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Doenças Agudas e Doenças Crónicas
Publicado em 8/3/2006
Por Dinis S Luis (DHom) (UK)*


Que Tipo de Abordagem?

Apesar de alguns ilustres autores, terem desenvolvido imensas teorias, sobre formas mais ou menos originais de tratar a doença aguda, creio ser bastante pertinente, tecer aqui algumas considerações de ordem geral, sobre a maneira mais correcta de proceder, para fazermos uma boa abordagem desta forma de doença.

De facto alguns autores têm-nos brindado, com ideias bem originais àcerca deste assunto e gostaria de realçãr entre outros, o Dr Prafull no seu livro Doenças Agudas, pela forma realmente original que nos apresenta. De facto abordar a doença aguda a partir duma apreciação da actividade, é uma forma original, mas será que podemos e devemos confiar exclusivamente sempre e apenas neste método? Deixo isso ao critério de cada um de vós, mas certamente, que recomendo a leitura deste livro, a todos que se interessarem pelo tema.

Em Homeopatia doenças agudas e crónicas devem ser consideradas e analisadas duma forma distinta. É necessário saber diferenciar entre sintomas constitucionais ou crónicos e sintomas agudos. Isto é mesmo muito importante quando tratamos doenças agudas.

Se nós tivermos que tratar uma doença aguda e começarmos a perguntar ao paciente questões relacionadas com a sua história médica do passado, desta forma tentando trazer à tona os seus sintomas constitucionais que podem não estar presentes nessa altura, nós vamos acabar por ficar com um caso muito confuso.

O que nós precisamos perguntar ao paciente é:
-- Você começou a sentir-se doente ontem. Quais são os seus sintomas desde essa altura e quais as causas que pensa que eventualmente podem ter estado na origem da sua doença? Como é que isso começou?

É absolutamente necessário ignorar os sintomas constitucionais, até porque esses costumam estar bastante menos proeminentes durante a doença aguda. É sabido que a doença aguda quase sempre vem camuflar alguma doença crónica existente e o doente nessa fase quase esquece, ou esquece mesmo completamente os sintomas crónicos.

Alternativamente podemos vir a descobrir que o paciente que habitualmente costumava ter muita sede, pode no momento da doença aguda apresentar-se sem sede alguma, o que difere do normal. Se pelo contrário viermos a descobrir que o paciente continua com a sua sede habitual, então esse sintoma não deve ser tomado em consideração uma vez que ele não faz parte do quadro da sua doença aguda.

Quando a fase aguda está presente, devemos tratar sómente os sintomas agudos e ignorar os crónicos. No entanto ocasionalmente a doença aguda pode tratar-se como que de um enfurecimento da doença crónica. Desta forma o remédio pode abranger simultaneamente a doença aguda e a crónica. Isto no entanto acontece muito raramente.

Investigar demasiadamente na história do paciente só servirá para confundir o caso. Por isso primeiro devemos tratar a doença aguda e quando esta estiver completamente curada, se os sintomas crónicos estiverem visiveis, tratemos então constitucionalmente o paciente.

Aqui pode ser muito útil a tabela de relacionamento dos diversos remédios. Isto porque muitas vezes o remédio crónico pode estar relacionado ou ser complementar do agudo. Belladona por exemplo complementa Calcaria Carb., Lachesis complementa Lycopodium e é bem conhecido o relacionamento existente entre Kali Carb. e Phosphorus...

Algumas considerações úteis para o tratamento das doenças agudas:
1) Um inicio muito rápido no aparecimento dos sintomas pode apontar para Aconite ou Belladona, enquanto que um início lento de 2 ou mais dias pode indicar Gelsémium ou Bryonia.
2) Factores causativos. Por exemplo, exposição ao sol, humidade, tipos de comida, stress emocional, indigestão, etc.
3) Uma das melhores formas de tratar doenças agudas é o de o médico se deslocar a casa do paciente. Logo que o médico entra no quarto do doente, pode, graças a uma atenta observação, reduzir bastante o leque de possiveis remédios. A janela está aberta ou fechada? Está um copo de água ou chá sobre a mesa de cabeceira? O doente está completamente deitado ou apenas recostado na almofada? Os cobertores estão puxados até ao pescoço? Ou o paciente está parcialmente descoberto? Sentiu que o doente ficou contente com a sua presença junto dele? Ou pelo contrário, se sente incomodado com a sua presença?

Não esquecer de investigar junto das 3 melhores fontes de informação. Segundo Kent elas são:
1 - A pessoa que está doente.
2 – A própria observação do médico.
3 – A enfermeira, os parentes ou familiares, ou quem está tomando conta do paciente.

Quando se trata de crianças temos evidentemente que basearmo-nos ainda mais nas nossas
observações. Primeiro temos que descobrir se a criança sente dores. Onde é a dor? Por acaso a criança está dobrando os joelhos até ao abdomen? Existe algo que melhore ou piore os seus sintomas? Se a criança chora ou grita. Onde está a criança colocando as suas mãos? Se ela for tocada em algum ponto em especial, ela grita?

Em certos casos um completo diagnóstico Alopatico é conveniente porque certos sintomas que aparentemente nos parecem insignificantes podem esconder casos mais graves como pneumonias ou outras infecções que necessitem de uma intervenção mais especifica e rápida. Em especial quando não existe uma confiança total e absoluta nos nossos conhecimentos e nos poderes da Homeopatia. Nunca devemos esquecer as palavras de Hahnemann quando diz que a função principal do médico é curar o doente e salvar vidas. Alopatia apenas causa supressão dos sintomas à custa de protelar a doença para niveis mais profundos e quase sempre mais graves. Mas também é verdade que “enquanto o pau vai e vem, folgam as costas...” e, o que será pior? Suprimir ou deixar morrer um paciente? Claro que a segunda é bem pior. Eis a razão, porque não posso considerar a alopatia, como sendo um mal tão grande, como alguns por aí tentam classificá-la.

Dinis S Luis (DHom) (UK)
Homeopatia Clássica
Hopelawn -
Fonte:www.homeophaticum.com

Formado em Homeopatia Clássica pela "School of Homeopathy" de Misha Norland com sede em Devon, Inglaterra e filial em New York USA.
Sobre o que escreve:
Homeopatia em geral. Estudos sobre filosofia Homeopatica, matéria médica e repertorização.
Homeopatia Clássica
Hopelawn - UF

Curso de Homeopatia à Distância (de Portugal) para médicos e não médicos do Dr. Dinis:
contato:
dsl2348@hotmail.com

A PROFISSÃO DE TERAPEUTA OU HOMEOPATA NÃO MEDICO NÃO É PROIBIDA. (postado por Martha Follain)
A profissão de Terapeuta Holístico é LÍCITA, ou seja, inexiste Lei que a preveja, limite ou impeça o seu LIVRE exercício. Entretanto, ela não é REGULAMENTADA, ou seja, não existe Lei ou Decreto Federal específicos sobre o tema. A ausência de Regulamentação pelo governo para muitas profissões tem sido altamente benéficas, para outras, nem tanto, pois a colocam como alvo de polêmicas e perseguições. A correta interpretação da Constituição Federal garante que a ausência de regulamentação por Lei Federal torna LIVRE o exercício profissional. A CBO - Classificação Brasileira de Ocupações registra mais de 30.000 profissões e destas, cerca de 17 possuem Lei regulamentando e órgão de fiscalização próprio. Ou seja, via de regra, a esmagadora maioria das profissões brasileiras são desregulamentadas, cabendo à "lei de mercado" a seleção dos trabalhadores, daí a grande importância da filiação a um SINDICATO DE CLASSE - Onde o profissional recebe sua Carteira e Certificado de terapeuta holístico credenciado, cuja adesão espontânea por parte do profissional, isso possibilita ao público interessado selecioná-los como seus escolhidos.


www.floraisecia.com.br





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