São Paulo, 23/05/2017        
PÁGINA INICIAL
Florais de Bach para animais
 
ARTIGOS     
 
Viajando pela África do Sul – 2
Ivana Maria França de Negri

Viajar é sempre enriquecedor e mágico. Em cada viagem, descobrimos coisas novas, conhecemos povos, costumes, tradições e culturas diversas.
A ideia que a maioria das pessoas tem da África é de aborígines em aldeias e florestas intocadas cheias de animais selvagens, inclusive, quando eu contava para os amigos que iria passar o réveillon na África do Sul, muitos aconselhavam: tome as vacinas necessárias porque lá há muitas doenças, use repelentes contra insetos e tenha cautela com alimentos.
Por incrível que pareça, não levei uma única picada de inseto, mesmo dentro das reservas naturais onde se realizam os safáris fotográficos. Onde sempre levo centenas de picadas de borrachudos e pernilongos é no litoral norte aqui em São Paulo mesmo. A comida africana é excelente, variada e ninguém passou mal, mesmo com os excessos.
Por causa da colonização holandesa, francesa e inglesa, em Cape Town, tem muita gente loira ou ruiva e de olhos claros nas ruas. Os negros ainda são na maioria os serviçais, motoristas, cozinheiros, garçons, camareiras, pois o Aparthaid vigorou até 1994, uma injusta e imoral segregação racial. Mas o povo africano é alegre, sorridente, simpático e acolhedor.
Em Cape Town, tem-se a impressão de estar numa cidade europeia tal a limpeza das ruas, banheiros públicos impecáveis e as ruas arborizadas e sem fiação elétrica, já que os fios são subterrâneos e invisíveis. É considerada uma das cinco cidades mais bonitas do mundo.
Shoppings centers de primeiro mundo abrigam lojas de grifes famosas internacionais, como em Londres, Roma ou Paris. Mas o que me encantou mesmo foi o artesanato local, nas feirinhas. Nada made in China, tudo artesanal, colorido e bem feito. Dava vontade de encher as malas com aquelas coisas lindas! Animais perfeitos entalhados em madeira, bijuterias coloridas, quadros, roupas e utensílios diversos.
Da janela do hotel dava para visualizar o cais com centenas de navios ancorados, a famosa Table Mountain, onde se sobe de funicular para pegar o bondinho . A vista do alto é magnífica. Tem uma roda gigante, réplica em escala menor da London Eye, e dá para avistar até o gigantesco estádio que foi utilizado na última Copa do Mundo.
O mar, de um verde intenso, abriga a diversidade da vida marinha. O passeio de barco até a Ilha das Focas é maravilhoso. Centenas de delas em seu habitat natural. E também há o Vale dos Pinguins onde a gente se encanta com essas aves desajeitadas e simpáticas, ora em terra, ora na água.
No centro da cidade localiza-se o famoso Hospital Somerset, onde o cirurgião sul-africano Christian Barnard realizou o primeiro transplante de coração do mundo.
O Oceano Atlântico faz divisa com o Oceano Índico, e é lá que se localiza o marco do Cabo da Boa Esperança, que todos estudamos nos bancos escolares.
Assim como na Índia Gandhi é idolatrado, na África eles veneram Nelson Mandela. E existem muitas estátuas e monumentos em sua homenagem em todos os lugares, pois combateu corajosamente o Apartheid e ficou preso injustamente por quase 30 anos por lutar pela paz do povo africano e contra o preconceito.
O trânsito flui bem, apesar da mão de direção ser como na Índia e Londres. Difícil assimilar essa mão contraria para quem está acostumado dirigir no Brasil.
Cape Topwn é uma das poucas cidades do mundo que possui um hotel 6 estrelas. As vinícolas são um espetáculo à parte, e para alegria dos turistas, abertas à degustação de vinhos, brancos, rosés, tintos, frisantes. E no museu do Ouro, um prédio todo dourado, servem, aos sábados, vinho com pó de ouro aos visitantes!
Com esta segunda crônica, encerro minhas impressões de viagem sobre os lugares que visitei e me encantei na África do Sul, apesar de ter muito mais a contar!

Ivana Maria França de Negri é escritora

<<Voltar para página Anterior

 

 

Topo^   

COLUNAS