São Paulo, 26/07/2017        
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Florais de Bach para animais
 
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O CACHORRO COMEU COCÔ!


Essa queixa é muito comum entre os tutores de cães. Causa repulsa, surpresa e decepção com o comportamento do pet. E, pode implicar detrimento da saúde do animal: o cachorro pode ingerir parasitas com as fezes, principalmente fezes de outros animais. Outra questão é a de transmissão de doenças como a parvovirose, se um cão saudável comer os dejetos de um cão infectado.Ou infecções intestinais. E, quando um cachorro come as fezes de gatos, pode ser contaminado com a toxoplasmose (o “toxoplasma gondii” está presente nas fezes dos gatos). Em todos esses casos há também a presença da halitose (mau hálito).
Coprofagia vem do grego “copro”, que significa fezes e “fagia”, que significa comer. Coprofagia é o ato de comer fezes - alguns animais ingerem apenas as próprias fezes, outros apenas as fezes de outros cães, outros procuram qualquer tipo de fezes e ainda há outros que apenas ingerem fezes de outras espécies.
Há uma teoria que a coprofagia teria sido herdada geneticamente dos ancestrais dos cães, os lobos. Lobos (e coiotes), muitas vezes, comem suas próprias fezes se houver escassez de comida.Quando os lobos caçam uma presa, primeiramente comem as entranhas – os intestinos , fígado, estômago. Além disso, fezes de herbívoros caçados são ricas em vitamina B e alguns pesquisadores acreditam que carnívoros podem comer fezes em busca dessa vitamina.
As causas da coprofagia podem ser nutricionais ou comportamentais.
Causas nutricionais: o cão ingere as fezes na tentativa de aproveitar os nutrientes que não foram digeridos. As fezes podem ser nutritivas e não são repugnantes para o cachorro:
- baixos níveis protéicos ou alimentação insuficiente - rações de baixa qualidade;
- dietas muito ricas em carboidratos e fibras - quantidade diária de comida superior à que necessita, ou o cão é alimentado com rações muito calóricas (ricas em gordura). A comida em excesso não é devidamente digerida, fazendo com que as fezes sejam muito semelhantes à comida;
- verminoses - que levam à pouca absorção de nutrientes;
- pancreatite crônica - impede que o ciclo digestivo funcione corretamente;
- síndrome de má absorção - disfunções digestivas.

Causas comportamentais:
- cadelas que deram cria comem as fezes dos filhotes, para manter o local limpo. Além disso, ao eliminar as fezes, evitam que predadores descubram sinais da existência da ninhada (comportamento geneticamente herdado);
- ansiedade, estresse – devido a conflitos ambientais, como adoção de outro animal, viagem ou morte do tutor, etc.;
- tédio - falta de estímulos;
- para chamar a atenção - cão negligenciado;
- para evitar punição - se o cão é castigado por fazer as suas necessidades dentro de casa ou em local inapropriado (geralmente batendo-se ou esfregando seu focinho nas fezes), pode comer os dejetos para tentar escondê-los e evitar os castigos. O cachorro pode entender que o castigam por defecar e não por fazer no local errado;
- ansiedade de separação – cães que ficam longos períodos sozinhos – solidão;
- cães confinados - as fezes se acumulam e podem levar o cão a sentir a necessidade de “limpar” o local;
- submissão - onde há mais de um cão, o animal submisso pode comer as fezes do cão dominante;
- quando os locais de dormir, alimentar-se e urinar e defecar, não ficam bem delimitados ou o espaço é insuficiente - o cão é forçado a defecar em seu espaço de dormir e acaba por ingerir suas fezes para manter o espaço limpo.
Segundo o site Arca de Noé, as possíveis soluções para a coprofagia são:
“Se o cão estiver bem de saúde, o que só o veterinário pode determinar, as soluções passam geralmente por:
- alimentar o cão com uma ração de alta qualidade;
- ajustar a quantidade de ração ao peso, raça/porte e idade do animal;
- limpar constantemente o local onde o cão faz as necessidades;
- fornecer estímulos mentais e exercício físico;
- passear com o cão na coleira para impedir que apanhe do chão as fezes de outros cães;
- técnicas de treinamento;
- evitar que o cão defeque em casa, mantendo um horário rígido de alimentação (não deixar comida à disposição) e passear com ele sempre à hora em que costuma defecar;
- aplicar nas fezes produtos indicados para esta situação que causem aversão ao cão e o desencorajem a comer as fezes;
- não deixar o cão sozinho por longos períodos de tempo. Se o tutor não puder passar mais tempo com ele, deve arranjar companhia para o cachorro;
Existem também alguns alimentos que depois de digeridos dão às fezes um cheiro e um sabor aos quais o cão tem aversão: abóbora, abacaxi e espinafre são alguns destes exemplos. Discuta com o veterinário antes de oferecer ao cão alimentos que não fazem parte da sua dieta básica”.
Ainda não chegou-se a um tratamento definitivo para este problema. As causas são multifatoriais e o tratamento, muitas vezes, não é muito fácil. O tutor deve sempre consultar o veterinário – só ele poderá diagnosticar as causas da coprofagia do cão e propor o tratamento adequado.
Florais de Bach e Aromaterapia podem ajudar.
Texto Registrado na Biblioteca Nacional – Direitos Autorais
Martha Follain – Formação em Direito, Neurolinguística, Hipnose, Regressão. Terapia Floral de Bach, Aromaterapia, Fitoterapia Brasileira, Terapia Ortomolecular, Terapia Floral de Minas, Terapia de Integração Craniossacral, Bioeletrografia, Cromoterapia, Cristalografia, Psicoterapia Holística. CRTH 0243
Fonte: www.floraisecia.com.br

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