São Paulo, 22/08/2017        
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PAVIMENTO MOSAICO
“Todos os opostos - bem e mal, ter ou não ter, ganhar e perder, eu e os outros - dividem a mente. Ao aceitá-los nos afastamos de nossa mente original e sucumbimos a esse dualismo”. Tsai Chih Chung (1948- : cartunista, zen budista e pensador)


- Maçonaria:
A Maçonaria é uma associação de homens livres e de bons costumes, que cultivam os lemas da Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A Ordem é uma entidade iniciática, filosófica, educativa e filantrópica. A Maçonaria, através do ideal de aperfeiçoamento, conduz o indivíduo ao equilíbrio e desenvolvimento pessoal, ao exame da moral e à prática das virtudes. Virtude é a força que impele o ser humano a fazer o bem em sua mais profunda compreensão; é a força que leva ao cumprimento de deveres para com a sociedade e para com a família, sem interesses egoístas. A Ordem, tendo por objetivo o aperfeiçoamento, conduz à instrução e à evolução moral e intelectual do indivíduo. É uma Instituição que promove um renascimento espiritual do homem, através de um realinhamento do sistema de sua conduta moral e ética. O iniciado compromete-se a vencer paixões, vícios, ambições e ódios. Os maçons unem-se com o propósito comum de se auto aperfeiçoarem.

A Maçonaria não é uma religião, no sentido de seita, tendo apenas dois princípios: a existência de Deus (G.A.D.U.) e a imortalidade da Alma, aceitando em seu seio indivíduos de quaisquer religiões. Um maçom pode ser judeu, católico, muçulmano, etc., ou não professar nenhuma religião. Só não deve ser ateu.
A Instituição não é uma sociedade secreta, porque sua existência é conhecida (mas é uma Instituição Iniciática: o candidato ingressa por meio de Rituais, iniciado por um Mestre Maçom). As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Os únicos segredos que existem, e só se conhece por meio do ingresso na Ordem, são os meios usados pelos maçons para reconhecerem-se entre si em qualquer parte do mundo e os Rituais internos das Lojas.
A Maçonaria também é ciência (investigação racional ou estudo da Natureza direcionado à descoberta da Verdade), no seu aspecto mais abrangente, partindo da premissa que homem e Natureza são componentes de um único sistema. É ciência aplicada na prática, eticamente, para a evolução geral da humanidade, entendendo que a ação é decorrência do pensamento, adotando o desenvolvimento do intelecto, como via para o desenvolvimento da capacidade maior da Instituição, da sociedade, do Planeta e do Universo. Proclama a prevalência do espírito sobre a matéria. A Maçonaria combate: a ignorância, a superstição, o fanatismo, o orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios.
Como Instituição Iniciática, a Maçonaria adota para o ensino e estudo de sua filosofia, a apresentação de símbolos e Rituais. Este método consiste na interpretação intuitiva dos símbolos, e é eminentemente auto didático.
- Símbolos:
Simbologia é a disciplina que se ocupa do estudo dos símbolos. O significado de símbolo segundo o “Dicionário inFormal online de Português” é: “O termo “símbolo”, com origem no grego (“sýmbolon”), designa um elemento representativo que está (realidade visível) em lugar de algo (realidade invisível) que tanto pode ser um objeto como um conceito ou ideia, determinada quantidade ou qualidade. O “símbolo” é um elemento essencial no processo de comunicação, encontrando-se difundido pelo cotidiano e pelas mais variadas vertentes do saber humano. Embora existam símbolos que são reconhecidos internacionalmente, outros só são compreendidos dentro de um determinado grupo ou contexto (religioso, cultural, etc.). Eles intensificam a relação com o transcendente”. Todas as sociedades humanas (antigas ou modernas) possuem símbolos que expressam mitos, crenças, ideias, sendo umas das formas de representação da realidade. Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.: filósofo grego, aluno de Platão) afirmou que não se pensa sem imagens. Um símbolo é uma representação por meio de um sinal.
Os símbolos utilizados pela Maçonaria têm várias origens, podendo ser oriundos de diversas crenças, filosofias, antigos mistérios, (mas isso não implica que os maçons partilhem dessas crenças) e têm como finalidade agregar as forças arquetípicas para o iniciado. Na Maçonaria há vários símbolos: Acácia, Estrela de Cinco Pontas, Avental, Esquadro e Compasso, Malhete, Três Pontos, etc.. E, o Pavimento Mosaico é um deles: é o chão em xadrez de quadrados pretos e brancos dos Templos maçônicos.

Templo Maçônico

- Templo:
Templo, do latim “templum”, local sagrado, é uma estrutura arquitetônica dedicada ao serviço religioso. O termo também pode ser usado em sentido figurado, como um lugar respeitável. É um local sagrado onde são celebradas instruções e cerimônias.
Os primeiros Templos surgiram na Mesopotâmia, por volta do século IV a.C. Os mais importantes foram os da Babilônia, em forma de zigurate (“Torre de Babel”). Os Templos egípcios e babilônicos influenciaram os Templos hebraicos, inclusive o Grande Templo de Jerusalém, o “Templo de Salomão”.
O Templo é parte de um prédio maçônico. Um prédio maçônico é composto por três partes essenciais, além da “Câmara de Reflexões”: a Iniciação de um candidato é feita nesse local, geralmente um quarto ou porão, que não tem comunicação com o Templo.
- “Sala dos Passos Perdidos” – local onde os maçons podem conversar livremente e realizar atividades recreativas;
- “Átrio ou Vestíbulo” – local que precede o Templo. Lugar onde os maçons se preparam para entrar no Templo (colocam seus aventais, etc.);
- “Templo” – local com decoração apropriada à sua finalidade. O Templo é o lugar das reuniões dos maçons. O Templo não tem janelas e a entrada é voltada para o Ocidente, onde a pintura é mais escura. No outro extremo, o Oriente é mais claro – para a Ordem é do Oriente que vem o conhecimento. É nessa área que também fica o Altar, de onde o Venerável Mestre conduz a sessão. Nas paredes há vários símbolos e o piso do Templo é pavimentado por um mosaico preto e branco.
O Templo Maçônico reúne em si, o espaço e o tempo sagrados. O Templo é um modelo do Universo (macrocosmo): o teto (Abóbada) simboliza o céu e o chão, o Pavimento Mosaico, a terra. O Templo é um local esotérico, formado pela união de maçons, sendo cada indivíduo considerado, metaforicamente, uma peça importante da construção. Também representa o homem (microcosmo).
O Templo faz parte de uma “Loja”. Denomina-se “Loja” a sociedade de maçons. Pode ser um local ou não. A Loja simboliza o mundo, e deve satisfazer determinadas características “arquitetônicas”: a Loja tem por comprimento a distância do Oriente ao Ocidente; a largura do Norte ao Sul; a altura do Nadir (ponto imaginário, que se supõe situado diretamente sob nossos pés; oposto ao Zênite) ao Zênite (ponto imaginário da esfera celeste que, supõe-se situado diretamente sobre nossas cabeças; oposto a Nadir). A Loja, simbolicamente, representa um ponto de ligação entre o Céu e Terra e é um local de harmonia.

- Pavimento Mosaico:
O Pavimento Mosaico reveste o chão do Templo, e como todo símbolo, pode ter várias interpretações. Etimologicamente a palavra “mosaico” vem do grego “mouseîn”, mesma palavra que deu origem a “música”, que significa próprio das musas, ou paciência das musas. Mosaico é o trabalho, obra ou artefato, composto de partes visivelmente distintas, ou união de diferentes pedras. Essa arte teve origem na Mesopotâmia, com os sumérios, no século VI a.C..
É um dos Ornamentos da Loja (*), formado por ladrilhos alternados brancos e pretos, situado no centro do Templo, e é o local onde se encontra o Altar, que é encimado pelo Livro da Lei, o Esquadro e o Compasso, sendo circundado pela Orla Dentada. É um símbolo reconhecido da Maçonaria e é o Piso de todos os Rituais de Lojas Maçônicas. É a área onde ocorrem as Iniciações.
Simbolicamente conduz à diversidade e às diferenças entre os indivíduos. A alternância do branco e do preto (na Cromoterapia, a cor branca resulta da sobreposição de todas as cores primárias, amarelo, azul e vermelho, enquanto o preto é a ausência de cor) sugere positivo e negativo, luz e trevas, dia e noite, na simbologia oriental o Yin e Yang, etc.. Expressa entretanto, a inter relação e a complementaridade.
Pode-se interpretar o Pavimento Mosaico com o auxílio do “Princípio da Polaridade”, do Hermetismo (**): “Tudo é duplo; tudo tem dois pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em graus; os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados.”
Incrivelmente a ciência moderna é embasada por este antigo princípio. Niels Böhr (1885-1962: físico quântico dinamarquês, prêmio Nobel de Física em 1922) enunciou a teoria da “Complementaridade dos Opostos” em 1928, que estabelece que a energia é descrita como partículas e ondas e que ambas são necessárias e complementares para uma imagem de realidade integrada. É a “Complementaridade Quântica”, que reúne naturezas aparentemente opostas e antagônicas - se um objeto qualquer for “quebrado” na menor porção de matéria física, obtém-se o átomo. Se for “quebrado” em partes menores, obtém-se o próton, se o próton for “quebrado”, consegue-se o méson, béson e píon; “quebra-se” o píon e obtém-se os seis quarks; quebra-se o menor deles e, haverá uma chance de 50% de obter-se matéria, partícula ou 50% de onda, energia.
Todas as coisas manifestadas têm dois lados, dois polos opostos, dois aspectos com muitos graus de diferença entre os extremos e que se complementam. Os pares de opostos são uma mesma coisa diferindo apenas no seu grau: calor e frio são idênticos em natureza, mas diferentes em grau, assim como amor e ódio, a luz e a escuridão, razão e emoção, ordem e desordem, o bem e o mal, etc.. Espírito e matéria são dois polos idênticos em natureza. Oriente e Ocidente – viajando-se ao redor do mundo na direção do Oriente, chega-se a um ponto do Ocidente, ao ponto de partida. O grande contém o pequeno e vice versa.
O Piso Mosaico denota a dualidade do que se relaciona com a vida material, a terra. Não há uma verdade absoluta, mas sim várias verdades: o que é um bem para alguém, pode ser um mal para outrem, o que é certo para um pode ser errado para outra pessoa. O dualismo e complementaridade dos opostos governam a vida e uma parte depende da outra para existir. O cérebro é analógico (funciona por semelhança, conformidade), só detectando e entendendo algo através da Polaridade. Tudo que é passível de entendimento tem que estar polarizado, tem que ter o seu oposto que o complementa. O maçom pode aprender que os opostos, na realidade, formam uma unidade. O iniciado pode modificar a sua própria Polaridade, assim como a de outras pessoas, transformando raiva em perdão, tristeza em alegria, ódio em amor, e até o mal em bem, transmutando esses estados.
Pode-se também relacionar o Pavimento Mosaico ao “Princípio do Gênero”, da mesma Ciência Hermética (**). A cor branca simboliza as energias masculinas, ativas, elétricas - o Sol, enquanto a cor preta simboliza as energias femininas passivas, eletromagnéticas – a Lua. Essas energias se complementam e interagem, levando ao desenvolvimento da estrutura da vida humana. Há gênero manifestado em tudo como princípios masculino e feminino, presentes e em ação em todos os fenômenos e planos da vida. O feminino é passivo e negativo e o masculino é ativo e positivo.

- Maçonaria e Rosacruz:

A Antiga e Mística Ordem Rosacruz (AMORC), é uma organização de caráter místico filosófico, tendo por missão o desenvolvimento interior do indivíduo. Sua origem pode remontar às Antigas Escolas de Mistérios Egípcios, há mais de 3000 anos. Seu fundador teria sido o faraó Tutmés III da XVIII Dinastia., em torno de 1350 a.C.. Porém, historicamente, sua aparição data de 1614, com o documento “Fama Fraternitatis”, onde são descritas as viagens de Christian Rosenkreuz pelo Egito, Marrocos e Arábia. Maçons e rosacruzes teriam se aproximado na Idade Média. Com o fim das Corporações de Ofício dos Maçons, esses passaram a aceitar membros que não eram construtores, mas sim filósofos, alquimistas, cabalistas, etc.. Como a Ordem Rosacruz possuía entre seus adeptos muitos alquimistas, a ligação do Rosacrucianismo com a Maçonaria ocorreu naturalmente. Há muitas semelhanças entre as duas Ordens, e o Piso Mosaico é uma delas. Nos Templos rosacruzes o “Shekinah” (“Altar dos Juramentos” para os maçons), é colocado em cima de um Pavimento Mosaico, embora com ladrilhos de forma triangular. E esses ladrilhos também são pretos e brancos.

- Jogo de Xadrez:

Como o Piso Mosaico é semelhante ao tabuleiro do jogo de xadrez, há algumas interpretações relacionadas a esse jogo, que desenvolve a arte de elaborar e resolver conflitos por meio da criação de estratégias. A origem precisa desse jogo ainda é desconhecida. Alguns autores atribuem sua origem a um jogo chamado “Chaturanga”, na Índia, no século VI a.C..
Segundo J. A. Fonseca (economista brasileiro, escritor, conferencista, pesquisador arqueológico e de esoterismo, escritor de quinze livros), “...o xadrez é algo mais além de uma simples diversão ou passatempo, podendo ser visto como um elevado instrumento de desenvolvimento interior, de força e equilíbrio, de inteligência e combatividade, de respeito pelo oponente e harmonia, em suma, de educação e controle dos instintos e emoções, desenvolvendo a memorização e a criatividade, e o respeito pelo oponente...
...Assim, poderíamos sugerir que a Lei de Causa e Efeito (**) que rege as ações humanas atua com livre determinação no jogo de xadrez, orientando o destino dos jogadores, uma vez que cada um tem plena liberdade para observar e analisar todos as situações apresentadas e decidir que movimento dará às suas peças. Ao agir, segundo seus próprios desígnios, atrairá para si as consequências, os efeitos da ação ao movimentar-se no tabuleiro, no âmbito dos quadrados mágicos. Configura-se neste momento, a necessidade de atuar com conhecimento e sabedoria diante das inúmeras possibilidades que se apresentam e melhor posicionar-se diante dos problemas a serem solucionados, representados nas condições que o jogo oferece a cada movimento, nos limites impostos pelo tabuleiro e nas perspectivas que surgem diante de um acontecimento inesperado...
...Percebemos assim que sua forma transcende em muito a simples idéia de “passar o tempo” ou o simples conceito de esporte e mesmo que o jogador não tenha conhecimento destas coisas, é beneficiado no sentido de melhor compreender o enigma da vida e aceitar de forma mais objetiva os impactos que as derrotas e as vitórias impõem a todos os que trilham esta jornada...

Maçonaria e Cavaleiros Templários – Pavimento Mosaico:

Uma das teorias sobre o aparecimento da Maçonaria, é que ela possa ter se originado dos poucos Cavaleiros Templários que não foram massacrados por ordem do papa Clemente V e do rei da França Felipe IV, o Belo, entre 1307 e 1314. A Ordem dos Cavaleiros do Templo de Salomão foi uma Ordem Militar Religiosa fundada por um nobre francês da região de Champagne, Hugues de Payens, que se tornou o primeiro Grão Mestre dos Templários, e o cavaleiro flamengo Godofredo de Saint-Omer, em 1118, em Jerusalém, logo após a Primeira Cruzada (1099), para proteger os peregrinos cristãos que iam para a Terra Santa. Eles instalaram-se, inicialmente, nas ruínas do Templo do Rei Salomão (***) - daí o nome “Templários”. O primeiro selo da Ordem Templária era um cavalo montado por dois cavaleiros, que simbolizaria a pobreza da Ordem. Outros autores afirmam que esse selo poderia representar os dois Graus de cavaleiro dentro da Ordem: os que tinham permissão para participar do segredo Templário, e os que não tinham. Os Cavaleiros Templários como Ordem de Cavalaria Militar, formavam a vanguarda e a estrutura principal dos exércitos dos cruzados na Palestina. Por quase duzentos anos, foram muito poderosos, com legendárias habilidades no combate e donos de fabulosos tesouros.
Há algumas referências literárias ao Pavimento Mosaico no Templo de Salomão. Porém, esse Pavimento tem mais probabilidade ser de origem greco romana do que hebréia antiga. Assim, o Templo citado seria o Terceiro Templo ou Templo de Herodes. Como os Cavaleiros Templários se instalaram nas ruínas do Templo, infere-se que tenham trazido essa referência do mosaico para o Ocidente. Os mosaicos eram conhecidos no tempo de Vitrúvio (Marcus Vitruvius Pollio: 70 a.C. – 25 a.C., arquiteto romano), e no apogeu da arquitetura romana (foram encontrados nas ruínas de Pompéia, em 1748, cidade que fazia parte do Imério Romano, na Itália, destruída pela erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C..).
O primeiro estandarte de combate dos Templários, chamado “Beau Séant” era vertical em dois quadros: um preto acima, que simbolizava a escuridão do mundo de pecados que os Templários tinham deixado para trás e o outro branco abaixo, que refletia a vida de pureza da Ordem. Também simbolizava as duas faces da ação templária: milícia (preto) e sacerdócio (branco). Como alguns autores colocam o Piso Mosaico fazendo parte do Templo de Salomão, teria sido essa a possível origem desse estandarte.
Posteriormente foi acrescentada a Cruz. O estandarte dos Templários consistia em uma Cruz Vermelha sobre um fundo mosaico preto e branco. Nos Templos, este estandarte era representado pelo Pavimento Mosaico.


- Conclusão:
Assim, o Pavimento Mosaico (****) é um símbolo maçônico com várias e profundas interpretações, entendendo-se o bem e o mal como necessários para o desenvolvimento e evolução do indivíduo. Na Maçonaria o caminho do iniciado depende da sua capacidade de penetrar a natureza dos símbolos e, com esse novo entendimento, reinterpretar a realidade. O maçom, fazendo parte desse mundo com opostos que se complementam, caminha sobre um pavimento de escuridão e Luz em sua vida, em sentido amplo, e deve se colocar acima de tendências materiais. O significado mais profundo do Pavimento Mosaico é, portanto, a transcendência dos limites nas esferas material e pessoal e a compreensão que opostos são uma unidade fortalecida.
- Notas:
(*) – O interior da Loja é constituído por:
1- Ornamentos: Pavimento Mosaico, Estrela Flamejante e Orla Dentada;
2- Paramentos: Livro Sagrado, Compasso e Esquadro;
3- Jóias: Jóias Móveis: Esquadro, Nível e o Prumo e Jóias Fixas: Prancheta, Pedra Bruta e Pedra Cúbica;
(**) – Hermetismo: é a doutrina esotérica e filosófica resultante do estudo dos escritos atribuídos a Hermes Trismegistos - “Hermes Três Vezes Grande”: porque foi considerado o maior dos filósofos, o maior dos sacerdotes e o maior dos reis - uma deidade sincrética. Segundo São Clemente de Alexandria (150-215), Hermes seria autor, ou inspirador de quarenta e dois livros: trinta e seis conteriam a ciência dos egípcios e os restantes conhecimentos de medicina. Entre as obras atribuídas a Hermes, e compiladas a partir do século III d.C., podem ser citadas: a “Tábua de Esmeralda”, o “Corpus Hermeticum” do século VI d.C., “Pistis Sophia”, o “Pimandro” (Pastor de Homens) e o “Kratere” do século III d.C., o “Asclépios”, o “Koré Kosmou” (Virgem do Mundo) e o “Liber Hermetis” (Livro de Hermes). No século XIX, três Iniciados escreveram o livro “Caibalion”, que registra as Sete Leis do Hermetismo. Não é um livro oriundo da era pré cristã como se supõe. É um livro sobre os Princípios Herméticos, e foi publicado pela primeira vez em 1908, em inglês.
Os Sete Princípios Herméticos:
Princípio do Mentalismo:
O todo é mente; o Universo é mental;
Princípio da Correspondência:
Assim como em cima, assim é embaixo; assim como embaixo, assim é em cima;
Princípio da Vibração:
Nada permanece estático; todas as coisas se movem e vibram;
Princípio da Polaridade:
Tudo é dual; tudo possui polos; todas as coisas são constituídas por pares opostos; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se encontram; todas as verdades são apenas meias verdades; todos os paradoxos podem ser harmonizados;
Princípio do Ritmo:
Tudo flui, para dentro e para fora; tudo tem sua ocasião; todas as coisas sobem e descem; a medida da oscilação para a esquerda é a medida da oscilação para a direita; o ritmo se equilibra;
Princípio da Causalidade:
Toda causa produz um efeito; todo efeito tem sua causa; todas as coisas acontecem com uma ordenação; o acaso é apenas um nome para uma lei não reconhecida; existem muitos níveis de causalidade, mas escapa da Lei Universal;
Princípio do Gênero:
O gênero está em tudo; tudo tem os seus princípios masculino e feminino, o gênero se manifesta em todos os planos;
(***) - O Templo de Salomão foi destruído pelo exército de Nabucodonosor II, rei da Babilônia, em 586 a.C.. Foi iniciada a reconstrução do Templo, por Zorobabel, sob autorização de Ciro, e os judeus retomaram seus cultos.
Em 200 a.C., Antíoco, rei dos selêucidas, mudou o nome da cidade para Antioquia e desfigurou o Templo, dedicando-o ao deus grego Zeus.
Em 63 a.C., o general romano Pompeu, tomou Jerusalém e, profanou o Templo. No ano 37 a.C., Herodes conquistou Jerusalém. Apesar de seu governo sanguinário, Herodes restaurou o Templo de Salomão – essa foi a terceira reconstrução.
Depois de muitas batalhas, revoltas, guerras civis entre facções judaicas, o Templo foi novamente destruído. Da estrutura original, restou somente o atual “Muro das Lamentações” que, alguns autores afirmam ser do Terceiro Templo, o de Herodes;
(****) - Curiosamente, há uma definição de Fernando Pessoa (1888-1935: poeta, filósofo e escritor português) sobre o Pavimento Mosaico. Fernando Pessoa interessava-se pelo ocultismo e pelo miosticismo, com destaque para a Maçonaria e a Rosacruz (embora não se conheça qualquer afiliação concreta em Loja ou Fraternidade dessas escolas de pensamento), havendo inclusive defendido publicamente as organizações iniciáticas no Diário de Lisboa (4 de Fevereiro de 1935), contra ataques por parte da ditadura do Estado Novo. espelhosdatradicao.blogspot.com
“Vede, meus Irmãos, este Pavimento Mosaico; ele é a imagem daquele caos regular a que chamamos (a) Natureza. Nele, em quadrados regulares, iguais e opostos, se personifica, simbolizando-a, a estrutura contraditória do mundo - a noite e o dia, em todos os sentidos; a matéria e a força, em todos os modos; o corpo e a alma, em todas as formas. Isto que pisamos é o que somos; mas o que somos, quando o podemos pisar, não é mais que o que parecemos ser.
(…)
o mal e o bem, em todos os intuitos; o humano e o divino, em todos os métodos”.
- Bibliografia:
- Internet;
- Aubourg Dejean, François M:. R:.E:.A:.A:. Os Filhos da Luz - Ensaio Sobre História, Tradições, Mitos, Lendas e Fábulas da Maçonaria Universal - Desde o nascimento do Mundo até o Século XX - editado pela Mui Resp:. Grande Loja da Colômbia e Resp:. Loja Veritas Vincit Nº 13 ao Or:. de Santa Fé de Bogotá, como homenagem ao 75º aniversário da Grande Loja da Colômbia;
http://pt.scribd.com/doc/54964923/11/Os-Cavalheiros-Templarios-%E2%80%93
- Beck, Ralph T. - “A Maçonaria” – São Paulo, Editora Planeta do Brasil, 2005;
- Blanc, Cláudio - “Maçonaria Sem Mistério” - São Paulo, Editora Nova Leitura, 2006;
- Follain, Martha – “Maçonaria e Programação Neurolinguística” – São Paulo, 2006 ;
- Horne, Alex - “O Templo do Rei Salomão na Tradição Maçônica” – São Paulo, Editora Pensamento, 1972;
- Mackey, Albert G. - “O Simbolismo da Maçonaria - Volume 1” - São Paulo, Editora Universo dos Livros, 2008;
- Mackey, Albert G. - “O Simbolismo da Maçonaria - Volume 2” – São Paulo, Editora Universo dos Livros, 2008;
- Revista Superinteressante - Editora Abril - Agosto/2006;
- Revista Superinteressante - Editora Abril - Setembro/2005.
TEXTO REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL – DIREITOS AUTORAIS – Reprodução permitida, desde que, com todos os créditos da autora e de seu trabalho.
Martha Follain: Formação em Direito, Neurolinguística, Hipnose e Regressão. Terapia Floral de Bach, Aromaterapia, Terapia Floral de Minas, Fitoterapia Brasileira, Cromoterapia, Cristaloterapia, Terapia Ortomolecular, Bioeletrografia, Terapia de Integração Craniossacral - para animais humanos e animais não humanos. Consultora da “Phytoterápica”.

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