São Paulo, 23/05/2017        
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CHINA, QUE PAÍS É ESSE?


China, que em mandarim, significa Tien Hia (aquilo que está sob o céu) é o país mais populoso do planeta, com cerca de 1 bilhão e 500 mil habitantes, uma área de, aproximadamente, 9 milhões 600 e 50 mil km², a leste do continente asiático, cuja capital é Pequim. É o terceiro maior país em área, só perdendo para a Rússia e o Canadá. Tem uma força de trabalho de 940 milhões de trabalhadores e é a segunda maior economia do mundo, só ficando atrás dos Estados Unidos. Entretando, apesar da imagem poderosa, o FMI (Fundo Monetário Internacional) classifica a China como país em desenvolvimento com PIB per capita de 4382 dólares anuais em 2010 (www envolverde.com.br). E é a maior emissora de gases estufa do mundo.

Não há muitos documentos sobre as origens da civilização chinesa, mas há registros arqueológicos. A China surgiu com uma sociedade neolítica, na região do rio Amarelo, há cerca de 4000 mil anos. As populações que ocupavam a parte norte desse rio se unificaram e formaram uma sociedade patriarcal, sustentada pelo desenvolvimento da agricultura. É dessa época o surgimento de técnicas de fabricação da seda, a criação de utensílios que facilitaram a agricultura (arado manual, etc.) e o domínio de metais. A China acelerou seu crescimento a partir da Idade do Bronze, há 2000 anos.
Foi governada por várias dinastias por um período de 2000 anos, as quais ensejaram a criação da escrita chinesa, da pólvora, da bússola, do estribo, do compasso, das primeiras prensas, da medicina, do ábaco, do papel, da tinta nanquim e da porcelana.
Em 1900 o médico Sun Yat Sen fundou o partido nacionalista que se opôs à monarquia. Em 1911, unidades militares rebelaram-se contra o poder imperial e Sun Yat Sen foi proclamado presidente provisório. Houve a queda do Império e a criação da República da China.
Em 1921 foi formado o partido comunista chinês. Em 1 de outubro de 1949, Mao Tse - Tung proclamou a criação da República Popular da China. Segundo sua Constituição o país é um estado comunista, mas aberto à economia de mercado. Paradoxalmente, é uma estrutura comunista voltada para fins capitalistas.
No século XXI, a China mostra-se como uma das grandes potências mundiais. Mas, no país mais populoso do mundo, permanece a milenar filosofia de Confúcio, onde há a supremacia do interesse coletivo sobre o individual. Portanto, diversos direitos humanos são violados, apesar de fazerem parte do texto de sua Constituição. De acordo com relatório da “Anistia Internacional” (AI) a China liderou a aplicação de penas de morte e execuções realizadas em 2012, adotando os métodos de injeção letal e fuzilamento. “A China continua a representar a maioria das execuções do mundo, mas a falta de transparência em torno da aplicação da pena de morte no país fez com que, mais uma vez, seja impossível confirmar os dados que traduziriam adequadamente a realidade da pena capital no país”, pondera a AI.
Com sua rígida política de controle da natalidade, a “política do filho único”, implantada a partir de 1970, que permite que cada casal tenha somente um filho, a China impediu uma explosão demográfica, mas isso também ocorreu às custas de desrespeito a direitos humanos: há relatos de sequestros de grávidas, abortos forçados (todo ano há mais de 13 milhões de abortos sem o consentimento das gestantes), esterilizações compulsórias. Essa política, redundou em outra tragédia – a multiplicação de infanticídios de bebês do sexo feminino, já que os do sexo masculino é que são valorizados, pois cabe aos filhos homens a obrigação de sustentar os pais na velhice.
Esse imenso país viola os itens da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, da própria Constituição chinesa e da Carta Olímpica:
- cerceamento da liberdade de expressão e de crença, exercido pelo temido “departamento (ou agência) 610” , uma organização extra legal, que tem autoridade sobre todos os níveis da polícia para calar, de forma brutal, a voz de cidadãos chineses praticantes das mais variadas religiões;
- repressão ao livre direito de ir e vir;
- sequestro de adultos e crianças pelas forças de segurança – são submetidos a trabalho escravo em minas de carvão, fábricas, etc., principalmente os seguidores do “Falung Gong”, uma forma de meditação, que tem sido severamente reprimido desde julho de 1999;
- perseguições violentas a dissidentes e opositores do regime - os prisioneiros políticos lotam o sistema penitenciário e são submetidos a cárceres precários, julgamentos sem direito a defesa, confisco de bens e tortura (incluindo a retirada de órgãos para o mercado negro);
- controle da imprensa com rigidez pelo governo, que restringe a entrada de informações de rádio e televisão, impedindo também o acesso a sites estrangeiros na internet;
- violência e discriminação contra as mulheres;
- tortura e morte de milhares de tibetanos desde a invasão do Tibet.
Os governantes chineses negam tudo.
Outro abuso é perpetrado contra crianças. Meninos e meninas, com 5 ou 6 anos, são enviados para centros esportivos de treinamento (há mais de 4000 desses centros no país), para aprenderem a ser campeões nos esportes. São centros de produção de atletas de elite. As crianças moram nos centros, sendo submetidas a todo tipo de treinos estafantes, intensos e dolorosos, chegando até a apanhar de seus treinadores. O contato com as famílias é restrito, e elas têm apenas meio dia livre por semana – as tardes de domingo. Comem, dormem e treinam nos locais gerenciados pela Direção Geral Esportiva do Estado Chinês.

Mas, não só os direitos humanos são violados na China. Os direitos dos animais também são vilipendiados. Fátima Borges, ativista brasileira para a defesa dos direitos dos animais, afirma:
“- cães e gatos fervidos, eletrocutados, enforcados, afogados ou escalpelados vivos para a retirada de suas peles, que são utilizadas na fabricação de brinquedos e casacos;
- ursos capturados e encerrados em jaulas minúsculas por mais de 15 anos com o abdômen e a vesícula perfurados, onde uma sonda lhes suga a bílis para fabricação de remédios fictícios;
- milhares de tubarões assassinados todos os anos para satisfazer o apetite dos chineses por sopa de barbatana;
- pênis e olhos de tigres, de cães, de tubarões e outros animais são servidos em restaurantes exóticos como alimentos supostamente afrodisíacos;
- cérebros de macacos vivos são servidos como iguarias em restaurantes considerados exóticos;
- almiscareiros são capturados e mantidos em jaulas minúsculas e, enquanto vivem, são manipulados de maneira dolorosa para que de suas glândulas genitais se obtenham a matéria prima para a fabricação do perfume almíscar ou musk;
- cães são transportados de um local a outro em caminhões, dentro de gaiolas minúsculas e para que o maior número de animais caiba nas mesmas, parte de seus corpos são quebrados, e, assim, gritando de dor, sem água e comida, permanecem dias num trajeto onde o ponto final é o da crueldades sem limites...;
- a forma como os animais são abatidos para o consumo humano é cruel: cães, gatos, carneiros, cobras, porcos, macacos, ratos, tubarões, rãs, escorpiões, ursos, tigres, (além das vacas) etc.”
Hoje na China, comer animais como tigres e ursos já é um ato ilegal e considerado imoral, mas o fato é que alguns chineses ainda acreditam que, ao comerem as partes e órgãos de determinados animais, estarão, supostamente, fortalecendo o próprio corpo.
A China, atualmente, ocupa a condição de potência mundial e busca novos caminhos para lidar com suas mazelas. Por exemplo, acabaram-se os tempos da mão de obra barata. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, em seu Relatório Global Sobre os Salários 2012/2013 (Genebra), os salários anuais para os trabalhadores chineses estão crescendo e algumas das maiores indústrias de produção estão saindo do país, procurando mão de obra mais acessível financeiramente. A economia tem crescido cerca de 12% ao ano. Além disso, o governo chinês elevou o salário mínimo de 14 a 21% nas cinco maiores províncias do país. Assim, os salários em alta possibilitam mais poder aquisitivo aos operários que, por sua vez, aumentam o consumo. Isso beneficia os principais parceiros comerciais de Pequim, o que ajuda a diminuir o desequilíbrio do comércio global. O país está se tornando mais rico, com uma moeda mais forte e há mais oportunidades de trabalho. A China deu um grande aumento na renda per capita, mas mesmo assim as condições de vida ainda são muito precárias para os cidadãos do campo.
Mudanças estão começando, lentamente, a acontecer em relação aos direitos humanos. A “Anistia Internacional” destaca, não obstante a China ser muito criticada, o Plano de Ação Nacional de Direitos Humanos aprovado pelo Conselho de Estado chinês para o período entre 2012 e 2015. Este plano prevê mudanças nos julgamentos e aplicação das penas de morte no país.
Também, organismos internacionais têm pressionado a China em relação aos direitos dos futuros ginastas, denunciando as fábricas de atletas.
Várias entidades de proteção e a opinião pública internacional, estão atentas ao desrespeito aos direitos dos animais, exigindo mudanças na forma como são tratados.
Outros avanços importantes estão ocorrendo: segundo uma minuta do Escritório do Conselho de Estado, de maio de 2013, publicado no diário oficial “China Daily”, a China lançará em julho os “vistos para talentos”. São permissões para que profissionais estrangeiros qualificados trabalhem no país, dos quais o gigante asiático necessita “urgentemente”, apesar de ainda não ter definido o perfil desses profissionais. O país, definitivamente, está se abrindo e se rendendo ao mundo.
A segunda maior economia do planeta tem problemas gigantescos a resolver. Mas sua espetacular riqueza tem sido distribuída a parte significativa da população nos últimos 30 anos reduzindo a pobreza, e isso é um importante marco no desenvolvimento de sua própria economia e da economia mundial. A China continua a ser um ponto de interrogação diante de nosso indagador olhar ocidental. É uma realidade diferente da nossa, muito mais complexa, de muitas facetas, sobre a qual ainda temos muito a aprender.
TEXTO REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL – DIREITOS AUTORAIS – Reprodução permitida, desde que, com todos os créditos da autora e de seu trabalho.

Martha Follain: Formação em Direito, Neurolinguística, Hipnose e Regressão. Terapia Floral de Bach, Aromaterapia, Terapia Floral de Minas, Fitoterapia Brasileira, Cromoterapia, Cristaloterapia, Terapia Ortomolecular, Bioeletrografia, Terapia de Integração Craniossacral - para animais humanos e animais não humanos. Consultora da “Phytoterápica”.
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