ministrados por Martha Follain:
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