São Paulo, 23/11/2017        
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Os piores dentre os piores
ou
(Seriam os deuses ambientalistas?)

Eloah Margoni

Tal como febres, cefaléias, vômitos, gripes, adinamia, diarréias, calafrios, depressões, corizas amareladas e tremores são intercorrências comuns às pessoas, mas não se espera que apareçam tão amiúde num mesmo indivíduo, sob o pretexto de desvio da normalidade e caracterização de doença grave, também terremotos, maremotos, enchentes, erupções vulcânicas, nevascas, invernos terrivelmente congelantes e secas devastadoras são eventos típicos da Terra, mas se recrudescem tanto e assustadoramente, tornam-se sintomas gritantes de alarme, sinais de erros das civilizações e/ou de desvios da normalidade. Mostras de que a Terra está mais inóspita. Talvez chacoalhando, do seu dorso, parasitas impertinentes. “A pior seca em cinquenta anos, a pior enchente em vinte, a pior tempestade em quarenta, a pior erupção vulcânica do século, o pior inverno em duzentos anos, tempestades que nunca se viram antes”, e por aí vai...
Isso me lembra de tristes ironias. Desde há mais de trinta anos, ambientalistas e ecologistas estávamos alertando a respeito da iminência das mudanças climáticas, sobre a destruição da camada de ozônio, protetora da vida, e também da enorme espoliação de recursos naturais. Queríamos justamente evitar tudo isso; não éramos nem somos alarmistas. É que fatos são fatos! Depois, com os anúncios de cientistas de todo o mundo sobre as mudanças climáticas, muita gente quase calou a boca. “Quase”, pois se tiveram de engolir a tese, as ações preventivas e curativas não aconteceram realmente, nem há vontade política para tal em parte alguma... A crença generalizada na onipotência do ser humano foi o que mais pesou. E já ouvi gente que até gosta de nós pessoalmente, gente “sensível e progressista” em outros aspectos, dizer que não somos muito simpáticos, que nossa ansiedade e contundência no discurso não causa empatia... Que se diga agora aos ilhados e atingidos pelas águas, que tentem falar com calma com as mesmas, para ver se elas se convencem e recuam. Ora, façam-me o favor!
Ah! Há outra linha interessante. Aqueles que, ainda confortáveis em suas casas lendo seus blogs favoritos, adotam a tese da anistia total das ações humanas nas mudanças climáticas! Acreditam eles nos que asseguram que isso tudo acontece não por atitudes antrópicas, mas porque o sol está esquentando mesmo.... E por que não avisaram disso antes!? Teriam obrigação de fazê-lo!
Os ecologistas seriam videntes? Sabíamos de tudo o que viria a acontecer? Dizíamos que as mudanças climáticas chegariam e acertamos, infelizmente; só que seria por outro motivo? A tese do súbito aquecimento solar, no caso... Quem conseguir acalmar a consciência com isso tem sorte. Muitos de nós não podemos fazê-lo! Outro ponto a ser colocado é que mesmo seguindo corretamente a cartilha, muito faltará para que boas novidades climáticas apareçam. Tampouco estaremos livres de que algum meteoro louco acerte a Terra e acabe com tudo de vez. Isso sim pode ser chamado de evento aleatório no qual não nos caberá nenhuma culpa, mas não outros!

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