São Paulo, 22/08/2017        
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Ícaro
Asas, Abelhas e Gaivotas.



“Ícaro”, de Hendrik Goltzius


Na Mitologia Grega, a história de Ícaro começa com seu pai, Dédalo. Ícaro era filho de Dédalo com uma escrava de Perséfone (deusa da terra e da agricultura, única filha de Zeus e de Demeter) chamada Náucrete. Dédalo (em grego: engenhoso, hábil ou criador) era arquiteto, escultor e inventor ateniense de muito talento. Dédalo, tomou como aprendiz seu sobrinho Talos. Porém, a inveja corroeu-o, e ele matou seu aprendiz e sobrinho, por achar que Talos poderia ultrapassá-lo em talento e reputação (Talos teria inventado o serrote, a roda do oleiro e o compasso). De forma traiçoeira atraiu Talos ao alto do Templo de Atenas e empurrou-o. Contudo, antes que atingisse o chão, os deuses intervieram, e o jovem foi transformado numa perdiz. Dédalo e Ícaro, foram expulsos da cidade de Atenas como punição para seu crime. O rei de Creta, Minos (filho de Júpiter e de Europa), apreciador da arte de Dédalo como artífice, acolheu pai e filho em sua ilha.

Minos lhe encomendou a criação do labirinto de Cnossos, para aprisionar o Minotauro, fruto da infidelidade de Pasífae, esposa de Minos. Essa traição aconteceu por vingança do deus dos mares, Posseidon, que dera um touro branco de presente a Minos, para sacrifício. Mas Minos ficou com o touro para si, sacrificando um touro comum em seu lugar. A pedido de Posseidon Pasífae foi enfeitiçada por Afrodite, deusa do amor, que fez com que Pasífae se apaixonasse pelo touro. Para realizar seu desejo, a rainha recorreu a Dédalo e pediu-lhe que fizesse uma vaca oca de madeira, na qual ela pudesse entrar e ser possuída pelo touro sagrado. Dédalo, envaidecido pela confiança da rainha, aceitou a tarefa. Da relação entre Pasífae e o touro, nasceu o Minotauro, um monstro com corpo humano e cabeça de touro. Quando o filho de Pasífae nasceu, Minos – não sabendo do acordo entre sua esposa e Dédalo – pediu ao artifice que construísse uma prisão segura, diferente de todas as outras, pois seria uma casa para o Minotauro e a salvaguarda de sua própria vergonha.
Dédalo, com a ajuda de Ícaro, construiu um labirinto à prova de fugas, com paredes intransponíveis - o Labirinto de Cnossos. Para saciar a fome do Minotauro, que se alimentava de carne humana, o rei Minos mandava capturar jovens atenienses, sete moças e sete rapazes a cada sete anos, que eram servidos como refeição ao monstro meio homem meio touro.
Ninguém conseguia escapar do Minotauro. Mas havia uma forma, só conhecida por Dédalo, que confiou esse segredo a Ariadne, filha de Minos, que o contou a seu amante Teseu, filho do rei de Atenas. Teseu desafiou o Minotauro e o derrotou seguindo o conselho de Dédalo: amarrar um fio de um novelo na entrada do labirinto e levá-lo consigo para depois poder achar o caminho de volta. Teseu entrou e saiu do labirinto, após matar o Minotauro. Minos, tomado pela cólera mandou aprisionar Dédalo com seu filho Ícaro no mesmo labirinto.

Após um tempo presos, Dédalo construiu dois pares de asas com cera de abelhas e penas de gaivotas para fugirem pelo ar, de um rochedo bem alto. Dédalo recomendou ao filho que não voasse muito alto pois o sol poderia derreter a cera, nem muito baixo, perto do mar, pois a umidade poderia tornar as asas muito pesadas. Dédalo alçou vôo primeiramente, seguido por seu filho, e conseguiram ultrapassar os limites da ilha, alcançando mar aberto. Mas o jovem, ignorando os conselhos do pai desobedeceu-o; ficou entusiasmado e deslumbrado quando se viu voando, acalentando seus próprios sonhos de liberdade, e quis ir tão alto quanto fosse possível, aproximando-se demasiadamente do sol. O calor derreteu a cera destruindo as asas. Ícaro caiu no mar Egeu e morreu afogado. A ilha para onde seu corpo foi levado pelas ondas, recebeu o nome de Icária.
Dédalo conseguiu fugir para a Sicília e chorou a morte do filho por toda sua vida.
A impetuosidade de Ícaro conduziu-o a explorar sua liberdade, mas sua imprudência limitou essa experiência. A curiosidade de Ícaro opôs-se à experiência de Dédalo. A ousadia deve ser limitada pela prudência, sem a qual muitas decisões podem ser tornar perigosas. O indivíduo deve aprender quando controlar seus impulsos e quando arriscar. Esse mito ensina que o descomedimento de Ícaro fez com que ele pagasse um preço alto demais por seu sonho de voar. Limites são necessários para controlar as experiências, sejam limites internos que devemos nos impor, sejam limites externos que precisamos respeitar. É necessário controlar a imaturidade, a arrogância e a vaidade.
É interessante observar que nesse mito, as asas (símbolos da liberdade), confeccionadas por Dédalo, foram feitas a partir de cera de abelhas e penas de gaivotas.

A abelha é símbolo da comunicação, do trabalho árduo e da organização. Também transporta o espírito da harmonia e da disciplina. Extrai seu alimento das flores e vive em perfeita organização social, por isso, tornou-se um símbolo de pureza, disciplina, trabalho e realeza. A abelha era um símbolo de realeza no Antigo Egito e teria sido criada a partir das lágrimas de Rá, o deus sol. A abelha é o símbolo da alma.
A colméia é um local onde há cooperação entre seus membros e trabalho. O favo de mel é a forma que guarda a maior quantidade desse líquido. É o símbolo das ligações do carbono – hexágono – símbolo da vida e do renascimento.

A gaivota é uma ave que não consegue voar muito alto. São animais onívoros e fazem seus ninhos no solo. É uma espécie costeira, raramente se aventurando em alto mar. A gaivota demora até atingir completamente a plumagem de adulto: as menores espécies, em torno de dois anos, e as maiores em torno de quatro anos. O ensinamento da gaivota é voar com calma e esforço para atingir um objetivo.

Dois animais, dos quais, simbolicamente, a verdadeira liberdade é construída. Para alcançá-la são necessários esforço, paciência, organização, trabalho e disciplina.


TEXTO REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL – DIREITOS AUTORAIS – Reprodução permitida, desde que, com todos os créditos da autora e de seu trabalho.
Martha Follain: Formação em Direito, Neurolinguística, Hipnose e Regressão. Terapia Floral de Bach, Aromaterapia, Terapia Floral de Minas, Fitoterapia Brasileira, Cromoterapia, Cristaloterapia, Terapia Ortomolecular, Bioeletrografia, Terapia de Integração Craniossacral - para animais humanos e animais não humanos. Consultora da “Phytoterápica”.
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Música - “Sonho de Ícaro” – Byafra - http://letras.mus.br/biafra/44571/
“Ir até que um dia
Chegue enfim
Em que o sol derreta
A cera até o fim...”



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