São Paulo, 17/09/2019        
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Florais de Bach para animais
 
ARTIGOS     
 
O mar é uma grande fonte de alimento que se fosse explorado de maneira organizada seria suficiente para alimentar uma população quatro vezes maior que a atual. As reservas de vida animal e vegetal são das mais variadas e maiores que as existentes na superfície terrestre. Somente a biodiversidade de um recife de coral é comparável a uma floresta tropical. Sua energia, associada a do sol, regula a temperatura global garantindo a vida na Terra. A incidência dos raios solares, as mudanças de tempo, ocasionadas pelo movimento da água, do ar e do conteúdo de sal, caracterizam os diferentes tipos de climas das regiões do globo, determinando a força das diversas correntes marinhas, incluindo o fenômeno chamado El Nià±o. Mares e oceanos ocupam 70,8% de nosso planeta, responsáveis pela cor azul da Terra, quando observada do espaço.
Graças à oceanografia, uma ciência bastante recente, foi possível obter uma visão histórica a respeito desse fantástico ecossistema do ponto de vista físico e biológico. Estudos ecológicos apontaram que os séculos de pesca excessiva esvaziaram os oceanos de criaturas de grande porte, como baleias, peixes-boi, tartarugas marinhas e bacalhaus gigantes, que hoje já desapareceram de várias regiões dos oceanos. No passado, a grande quantidade de crustáceos chegava a interferir na navegação.
A superexploração desses recursos e a poluição causada por detritos industriais, esgotos, o uso de fertilizantes na agricultura, o derramamento de petróleo por refinarias, navios petroleiros e navios-fábricas, têm sido muitos daninhos aos ecossistemas oceânicos e das zonas litorâneas, interferindo na cadeia alimentar, colocando em risco de extinção diversas espécies da fauna e da flora. Mais de um bilhão de pessoas de todos os países em desenvolvimento que vivem da pesca estão ameaçados. No Brasil são mais de 8,5 mil quilômetros de zona costeira, onde se concentra um quarto de sua população.
Outro grande problema é que nesta época do ano, as chuvas e o grande o fluxo de turistas aumenta a poluição marinha. As chuvas carregam para o mar todo tipo de lixo através das galerias pluviais. O mar, que antes funcionava como uma estação de tratamento, passa, agora, a conservar os microorganismos patogênicos vivos, principalmente os coliformes fecais, devido à diminuição do nível de sal da água, que normalmente é de 35 gramas por litro, em razão da diluição, causada pelo aumento de água doce. No Mar Morto, o ambiente árido e de alta temperatura, que proporciona grande evaporação, a concentração de sal é de aproximadamente 300 gramas por litro de água, tornando-o praticamente estéril.
Por outro lado há uma grande relação entre praia contaminada e saúde pública, em pesquisa realizada pela Companhia de Tecnologia em Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb), por intermédio da bióloga Cláudia Lamparelli, quanto aos sintomas de febre, diarréia e vômitos. Como resultado, concluiu-se que as pessoas que freqüentaram as praias de pior qualidade ficam mais doentes, mais incidente sobre as crianças do que os adultos; os que mais se expuseram, (entrou na água, mergulhou, engoliu água), tiveram índices muitos maiores de sintomas do que os menos expostos.
Nesses ambientes contaminados, além de gastroenterite, hepatite A, febre tifóide ou cólera, o banhista em contato com a areia contaminada pode adquirir problemas dermatológicos, alertam os médicos. Essas advertências servem para que os turistas respeitem a sinalização de balneabilidade, não devendo ignorar as bandeiras vermelhas.
Como a atmosfera, os mares têm uma grande capacidade de adaptação, mas está próximo de seus limites.
João Salvador - biólogo do CENA - USP
Publicação autorizada, desde que os CRÉDITOS SEJAM CONSERVADOS E
FONTE CITADA: site “Florais e Cia” – www.floraisecia.com.br

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