São Paulo, 23/11/2017        
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Florais de Bach para animais
 
ARTIGOS     
 
Sequestro de carbono para salvar nossa atmosfera ou terras agricultáveis para dirimir a fome da populacão crescente do planeta?
O tema das Mudanças Climáticas tem sido o mais impactante nesses ultimos anos, haja vista a projeção que ganhou na midia.
Sabemos que nossa responsabilidade na contribuição é cerca de 1/5 (20%) das emissões globais de gases de efeito estufa.
Aqui 70% de nossas emissões vem do desmatamento.
Para se ter a dimensão do impacto da destruição das florestas, sua derrubada diária emite a mesma quantidade de dióxido de carbono (CO2) que 8 milhões de pessoas viajando de avião de Londres a Nova Iorque todos os dias.
A conservação das florestas e o pagamento pelos serviços ambientais (PSA) que elas prestam à humanidade são ainda a maneira menos onerosa e de mais fácil aplicação para o benefício e retenção da emissão dos GEE (gases de efeito estufa).
Estima-se que para evitar a emissão de cada tonelada de CO2 na atmosfera pelas queimadas, seriam gastos apenas 20 dólares.
Trata-se, além do mais , de uma questão ética na relação homem e natureza, bem como o respeito às outras espécies e à biodiversidade!
Surge, então, a clássica questão: '"Como sustentar 7 bilhões de indivíduos?"
A lógica do desmatamento é econômica. A floresta derrubada para a implantação de agricultura e outras atividades econômicas vislumbram um horizonte de curto prazo.
Há falta de vontade política, de planejamento integrativo e a longo prazo, já que a lei da cooperação deverá imperar sobre a do domínio econômico e sua hegemonia sobre o bem estar de gerações futuras.
Novas fronteiras paradigmáticas estão sendo derrubadas, e ainda nesse século, sofremos com uma visão tosca herdada do século XX, onde a lei de competição e a disputa sobrepujou a da cooperação.
Os países desenvolvidos cresceram desenfreadamente danando suas florestas, seus solos, suas águas... e seus indivíduos.
Agora, considerando-se que para vencer o desafio de chegar a 2025 com índice zero de fome no mundo, seria necessário investimento entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões por ano, que é um valor infinitamente menor do que o que se gasta com guerras, segue outra pergunta: Por que não há interesse político em investimento massivo contra a fome?
Essa meta está entre os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – melhorias de caráter social, econômico e ambiental definidos pela Organização das nações Unidas (ONU) na Cúpula do Milênio, realizada em 2003 em Nova York.
Estima-se que existam hoje 854 milhões de pessoas subnutridas no mundo. Segundo a UNESCO uma criança pobre morre a cada 3 segundos.
Os pequenos produtores são os que mais sofrem com a falta de crédito, posse insegura de terra, sistema de transporte insuficiente, baixos preços e relações de negócios com agronegócio pouco desenvolvidas.
Em todo o mundo, a agricultura é o setor onde se encontra a esmagadora maioria de crianças trabalhadoras - cerca de 70%. Mais de 150 milhões de meninas e meninos, menores de 18 anos, trabalham na produção agrícola e pecuária, ajudando a suprir parte do que comemos e bebemos e a fornecer as fibras e outras matérias-primas necessárias à produção de outros bens. Trabalho infantil, de acordo com as convenções da Organização Internacional do Trabalho é todo aquele trabalho que prejudica o bem-estar das crianças e que compromete a sua educação, desenvolvimento e vida futura.
Investimentos de grande envergadura em tecnologia e inovação em paises em desenvolvimento são absolutamente necessários para a garantia do cia e da conquista do tão desejado status de SUSTENTABILIDADE.
E vem mais uma pergunta: são feitos? A resposta mais certa é: são desviados.
Dar valor ao Meio Ambiente e colocá-lo a venda, parece ser a única saída para mantê-lo ainda funcionando por mais tempo.
Colocar a natureza "dentro" do mercado, fundir sua alteralidade à economia, será então um resgate ao valor de algo imponderável?
Valores são absolutamente subjetivos - o que é riqueza aqui pode ser pobreza acolá. Fica dificil parametrizar, standartizar o mundo, não é mesmo?
Talvez, a água seja a moeda de troca do proximo seculo, ou mesmo o ar, já que a ação antrópica dos ultimos 150 anos criou o desequilíbrio ambiental que assistimos agora.
Pelo visto "A FOME" é só uma questão de ponto de vista estratégico!

Maria Aurélia Jordão
55*11*83941767
55*11*35781767
www.majca.net
" A água é a mãe de todas as coisas" (Píndaro)
Publicação autorizada, desde que os CRÉDITOS SEJAM CONSERVADOS E
FONTE CITADA: site “Florais e Cia” – www.floraisecia.com.br







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