São Paulo, 18/12/2017        
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MAÇONARIA E A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

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A Segunda Grande Guerra foi um conflito militar mundial, de 1939 a 1945, envolvendo vários países, divididos em duas forças opostas: Aliados – Estados Unidos, União Soviética, França e Inglaterra; e Eixo – Alemanha, Japão e Itália. Mobilizou mais de 100 milhões de militares e contabilizou em torno de 70 milhões de mortes: Aliados: soldados – mais de 16 milhões; civis – mais de 45 milhões. Eixo: soldados – mais de 8 milhões; civis – mais de 4 milhões.
Foi a única vez em que armas nucleares foram utilizadas contra populações civis. Em 6 de agosto de 1945, a cidade japonesa de Hiroshima foi destruída pela primeira bomba atômica detonada como arma de guerra, a “Little Boy”. Foi lançada de um avião americano modelo B-29, batizado de “Enola Gay”. Três dias depois, a segunda bomba, “Fat Man”, destruiria Nagasaki. Estima-se que cerca de 140 mil pessoas morreram em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki, além das mortes ocorridas posteriormente, em decorrência da radioatividade remanescente. A maioria dos mortos era composta por mulheres, idosos e crianças.
Foi uma guerra violenta pelos ataques lançados aos civis, realizados de ambos os lados.

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Alguns eventos pré guerra: invasão italiana da Etiópia (1935); guerra civil espanhola (1936-1939); – ditador fascista general Francisco Franco (*); invasão japonesa da China (1937); invasão japonesa da União Soviética e Mongólia (1938); ocupações e acordos na Europa.
Pesquisadores apontam como deflagradores da guerra, a imposição do Tratado de Versalhes (1919), principalmente sobre a Alemanha e a crise econômica de 1929 iniciada nos Estados Unidos (outros países duramente atingidos pela “Grande Depressão”: Alemanha, Holanda, Austrália, França, Itália, Inglaterra, Canadá). Houve o surgimento de governos totalitários com objetivos expansionistas. Assim, Alemanha, Itália e Japão juntaram-se e formaram o Eixo. Alemanha e Itália passavam por uma grave crise econômica e a solução foi a industrialização, principalmente de armamentos e equipamentos bélicos (aviões, navios, tanques, etc.).
O Japão também desejava aumentar seus domínios territoriais e queria apropriar-se do petróleo do sudeste asiático mas, sabia que essas ações iniciariam uma guerra com os Estados Unidos. Assim, resolveu destruir a frota americana no Pacífico, atacando de surpresa a base naval de “Pearl Harbor”, no Havaí, em 07 de dezembro de 1941. Em 08 de dezembro os Estados Unidos entraram em guerra com o Japão e três dias depois a Alemanha e Itália declararam guerra aos Estados Unidos.
Formalmente, o estopim do conflito foi a invasão da Polônia pela Alemanha Nazista, em 01 de setembro de 1939 – França e Inglaterra, dois dias depois, declararam guerra à Alemanha.
A guerra terminou com a vitória dos Aliados em 1945. O lançamento das bombas atômicas forçaram a rendição do Japão em 15 de agosto de 1945. Em 2 de setembro do mesmo ano foi assinado o armistício oficial e o fim da Segunda Guerra Mundial. Como consequências imediatas houve a dissolução do Terceiro Reich na Alemanha, do Império do Japão e do Império Italiano; criação da Organização das Nações Unidas (ONU); estabelecimento dos Estados Unidos e da União Soviética como superpotências; início da Guerra Fria entre esses dois países.
No Japão, durante a guerra, o chefe de estado era o imperador Hirohito (1901-1989) sob a limitação da Constituição do Império do Japão. Na Itália, o líder era Benito Mussolini (1883-1945), primeiro ministro, um dos criadores do partido nacional fascista e na Alemanha, o chanceler era Adolf Hitler (1889-1945), que criou o partido nazista, abolindo a democracia e implantando um programa de rearmamento.
O Brasil, no início do confronto, manteve uma posição de neutralidade, apesar de estar sendo governado por um ditador com tendências fascistas, Getúlio Vargas (1882-1954). Mas acabou participando da guerra em 1942 junto aos Países Aliados, por força da “Carta do Atlântico” (foi um embrião da formação da ONU): assinada em 1941 pelos Estados Unidos e Inglaterra e que estabelecia o alinhamento com qualquer país do continente americano que fosse atacado por outra nação. Em 1942 submarinos alemães torpedearam navios mercantes brasileiros no oceano Atlântico, em represália à adesão do Brasil aos compromissos da “Carta do Atlântico”. O Brasil declarou guerra à Alemanha e à Itália em agosto de 1942 e, em julho de 1944, enviou para a Itália (na época ocupada pelas forças nazistas, pois tinha assinado o “Armistício de Cassabile”, em setembro de 1943 com os Aliados) 25 mil militares da Força Expedicionária Brasileira (“FEB”), 42 pilotos e 400 homens de apoio da Força Aérea Brasileira (“FAB”). Os brasileiro tomaram Monte Castelo, Turim, Montese e outras cidades e mais de 14 mil alemães se renderam ao Brasil.


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A partir do século XVII, o Iluminismo, movimento filosófico e cientificista, colaborou para a evolução organizacional e funcional da Maçonaria. Antes do Iluminismo, a sociedade era concebida teologicamente, centrando-se na autoridade eclesiástica. O Iluminismo substituiu os antigos valores corrompidos pelos princípios da universalidade, da igualdade e da democracia - que os maçons já conheciam e praticavam. Durante o Iluminismo, a Maçonaria surgiu como Instituição que preconizava os valores da idade moderna, aceitando plenamente a nova percepção de mundo, desenvolvida pela ciência e pela filosofia. Tem início a “Maçonaria Especulativa” ou “Franco Maçonaria”, porque seus adeptos são homens de pensamento voltado para o conhecimento filosófico e, que perdura até hoje.
Em 1717, quatro Lojas reuniram-se para fundar e oficializar a criação da Grande Loja de Londres, dando início oficialmente à Maçonaria Especulativa. No ano seguinte foi eleito Grão Mestre George Payne (1685-1757), o qual reuniu toda documentação existente sobre a Maçonaria, formando o primeiro regulamento impresso, em 1721. A partir desse regulamento é que surge, em 1723, a Constituição de Anderson (James Anderson: 1679-1739).
A Maçonaria sempre foi perseguida por governos totalitários por causa de seus ideais, objetivos e propósitos. É uma Instituição iniciática, filosófica, educativa, cultural, filantrópica e fraternal. Tem por objetivo o aperfeiçoamento de seus membros conduzindo ao desenvolvimento pessoal, através da evolução moral e intelectual. A Maçonaria somente considera possível o progresso com base no respeito à personalidade, à justiça e à solidariedade entre os homens. Seus iniciados devem trabalhar para a paz da humanidade e comprometem-se a vencer ambições, vaidades, mágoas, ódios e desejos de vingança. A Ordem tem como lemas Liberdade, Igualdade e Fraternidade, em seus sentidos mais amplos. A Maçonaria almeja para o mundo justiça, conhecimento e verdade, propondo a libertação de qualquer tipo de tirania, sob a invocação do Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U., força superior planejadora de tudo o que existe). A Maçonaria sempre foi uma Instituição de defesa da democracia, e portanto, contra o nazismo. Também é contra as perseguições políticas e religiosas. Claro está que, qualquer déspota, há de considerar a Maçonaria contrária a seus propósitos.

http://bibliot3ca.wordpress.com/o-conceito-maconico-de-liberdade-maconaria-e-o-iluminismo/
O ódio de Hitler pela Maçonaria foi divulgado num documento em 1931. Foi distribuído às autoridades do partido nazista um “Guia e Carta de Instrução”, que declarava: “a hostilidade natural dos camponeses contra os judeus, e sua hostilidade contra o maçom como um servo do judeu, devem ser trabalhados até um frenesi”.
Em 07 de abril de 1933, Hermann Goering (1893-1946), que quase chegou a se tornar maçom, avisou o Grão Mestre von Heeringen da Grande Loja da Alemanha, que não havia lugar para maçons na Alemanha nazista.
O “Manual Oficial de Ensino da Juventude Hitlerista”, atacava maçons, marxistas, e as igrejas cristãs pelo seu “ensino equivocado da igualdade de todos os homens.”
Após a morte do presidente do Reich Paul von Hindenburg (1847-1934), no início de agosto de 1934, Hitler apoderou-se do seu lugar abolindo esse cargo, fundindo as funções de presidente e de chanceler, passando a se auto intitular “Führer” (“Líder”) e exigindo um juramento de lealdade de cada membro das Forças Armadas. Hitler consolidava e unificava assim, todo o poder na Alemanha: chefia do Estado, comando supremo das Forças Armadas, chefia do governo e do partido único, o partido nacional socialista dos trabalhadores alemães (partido nazista). Além disso, soube conquistar o apoio da população com seu poder político e controle dos meios de comunicação.
Quando Hitler subiu ao poder, logo se posicionou contra a Maçonaria alemã, deixando claro que queria seu desaparecimento. As dez Grandes Lojas da Alemanha foram dissolvidas e muitos dignitários e importantes membros das Grandes Lojas foram enviados para campos de concentração (**). No início da década de 30, a Alemanha tinha 75 mil maçons e havia cerca de 200 mil livros maçônicos e a Gestapo (polícia secreta do Estado), utilizando as listas de membros das Grandes Lojas, saqueou suas bibliotecas e coleções de objetos maçônicos. Conforme um país era invadido pela Alemanha, os bens dos maçons eram confiscados e os nazistas saqueavam as Lojas maçônicas: a Grande Loja da Holanda, a Grande Loja da Noruega. Ocorreu o mesmo na Bélgica e na França, etc.. Grande parte do saque de objetos maçônicos foi exposta em uma “Exposição Anti Maçônica”, inaugurada em 1937 por Joseph Goebbels (1897-1945) em Munique (os nazistas chegaram a remontar, inteiramente, um Templo maçônico). A grande maioria destas coleções de livros e obras de arte está perdida para sempre (muitas delas jogadas pelos nazistas em lagos profundos dos Alpes, ao fim da guerra). Coleções de músicas maçônicas foram também perdidas.
Em 13 de agosto de 1940 foi assinada por Hitler a lei que proibia as Sociedades Secretas de funcionarem, porém, sabia-se que o alvo maior era a Maçonaria, pois os nazistas entendiam a Ordem como um braço da cultura judaica, pelo fato de possuírem muitos símbolos em comum. Em 19 de agosto, um decreto constatava a “nulidade” do Grande Oriente da França e da Grande Loja da França.
Muitos dos princípios éticos maçônicos foram inspirados pelo Antigo Testamento. São exemplos Rituais e símbolos da Maçonaria: o Templo de Salomão, a Estrela de David, a Escada de Jacó, o Selo de Salomão, os nomes de muitos Graus. E os judeus eram vistos pelos nazistas como uma “ameaça” por seu suposto poderio econômico. A Maçonaria, assustava os tiranos, com seu ideário liberal, fraterno e democrático. Os arquivos preservados do “Reichssicherheitshauptamt” (“Escritório Central de Segurança do Reich”, órgão do partido nazista que controlava as polícias, segurança alemãs e administração das mesmas) revelam a perseguição aos maçons, e estima-se que entre 80 mil e 200 mil maçons foram exterminados, vitimas apenas de suas convicções.
Nessa época a perseguição contra os maçons aumentou, muitos foram assassinados e suas mulheres estupradas. Outros tantos foram enviados para os campos de concentração. Outras instituições também foram perseguidas, como a Rosacruz e a Sociedade Antroposófica fundada por Rudolf Steiner (1861-1925). Ciganos, homossexuais, intelectuais, poetas e escritores contrários ao regime, testemunhas de Jeová, inúmeros padres, além dos judeus, foram enviados aos campos da morte.
Os campos de concentração nazistas, possuíam um sistema de figuras geométricas em forma de triângulos, para auxiliar na identificação do tipo de pessoa que a portava, o que incluía os maçons:
▼ Triângulo amarelo: judeus: dois triângulos sobrepostos, para formar a Estrela de Davi, com a palavra “Jude” (judeu) inscrita ; “mischlings” isto é, aqueles que eram considerados apenas parcialmente judeus, muitas vezes usavam apenas um triângulo amarelo;
▼ Triângulo vermelho: dissidentes políticos: incluindo comunistas, sociais democratas, liberais, anarquistas e maçons;
▼ Triângulo verde: criminosos comuns: criminosos de ascendência ariana recebiam frequentemente privilégios especiais nos campos e poder sobre outros prisioneiros;
▼ Triângulo púrpura (roxo): basicamente aplicava-se a todos os objetores por motivos religiosos, por exemplo, as Testemunhas de Jeová, que negavam-se a participar dos empenhos militares da Alemanha nazista e a renegar sua fé assinando um termo declarando que serviriam a Adolf Hitler;
▼ Triângulo azul: imigrantes: foram usados, por exemplo, pelos prisioneiros espanhóis que se exilaram na França a seguir à derrota na revolução espanhola, e que mais tarde foram deportados para a Alemanha nazista considerados como apátridas;
▼ Triângulo castanho: ciganos;
▼ Triângulo negro: lésbicas e mulheres “anti sociais” (alcoólatras, grevistas, feministas, deficientes e mesmo anarquistas). Os arianos casados com judeus recebiam um triângulo negro sobre um amarelo;
▼ Triângulo rosa: homens homossexuais.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tri%C3%A2ngulos_do_Holocausto

Cartaz de 1936 indicando os significados das cores dos triângulos – wikipédia
Em agosto de 1941, foi promulgada uma lei ordenando a publicação no Diário Oficial dos nomes dos antigos dignitários da Maçonaria. Neste mesmo texto, aplicava-se a eles a interdição “de exercer funções públicas e mandatos enumerados no artigo 2 da lei de 2 de junho de 1941, passando a ter o status de judeus”.


http://www.slideshare.net/marcelolct/a-maonaria-em-campo-de-concentrao
Algumas Lojas Maçônicas foram criadas dentro dos campos de concentração. A Loja “Liberté Chère” (“Cara Liberdade”) foi uma delas, fundada em 15 de novembro de 1943. Segundo Roberto Aguilar M. S. Silva (autor maçom), esta Loja era composta por sete belgas membros da Resistência e funcionava dentro do campo de concentração nazista “6 Hut Emslandlager VII”, localizado na cidade de Esterwegen, Alemanha. Membros: Paul Hanson, Luc Somerhausen, Jean De Schrijver, Jean Sugg, Henri Story, Amédée Miclotte, Franz Rochat, Guy Hannecart, Fernand Erauw.
“No Barraco 6 os fiéis eram muito mais numerosos e domingo de manhã se reuniam na parte inferior do dormitório para a missa. Os maçons também se beneficiavam do encontro e enquanto as pessoas estavam na missa, uma das mesas era esvaziada de seus ocupantes com armários que separava-os dos demais. Então relativamente isolados os maçons podiam fazer suas sessões ainda como um Circulo Fraternal. Porém em breve com a chegada de novos Irmãos o Circulo Fraternal se transformaria na Loja Maçônica “Liberté Chère” no Barraco 6.






“Apenas Somerhausen e Erauw sobreviveram. A Loja encerrou seus trabalhos no início de 1944. O Memorial, um monumento criado pelo arquiteto Jean de Salle, foi levantado pelos belgas e alemães maçons no sábado, dia 13 de novembro de 2004. Ele agora faz parte do Cemitério de Esterwegen, Alemanha”.
http://www.slideshare.net/marcelolct/a-maonaria-em-campo-de-concentrao

http://www.obreirosdeiraja.com.br/hitler-e-a-maconaria/
Logo após a ascensão de Hitler ao poder, em 1934, a florzinha “Myosotis alpistris”, conhecida como “não me esqueças” ou “forget me not”, “no me olvides”, “vergissmeinnicht” em alemão, ou “ne m’oubliez pás”, em francês, “non ti scordar di me” em italiano, ou “orelha de rato” do grego, passou a ser usada como emblema secreto maçônico, em vez do “Esquadro e Compasso” para reconhecimento entre maçons. Muitos maçons adormeceram ou partiram para a clandestinidade, e era muito perigoso (risco de morte) continuar a usar insígnias que identificassem obviamente a Ordem. Esse símbolo foi adotado, inicialmente, pela Grande Loja do Sol, de Bayreuth, uma das Grandes Potências maçônicas alemãs. Esta flor na lapela dos paletós não atrairia a atenção dos nazistas. E o significado maçônico do miosótis passou totalmente despercebido durante todo o período negro da opressão. Essa florzinha identificava os maçons, até os dos campos de concentração, que continuaram ativos.
Depois da Segunda Guerra Mundial, o miosótis foi usado como um emblema maçônico na primeira Convenção Anual em 1948 das Grandes Lojas Maçônicas Antigas e Aceitas da Alemanha. Esse emblema é atualmente usado na lapela do paletó pelos maçons (um “pin”) no mundo todo, para lembrar os que sofreram e padeceram durante o nazismo e também todos aqueles que tenham sofrido em nome da Maçonaria. O “pin” com o miosótis é dado aos novos Mestres maçons alemães, e lhes é explicado seu significado, para que a história de coragem, honra e fraternidade dos maçons que viveram o nazismo seja sempre lembrada.
O miosótis é uma planta rasteira, originária da Rússia, com cerca de 25 a 30 cm de altura, que aprecia baixas temperaturas e grandes altitudes, espalhando-se por todos os continentes inclusive Africa e América, existindo nos Andes e no Brasil, na região sul. Há miosótis também nas cores branca e rosada e florescem na primavera. Significa verdadeiro amor, caridade, fraternidade e fidelidade.

http://www.significados.com.br/flor-miosotis/
Há várias lendas que, possivelmente, possam explicar o nome dessa flor,”não me esqueças”, segundo Bruno Ribeiro (escritor maçom):
“- Deus e o nome da florzinha:
Diz a lenda que Deus assim chamou a florzinha porque ela não conseguia recorda-se do próprio nome;

- Adão e a flor miosótis:
Conta-se que o nome teria sido atribuído por Adão, ainda no Éden, que ao dar nomes às plantas do Jardim do Éden, não viu a pequena flor azul. Mais tarde, percorrendo o jardim para saber se os nomes tinham sido aceitos, chamou-as pelos nomes. Elas curvaram-se cortesmente e sussurravam sua aprovação. Mas uma voz delicada a seus pés perguntou: “- E eu, Adão, qual o meu nome?” Impressionado com a beleza singela da flor e para compensar seu esquecimento, Adão falou: “ – Como eu me esqueci de você antes, digo que vou chamá-la de modo a nunca mais esquecê-la. Seu nome será “não te esqueças de mim”;

- A última frase do cavaleiro:
Conta uma antiga lenda alemã, que o nome está relacionado com a última frase de um cavaleiro que, tentando alcançar uma flor azul para oferecer à sua companheira, por conta do peso da armadura, caiu num rio e afogou-se;

- Lágrimas da Virgem Maria:
Uma lenda cristã e popular conta que as flores dessa planta teriam ficado da cor azul quando a Virgem Maria lhes derramou lágrimas por cima;

- O caminho para os tesouros invisíveis do mundo:
O folclore europeu atribui poderes mágicos ao miosótis, como o de abrir as portas invisíveis dos tesouros do mundo. O tamanho reduzido das flores parece sugerir que a humildade e a união estão acima dos interesses materiais, porque é notada principalmente quando, em conjunto, forma buquês no jardim”; http://maniadesentir.blogspot.com.br/2012/01/as-varias-lendas-da-flor-miosotis.html
- Lenda persa:
Havia um sábio persa muito querido por Deus, pela sua bondade e sabedoria. Compreensivo com todos, ensinava ao seu povo o valor do perdão e o entendimento das falhas humanas. Deus, acompanhava seus passos e tinha por ele tal admiração que, chamando o seu anjo favorito, lhe enviou uma mensagem de amor e paz. Prontamente o anjo cruzou os ares, célere, contente por ter sido escolhido para entregar a missiva. Enquanto cruzava o espaço o anjo avistou uma belíssima moça persa, que, sentada à beira de um rio, enfeitava os cabelos com umas flores delicadas. Encantado , ao ver tanta beleza, o anjo desceu e a raptou. Passaram-se muitos dias de um amor infinito e o anjo lembrou-se de que a mensagem não fora entregue. Arrependido, temeroso, voltou ao céu , pensando em obter o perdão para sua falta. Mas, encontrou fechadas as portas do paraíso. Triste e choroso, o anjo ficou por ali lamentando a sua sorte e as loucuras que fizera por amor; mostrava-se sinceramente arrependido e Deus, comovido, enviou o Arcanjo Gabriel com um recado. - Deus ordena que antes de trazeres para o céu uma filha da terra, povoes o solo de filhos do céu. Confuso, o anjo voltou para a terra e contou à esposa o recado de Deus. Será que a moça teria uma explicação? - É claro, ela lhe disse, sorridente. Essas flores que trago nos cabelos chamam-se “filhas do céu”; mas, podem também ser chamadas de “não me deixes”. Felizes eles saíram pelo mundo, plantando, por toda parte, os miosótis ou não me deixes e terminada a tarefa o anjo envolveu a esposa nos seus braços vigorosos e voou para o céu.http://www.brasilmacom.com.br/conteudo.aspx?id=324&feed=true

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Segundo José Castellani (autor maçom), em 1934, o Grande Oriente do Brasil, comunicava a “todas as suas Lojas que o integralismo e a Maçonaria são instituições que se repelem; não deve a Maçonaria admitir integralistas em seu seio”.
No Brasil, “Estado Novo” é o nome do regime político brasileiro criado por Getúlio Vargas em 1937, caracterizado pela centralização do poder, nacionalismo, anticomunismo e por seu autoritarismo. Com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, a Maçonaria brasileira passou a ser perseguida. O integralismo, em seus desvarios, acreditava que a Ordem unira-se aos judeus para controlar o mundo. Nos anos 30, durante o Estado Novo, Getúlio Vargas prendeu maçons e fechou Lojas. Esse regime político perdurou até 29 de outubro de 1945, quando Getúlio foi deposto pelas Forças Armadas.
Atualmente, sob um regime democrático, a Maçonaria sobrevive abertamente.

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Cada vez mais são criados e articulados grupos, movimentos, redes, privilegiando objetivos coletivos. Esses indivíduos cooperativos, ajudam a criar coerência no caminho de uma transformação mais ampla – há grupos voltados à ecologia, à defesa dos direitos dos animais, a favor da paz e dos direitos humanos, etc..
As sociedades iniciáticas fazem parte desse movimento, pois são organizações com a finalidade de auxiliar e impulsionar o homem em sua evolução. Agem no terreno social e político, sendo responsáveis por grandes transformações. E, entre as sociedades iniciáticas, a Maçonaria conquistou uma posição de destaque.
A Ordem, com seus conceitos de aperfeiçoamento individual, visão libertária, desenvolvimento e progresso da humanidade, impulsiona o maçom a uma multiplicidade de papéis. Os ideais da Maçonaria nunca foram tão modernos e necessários – Liberdade, Igualdade e Fraternidade:
-Liberdade envolvendo conceitos não só políticos ou ideológicos, mas ecológicos, sociais, culturais, intelectuais, espirituais. As liberdades externa e interna devem ser buscadas constantemente, para que haja o desenvolvimento e aperfeiçoamento espirituais, e dessa forma um crescimento da vida interior e externa do homem;
-Igualdade conduzindo à consciência universal, através da consciência individual – e essa consciência universal é inimiga de qualquer tipo de violência e/ou constrangimento;
-Fraternidade maçônica sendo expandida para um núcleo de fraternidade universal, independente de credo, raça, classe social ou ideologia. O mesmo princípio que define a fraternidade maçônica definirá a fraternidade universal: servir a outros indivíduos de um modo livre, criativo e independente, pelo prazer do trabalho, pelo prazer de ver os resultados positivos deste trabalho para a comunidade.
Depois de 1945, a Alemanha enfrentou treze anos para alcançar sua coesão maçônica. Esse processo foi concluído em 1958 com a fundação das Grandes Lojas Unidas da Alemanha (“Vereinigte Grosslogen von Deutschland”).

Hoje, no mundo todo, são cerca de 6 milhões de maçons, em mais de 164 países, sendo 150 mil no Brasil, vigilantes da paz, da democracia e dos direitos individuais.

TEXTO REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL – DIREITOS AUTORAIS
Reprodução permitida, desde que com todos os créditos da autora e de seu trabalho.
Notas:
(*) - ditador fascista general Francisco Franco - “Franco contra os maçons - Na década de 1940, o caudilho espanhol teria infiltrado uma espiã para vigiar os passos do grupo. Francisco Franco (1892-1975) nutria um grande ódio pelos membros da maçonaria, acusados de representar uma ameaça a seu poder após a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Para tentar neutralizar quaisquer tentativas de complô dos maçons contra seu regime na década de 1940, o general incumbiu uma mulher, conhecida apenas como “Anita de S”, de assumir o papel de Mata Hari, a famosa espiã que trabalhou para os alemães na Primeira Guerra Mundial, revela o livro Franco Contra Los Masones, de Xavi Casinos e Josep Brunet”. http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/franco-macons-435464.shtml
(**) – campos de concentração nazistas - http://www.infoescola.com/historia/campos-de-concentracao-nazistas/
- O genial Charles Chaplin (maçom) foi um dos primeiros a explorar a qualidade truanesca da pessoa do führer, ao retratá-lo na melhor sátira política da história do cinema, “O Grande Ditador”, de 1940.

http://pauloschmidt.blogspot.com.br/2012/03/caricatura-tracada-com-sangue.html
- Christopher Plummer, 82 anos, (provável maçom) ao receber o oscar de Melhor Ator Coadjuvante, usa o “pin” “Forget me not” na Festa do Oscar. Pelo filme “Toda Forma de Amor” – 2012.
http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI296433-9531,00-OSCAR+CHRISTOPHER+PLUMMER+E+MELHOR+ATOR+COADJUVANTE+POR+TODA+FORMA+DE+AMOR.html
Bibliografia:
- Blainey, Geoffrey - “Uma Breve História do Mundo” - São Paulo, Editora Fundamento Educacional, 2008;
- Blanc, Cláudio - “Maçonaria Sem Mistério” - São Paulo, Editora Nova Leitura, 2006;
- Beck, Ralph T. - “A Maçonaria” – São Paulo, Editora Planeta do Brasil, 2005;
- Bontempo, Márcio - “A Sociedade Planetária” - São Paulo, Editora Best Seller, 2000;
- Browne, Sylvia - “Sociedades Secretas” - São Paulo, Editora Prumo, 2008;
- Camino, Rizzardo da - “A Maçonaria e o Terceiro Milênio” - São Paulo, Editora Madras, 2005;
- Cocuzza, Felippe - “A Maçonaria na Evolução da Humanidade” - São Paulo, Editora Ícone, 1994;
- Couto, Sérgio Pereira - “Maçonaria” - São Paulo, Editora Universo dos Livros, 2005;
- Follain, Martha – “Maçonaria e Programação Neurolinguística” – São Paulo, 2008;
- Mansur Neto, Elias - “O Que Você Precisa Saber Sobre a Maçonaria” - São Paulo, Editora Universo dos Livros, 2005;
- Revista Superinteressante - Editora Abril - Agosto/2006;
- Revista Superinteressante - Editora Abril - Setembro/2005;
- Internet.

TEXTO REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL – DIREITOS AUTORAIS – Reprodução permitida, desde que, com todos os créditos da autora e de seu trabalho.

Martha Follain: Formação em Direito, Neurolinguística, Hipnose e Regressão. Terapia Floral de Bach, Aromaterapia, Terapia Floral de Minas, Fitoterapia Brasileira, Cromoterapia, Cristaloterapia, Terapia Ortomolecular, Bioeletrografia, Terapia de Integração Craniossacral - para animais humanos e animais não humanos. Consultora da “Phytoterápica”.
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