São Paulo, 24/05/2017        
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ARTIGOS     
 

As teorias científicas parecem bem fundamentadas na dança do universo, sob a grande proposta intelectual, que aborda sobre os conflitos entre ciência e a religião, no decorrer de séculos. Se existe um ser imaginário velho, barbudo, onisciente, onipresente, dentro da linha imaginária humana, é inadimissível que ele critique o debate e não dê qualquer respaldo aos questionamentos de Sócrates, Platão, Copérnico, Kepler, Newton, Darwin, depois do magistral retoque de Albert Einstein.
O homem pisou na Lua, colocou naves e sondas precisas em projetos orçados a custos estratosféricos, astronômicos, a caminho de Marte e de outros planetas, tudo para matar sua curiosidade, em busca de certezas sobre a incerteza de sua existência, por sentir-se solitário, disperso, flutuante no espaço. Se antes era cativante desvendar os mistérios da terra e do mar, hoje, porém, o intrigante é saber o que existe no mundo dos novos sóis e planetas.
A descoberta de mais de 300 planetas fora de nosso sistema solar nos últimos anos, ajudou a redefinir o provável número deles habitados, mesmo que seja por qualquer forma de vida. Segundo um artigo publicado na revista especializada Internacional Journal of Astrobiology, estima-se que haja, pelo menos, 361 civilizações inteligentes em nossa galáxia, e possivelmente 38 mil fora dela. Embora isso permaneça no campo das hipóteses, das especulações ou de adivinhação, existe um trecho bíblico de exaltação às grandes moradias construídas para os filhos do Criador (João 14:2). Para quem crê, sempre há esperança, um prato cheio, um disco viajante.
Formar a vida é difícil, mas deixá-la à deriva da evolução é bem mais fácil, de maneira que existem possibilidades fortíssimas de uma pluralidade de mundos espalhados pelos cosmos, com formas de vida diferentes, semelhantes, ou muito mais evoluídas do que a nossa.
Os exobiólogos vasculham os céus com os rádios telescópios e buscam sinais e vozes de outras civilizações, de planetas do tamanho e condições de habitabilidade semelhantes às da Terra. Pois bem, será que ele não está sendo ingênuo, esperando sinais em códigos indecifráveis, sem ter qualquer noção sobre quais freqüências que os extraplanetários enviam suas mensagens? Ainda acho difícil estabelecer um contato, já que não existe, sequer, idéia da forma, de sua linguagem, de seu comportamento. Possibilidades há, inclusive, de algumas populações viverem em estado espiritual, e que, cujo contato com os humanos, seria um misto de veneração ou de muito medo, de terror, certamente.
Se eles chegarem ao nosso planeta, não restam dúvidas que são muito mais evoluídos, porém, não necessariamente, mais inteligentes, já que estamos, ainda, no engatinhar das aplicações tecnológicas, mas sempre com o anseio de viajar na velocidade da luz.
Mas vamos refletir: o que poderia ocorrer se tivéssemos contato com outra civilização inteligente? Certamente, deixaríamos de lado as inúmeras dificuldades, para aprender e compartilhar sobre o destino da vida, ampliar o uso tecnológico para as viagens interestelares de intercâmbio, e resolver, de vez, todos os problemas sociais, como a fome, o racismo e a intolerância religiosa; seria a notícia mais auspiciosa já anunciada e que provocaria uma revolução na ciência, e todas as leis propostas por Kepler, Newton e Einstein, cairiam por terra, ou melhor, iriam para o espaço. O homem terrestre, acostumado na sua impertinência, sairia do invólucro da ignorância, da imponência, da prepotência do especismo e aceitaria conviver e respeitar todos os semelhantes e assemelhados, dentro dos princípios éticos e moral, que regem toda a natureza.
JOÃO O. SALVADOR é biólogo.
salvador@cena.usp.br

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