São Paulo, 23/05/2017        
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ÍNDIA
O País dos Contrastes

Taj Mahal em Agra
A Índia, ou República da Índia, seu nome oficial, está localizada no centro sul da Ásia, Ásia Meridional, ocupando uma área de quase 3,5 km2. É uma democracia parlamentar. Sua população gira em torno de 1,5 bilhão, crescendo 1,6% ao ano e a capital é Nova Delhi. A idade média da população é de 25 anos, e 31% dos indianos tem menos de 15 anos de idade. Cerca de 50% da população (ou cerca de 600 milhões de pessoas) depende diretamente da agricultura para se sustentar e sobreviver.
Além da capital, tem como principais cidades Mumbai, Calcutá, Madras e Agra. Em muitas cidades, devido à superpopulação, é proibido o uso de carros.
Seus principais rios são o Ganges, o Bramaputra, o Yamuna, Godavari, Kaveri, Narmada e Krishna. O rio Ganges é o mais importante do país, e é utilizado em rituais. Um mergulho em suas águas, no festival de “Maha Kumbh Mela”, teria o poder de purificar as almas dos fiéis dos pecados. Mas o Ganges é um dos rios mais poluídos do mundo, recebendo esgoto não tratado, carcaças em decomposição, dejetos industriais etc.. Banhar-se no rio poderá provocar várias doenças nos devotos: hepatite, disenteria, tifo, cólera e todo tipo de doenças de pele.

Rio Ganges

A Índia reconhece 23 línguas oficiais, dentre elas o híndi (falada no norte, é a língua da administração central), o tâmil (no sul) e o inglês. As cédulas de dinheiro estão escritas em 17 idiomas diferentes.
O país é um caldeirão religioso: hinduísmo com 80,3%, islamismo com 11% (sendo a maior parte de sunitas, ficando os xiitas com 2,8%), cristianismo com 3,8% (entre católicos, protestantes e ortodoxos), sikhismo com 2%, budismo com 0,7%, jainismo com 0,5% e outras 1,7%, segundo o site http://www.suapesquisa.com/paises/india/
Na Índia residem 17% da população mundial e também 68% dos leprosos , 30% dos tuberculosos e 25% dos desnutridos do mundo. Em Punjab, Haryana e Gujarat, foram registrados os piores índices de aborto seletivo em prejuízo das meninas, mesmo sendo ilegal. Mas também na Índia vivem 30% de engenheiros da área de informática, afirmou a empresa de consultoria financeira norte americana Goldman Sachs. Segundo a ONU, antes de 2030 a Índia será o país mais populoso, batendo a China. E, segundo o Wealth Report 2012, feito por Knight Frank & Citi Private Bank, deve se tornar a maior economia do mundo até o ano 2050.

Deus Shiva
A civilização indiana é uma das mais antigas. Pesquisas arqueológicas revelaram uma das primeiras civilizações do mundo, chamada “dravídica” no Vale do rio Indo. E que essa sociedade tinha uma estrutura bastante desenvolvida e viveu seu ápice no período entre os anos 3000 e 2000 a.C.. Era uma população urbana, mercantil e agrícola. As casas eram simples, feitas de tijolos e madeira, mas com infraestrurura sofisticada: cisternas, salas de banho, sanitários. Essa civilização, dirigida por sacerdotes, é o ponto a partir do qual se traçam as raízes do hinduísmo.
Nascido há 5 mil anos, o hinduísmo é um conjunto de doutrinas, tradições, mitos e práticas religiosas pertencentes a povos diferentes que se instalaram no vale do rio Ganges, durante o 2º milênio antes de Cristo. Seus seguidores o chamam de “Religião Eterna”, porque dele não se conhece nenhum fundador humano. Suas tradições, transmitidas oralmente por centenas de anos, passaram a ser registradas a partir de 1500 a.C. nos 4 livros dos Vedas: Rig Veda, Yajur Veda, Sama Veda e Atharva Veda. O budismo (pregado por Buda) e o jainismo (pregado por Mahavira) modificaram algumas orientações do hinduísmo.
Por tratar-se de uma religião antiga, é comum a divinização de animais. Os bichos são considerados uma etapa das reencarnações. Além da vaca, os hinduístas consideram outros animais sagrados, em especial o macaco, o crocodilo, o elefante e a cobra. Induistas não admitem matança, sendo vegetarianos. Mas, nem sempre, a Índia trata bem seus animais. Elefantes são escravizados e cães, vacas e até javalis dividem o lixo das cidades.



Animais procuram alimento no lixo, na Índia

O islamismo, que é a 2ª religião mais professada na Índia, foi introduzido com invasões dos turcos, afegãos e árabes. A invasão árabe ocorreu no século VIII e, através de várias dinastias, os muçulmanos permaneceram no poder até que as companhias de comércio apareceram. A mais notável delas foi a Companhia Inglesa das Índias Orientais.
Nos séculos XV e XVI os portugueses, como Vasco da Gama, chegaram à Índia e implantaram suas missões cristãs, que além do objetivo religioso tinham também função administrativa. Foram os primeiros a se estabelecer na Índia, embora não a tenham colonizado. Depois dos portugueses, chegaram holandeses, franceses e britânicos.
Os primeiros navios britânicos aportaram na Índia em 1612. Os ingleses utilizaram a Companhia Inglesa das Índias Orientais para se instalar no país, tomando o poder e dominando os muçulmanos, e a partir de 1858, com a conquista de Bengala pelo exército, deu-se o processo de dominação britânica na Índia. O domínio colonial durou mais de 200 anos. Os ingleses julgavam-se superiores aos indianos, os quais eram considerados cidadãos de segunda classe. Portanto, de acordo com essa visão distorcida, os indianos não conseguiriam gerir seu próprio país, criando a “necessidade” da colonização.

Mahatma Gandhi
Toda e qualquer forma de colonização é execrável, mas é inegável que o colonialismo britânio deixou alguns benefícios. Primeiramente, a língua inglesa, que uniu as várias etnias da Índia. Os ingleses também proibiram o “sati”, violento costume, que consistia em cremar a viúva (viva) junto com o corpo do marido. Além disso, modernizaram o país com a construção de ferrovias com um sistema abrangendo todo o país, telégrafo, etc..
Mas a Índia ansiava por sua liberdade. E, surge a figura de Mahatma Gandhi (1869 -1948), um dos principais líderes e articuladores da independência. Através da “satyagraha”, princípio da não agressão, forma não violenta de protesto, fez greve de fome, argumentou e dialogou, para atingir seu objetivo. Gandhi comandou um movimento de resistência passiva, pregando a não violência como forma de luta, e iniciou a “descolonização”, a partir do final da 2ª guerra mundial (1914 – 1918).
Em 1947, é proclamada a independência da Índia, mas as divergências entre hindus e muçulmanos, estavam no seu auge. Devido às muitas tensões e conflitos que ocorriam entre eles, resolveu-se dividir a Índia, para abrigar a população islâmica do leste e oeste. Após a independência da Índia britânica, a 15 de agosto de 1947, por motivos religiosos, dois estados independentes se formaram: a Índia, hindu,e o Paquistão, muçulmano. Gandhi aceitou a divisão do país, mas essa aceitação atraiu o ódio de muitos fanáticos hindus, e foi assassinado por um deles, em 1948, com 78 anos. Índia e Paquistão continuam em conflito, e até hoje disputam o território da Caxemira.
A partir de 1991 a Índia alterou seu modelo de crescimento econômico, realizando amplas reformas: abriu o país à entrada de grandes investimentos diretos estrangeiros associados à indústria nacional. A modernização aconteceu com a implementação de indústrias pesadas, possuindo atualmente um setor industrial muito diversificado. A siderurgia e a metalurgia dominam em termos de produção. A indústria têxtil, especialmente a de algodão, é um dos setores mais antigos e um dos mais importantes. A Índia se encontra entre os principais produtores mundiais de mineral de ferro, carbono e bauxita, e produz quantidades significativas de manganês, mica, ilmenita, cobre e petróleo. A indústria bélica e de extração de petróleo são monopólios estatais.
Outra importante indústria é a cinematográfica, que é a maior do mundo. O número de filmes feitos na Índia é superior ao de qualquer outro país. O estilo dos filmes guarda características culturais e é conhecido como “bollywood”.
Porém, a grande contribuição da Índia para o mundo, vem sendo a tecnologia da informação. Na cidade de Bangalore, foi formado um grande tecnopolo ligado à produção de softwares. Nele estão instalados importantes universidades e centros de pesquisa: o Centro de Estudos Tecnológicos, a Universidade de Bangalore, a Organização de Pesquisa Espacial Indiana, o Instituto Indiano de Administração, o Instituto Indiano de Ciências, o Instituto de Pesquisas Raman, o Instituto Nacional de Estudos Avançados, o Centro Jawaharial Nehru para a Pesquisa Científica Avançada, entre outros. A Índia tem exportado profissionais com alta qualificação nessa área, principalmente para a Europa e os EUA. No Brasil, o Departamento de Microeletrônica da Universidade de São Paulo, USP, o Instituto de Pesquisas Espaciais, INPE, e o IPEN, Instituto de Pesquisas Nucleares contam com profissionais indianos em cargos importantes.
A Índia também se destaca no campo da pesquisa espacial, biotecnologia e energia atômica.
Outro setor importante são os “call centers” - “call center” é um local que recebe chamadas telefônicas para fazer marketing de produtos, ou reclamações, ou informações, enfim todas as formas de ajuda telefônica. São centrais telefônicas que prestam atendimento a clientes de empresas multinacionais. Isso acontece por causa da mão de obra barata e o domínio do idioma inglês, pelos atendentes indianos.
Porém, a modernidade cria consequências . A Índia tem a pior poluição do mundo, batendo China, Paquistão, Nepal e Bangladesh, de acordo com estudo divulgado pelo Forum Econômico Mundial em Davos em 2012. Do ponto de vista do aquecimento global, as emissões indianas de CO2 já somam 583 milhões de toneladas (mt), fazendo da Índia o quarto maior poluidor após os EUA (2.8 bt), China (2bt) e a Russia (661 mt) . De 132 países cujos ambientes foram pesquisados, a Índia teve o pior desempenho no quesito “efeito do ar sobre a saúde humana”.
A Índia é um país de contrastes: ao mesmo tempo que atrai grandes investimentos estrangeiros, 40 % da população vive abaixo da linha da pobreza. De acordo com o Banco Mundial, 75,6% da população vive com menos de 2 dólares por dia, dos quais 41,6% da população está vivendo com menos de 1,25 dólar por dia. Para o cientista social indiano Amit Bhaduri, “a Índia é um êxito político e um fracasso econômico, apesar de seu crescimento na economia de 8% ao ano, simplesmente entre 280 milhões e 300 milhões de pessoas vivem em condições de pobreza sub humana neste país”.

Segundo Túlio Vilela, historiador da USP, “hoje, a Índia chama a atenção tanto pelo que possui de tradicional, de milenar, quanto pelo que possui de moderno, de dinâmico. Ao mesmo tempo em que enfrenta problemas socioeconômicos graves (fome, miséria, superpopulação, conflitos étnicos e religiosos, concentração de renda, crescimento urbano desordenado...), a Índia é uma das principais economias emergentes, com taxas de crescimento expressivas, que exporta programas de computadores para empresas do mundo inteiro”.

Elefantes
Fotos e imagens obtidas da internet.
Texto registrado na Biblioteca Nacional – Direitos Autorais
Martha Follain: Formação em Direito; Programação Neurolinguística; Hipnose e Regressão; Terapia Floral de Bach, Aromaterapia, Fitoterapia Brasileira, Terapia Ortomolecular, Terapia de Integração Craniossacral, Cristaloterapia, Bioeletrografia, Cromoterapia, Terapia Floral de Minas, dois níveis de Terapia Reiki Usui.
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Reprodução do texto permitida, desde que com todos os créditos da autora e citada a fonte: www.floraisecia.com.br

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