São Paulo, 24/10/2019        
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Ameaças de Verão
Pulgas, carrapatos, sarnas, bicheiras, bernes... Saiba como manter seus animais e sua família longe desses parasitas
Não são apenas o calor e as chuvas que aumentam com o verão. Uma porção de pequenos parasitas que podem trazer graves problemas são mais comuns nessa época. Pulgas, carrapatos, Sarnas, Miíases (mais conhecida como bicheira), berne e até as “moscas de ponta de orelha” podem comprometer gravemente a saúde do seu animal e pedem medidas especiais.
“Inspecionar regularmente a pele do bicho e observar os principais sintomas como coceira, vermelhidão, descamação e feridas e o local onde ele vive é uma das principais medidas preventivas”, explica Rosângela Ribeiro, professora de veterinária e conselheira técnica da ARCA Brasil. As pulgas, os carrapatos e as “moscas de ponta de orelha” podem ser observados no pelo do animal ou localizados no ambiente (veja foto), enquanto sarnas, bernes (larvas de moscas no tecido subcutâneo) e bicheiras (idem) nem sempre são tão evidentes, mas podem ser notados por vistoria direta da pele ou quando os sinais estão mais avançados.
carrapato
mosca berne
pulga
Banhos regulares, com higienização dos ouvidos e a limpeza freqüente do ambiente onde o animal vive, com retirada imediata das fezes, reduzem o risco de infestações. “Para afastar bernes também pode ser utilizado um comprimido especifico à base de Lufenuron (Program) uma vez por mês e, no caso das ‘moscas de ponta de orelha’, pomadas repelentes e citronela”, enumera Rosângela.
Controle
“Após as infestações é fundamental o controle dos parasitas no ambiente” explica a veterinária da ARCA Brasil. Para isso podem ser usados produtos parasiticidas, que nunca devem ser aplicados diretamente nos animais. “Na prevenção e controle de pulgas e carrapatos existem formulações já consagradas e seguras para cães e gatos. Outras à base de inseticidas piretroides (observar a fórmula dos produtos) necessitam maior cuidado na aplicação e muitas não podem ser utilizadas em gatos”, completa.
Já o tratamento da bicheira depende do grau de infestação. Nem sempre os três comprimidos do remédio Capstar, um por dia durante três dias, como recomendado em e-mails que circularam recentemente, pode ser a melhor solução. “Se tiver poucos dias, com larvas e dano tecidual pequenos, pode ser usado o Capstar. Lembrando sempre de retirar todo pelo ao redor da ferida , limpá-la diariamente com solução anti-séptica e proteger o local e aplicar sprays repelentes (produtos disponíveis em lojas especializadas) ao redor da ferida para evitar nova infestação”, previne Rosângela.
Ela avisa que no caso de bicheiras mais graves, em locais mais complicados como boca, anus e regiões próximas aos olhos e ouvidos, é necessário o uso de anestesia, que deve ser realizada por um médico veterinário, para retirada de todas as larvas e limpeza da ferida.
No caso da berne (originária da mosca Dematobia hominis) é melhor evitar sprays ou inseticidas que matam a larva. Tirá-la por conta própria também é complicado, pois ela possui espinhos e deve ser extraída por inteiro, sob o risco de o animal desenvolver quistos, abscessos e infecções. A melhor medida é procurar um veterinário assim que avistadas as primeiras lesões para que ele indique o melhor tratamento.
O combate às sarnas (causadas por tipos específicos de ácaros) se baseia na administração subcutânea ou oral de medicamentos a base de ivermectina, mas depende do tipo de sarna. “Se for a sarna negra ou demodécica, o tratamento leva meses e necessita de um acompanhamento do médico veterinário, pois é uma doença que não tem cura, existe somente o controle dos sintomas. Já no caso da sarna vermelha ou escabiose , o tratamento consiste somente em 2 aplicações de ivermectina , com intervalos de 15 a 21 dias e desinfecção do ambiente”, explica Rosângela.
Quanto às “moscas de ponta de orelha”, o controle é repelente.
Perigos das doenças parasitárias causadas por carrapatos , pulgas e ácaros
Este conjunto de parasitas pode transmitir muitas doenças para os animais e também para os homens. “São desde graves hemoparasitoses (babesiose e erlichiose , doença de lyme), até processos alérgicos que causam grandes sofrimentos os animais predispostos e até feridas que podem levar à infecções bacterianas, sepse (infecção geral grave do organismo por germes) e até óbito”, elenca Rosângela Ribeiro. Ela ainda lembra que as pulgas causam a DAPP (dermatite alérgica à picada de pulga) que pode apresentar feridas avermelhadas e queda de pelo, principalmente na região ventro-dorsal (leia reportagem sobre o controle de pulgas).
A melhor medida é sempre prevenir, tomando cuidado com a auto-medicação. O melhor caminho é consultar o profissional de veterinária que saberá reconhecer o que está incomodando nossos companheiros peludos e a maneira mais adequada de tratá-los.
As Empresas Amigas Dos Animais e da ARCA Brasil, Centagro e Duprat, fabricam sabonetes, shampoos e sprays com efeito residual preventivo. Também existem no mercado produtos que agem pelo contato (spot-on) de maior duração. Produtos com efeito residual podem, eventualmente, acabar com a infestação por efeito indireto, quando usados por mais de um ano. Consulte sempre o seu veterinário antes de usar qualquer produto.

FONTE: arcabrasil@arcabrasil.org.br

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