São Paulo, 19/07/2019        
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Florais de Bach para animais
 
ARTIGOS     
 
Muito já escrevi sobre animais e as maldades infringidas a eles pelo ser humano, dito racional. Sobre cavalos exauridos atrelados a carroças, sobre animais treinados para se apresentar em circos, rodeios, rinhas, arenas, protagonizando espetáculos de extremo mau gosto.
Também muito discorri sobre as vítimas inocentes da indústria da carne, quando o homem cada vez menos se preocupa com o sofrimento que delega a eles, importando-se apenas com o lucro que pode obter nesse cruel comércio. Não há dignidade na criação e nem no abate, que deveria ser humanitário, isto é, sem causar dor desnecessária.
Apesar de tudo o que padece pelas mãos do homem, o animal irracional é capaz de nos dar lições surpreendentes e maravilhosas.
Vi uma reportagem sobre dois cães vira-latas, companheiros de infortúnio, que atravessavam uma movimentada avenida quando um deles foi atropelado por um carro em alta velocidade. O motorista nem parou para ver o estrago que fez. O animal morreu em seguida, mas o amigo ficou ao seu lado protegendo-lhe o corpo para que outros carros não o esmagassem. Ficou ali ao lado do amigo, correndo risco de morte, ora colocando a patinha sobre ele querendo reanimá-lo, ora cobrindo-o com o próprio corpo, fazendo com que os carros se desviassem .
Um fotógrafo documentou o acontecimento dramático por duas horas. Muita gente parava e ficava comovida observando a cena. O cão só saiu de perto do amigo morto quando veio o resgate e levou-o dali.
Quando vejo pessoas que se dizem amigas e traem nossa confiança, fico pensando no cão vira-lata que não abandonou o companheiro até o último instante.
Quando se tem notícias de mães que desprezam o feto dentro dos ventres e os abortam, ou abandonam bebezinhos recém-nascidos em lixeiras, ou simplesmente os atiram pela janela numa sacola plástica, como houve um caso recente, lembro-me daquela história comovente da gatinha de rua que salvou um a um seus filhotes de um incêndio pavoroso. Foi resgatada do galpão em chamas pelos bombeiros, mas voltou ao local do fogo sem que ninguém entendesse o porque, até que voltou trazendo pelo cangote um gatinho recém-nascido. Em seguida retornou ao prédio e trouxe o segundo gatinho, o terceiro, o quarto, até que pôs a salvo o último filhote. Eram cinco bebês, e quando depositou em local seguro o último, estava completamente extenuada e com queimaduras expostas pelo corpo todo. Os bombeiros a levaram para atendimento veterinário e a gata levou várias semanas para se recuperar, sempre amamentando os seus filhotes carinhosamente. Essa história ficou conhecida mundialmente e muita gente se ofereceu para adotar a corajosa mãe.
Estas duas histórias verídicas mostram como temos muito a aprender com os animais e a sua capacidade de amar, mesmo sendo irracionais. Para refletirmos nesta semana franciscana dedicada a eles.
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Ivana Maria França de Negri é escritora
e-mail ivanamfn@yahoo.com.bn
Publicação autorizada, desde que os CRÉDITOS SEJAM CONSERVADOS E
FONTE CITADA: site “Florais e Cia” – www.floraisecia.com.br


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