São Paulo, 14/11/2018        
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Florais de Bach para animais
 
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A história dos pit bulls começa há cerca de dois séculos.
Em 2000 a.C. os babilônios já usavam cães muito grandes em seus exércitos.

Em 1600, cães eram utilizados para caça pesada. Esses cães eram descendentes dos grandes cães molossos.
Em 1800 eram comuns as lutas entre um urso e um bulldog, e tornaram-se diversão popular. Eram as chamadas “bear baitings”. O bulldog já era muito parecido com o atual pit bull.
Em 1830 uma nova modalidade de luta surgiu: o “bull baiting”, e tornou-se o entretenimento das massas. O “bull baiting” era um “esporte” que consistia em atiçar bulldogs contra um touro amarrado pelo pescoço, para que estes pudessem derrubá-lo, mordendo-o pelo nariz. Era muito comum, especialmente na Inglaterra. Além do touro, outros animais eram utilizados: leões, texugos e até macacos. O bulldog apresenta compleição mais robusta, como o atual pit bull.
Em 1850 o “bull baiting” foi proibido. Então, as lutas entre cães tornaram-se populares. O bull and terrier, menor e mais ágil, substituiu o bulldog - está formado o pit bull.

Atribui-se ao termo “bulldog”, duas origens:
Primeira: diz respeito à aparência de um determinado cão, desenvolvido na Inglaterra, na segunda metade do século XIX. O cão, hoje conhecido como bulldog inglês, é na realidade, uma distorção criada a partir de 1860, baseada no ideal para ser um bullbaiter.
Segunda: origem mais antiga. Era qualquer cão capaz de ser efetivamente, utilizado como bullbaiter.

Dentro desta classificação, eram bulldogs:
Na Inglaterra: o bulldog propriamente dito, que evoluiu para o moderno pit bull.
Na Alemanha: o mastim bullenbusser, que resultou no boxer.

Os estudiosos aceitam que o bulldog derivou dos mastiffs. O bulldog foi sendo selecionado dentre os mastiffs de menor porte e maior agilidade.
No início das lutas de cães, o bulldog ainda era o cão mais utilizado. Porém, um cão mais leve era desejado. Para atingir esse objetivo, o bulldog foi cruzado com outros tipos de cães - os game terriers.
Portanto, a origem do pit bull tem duas correntes:
- o pit bull é, exatamente, o antigo bulldog;
- o pit bull é o resultado do cruzamento do bulldog com os game terriers.
Pesquisadores dizem que a segunda tese, parece mais lógica.
De qualquer forma, os ancestrais imediatos do pit bull foram os pit fighting dogs, oriundos da Irlanda e Inglaterra, a partir de século XIX.
Foram levados para os EUA, e nos EUA, a raça começou a divergir um pouco - além de utilizados em rinhas, eram usados como catch dogs - gado e porcos desgarrados - e como guardas da propriedade e da família.
O pit bull popularizou-se, a ponto de ser símbolo dos EUA na primeira Guerra Mundial.

O pit bull, atualmente, causa muita polêmica. A raça, inicialmente, foi desenvolvida para rinhas, para brigas entre cães. Os combatentes eram animais do mesmo sexo: por isso, durante muito tempo, a seleção com essa finalidade era feita escolhendo-se aqueles filhotes que não gostassem muito da companhia de outros cães. Portanto, o pit bull não tolera bem outros animais - do mesmo sexo, quer sejam maiores ou menores. Ele é agressivo com outros animais - no entanto, essa característica pode ser amenizada com adestramento e socialização.
O pit bull descende de inúmeras gerações de game dogs, e embora tenha sido criado para combate, também é ótimo caçador. Atualmente, exerce a função de cão de companhia (mais do que guarda) e, é indiscutível a lealdade com seus donos. Assim, há os que defendam a raça como dócil e leal.

O pit bull vem sofrendo diversas restrições legais em diversos países do mundo: a Inglaterra e a França proibiram a criação da raça. Mas, estatisticamente, cerca de 60% de ataques ocorridos, tiveram como autores os SRD - os vira-latas.

É indiscutível a influência genética que sofrem os pit bulls. Porém, como a seleção atualmente não é mais para rinhas, eles tendem a tornarem-se menos agressivos. A proposta de criação, no Brasil, é direcionada para guarda e companhia (estima-se que o Brasil tenha hoje, mais de quarenta mil pit bulls).
A solução não é a extinção da raça - com o tempo, as características agressivas genéticas, perdem sua força. Com a devida socialização, uma criação amorosa e adestramento, o pit bull poderá ser “alforriado”.
O pit bull não é anjo nem demônio - é mais uma vítima, da espécie, essa sim, a mais agressiva e cruel que se tem notícia: o ser humano.
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Martha Follain:
Formação em Direito;
Neurolingüística, Hipnose, Regressão.
Terapia Floral de Bach - para animais e humanos.
CRT 21524
www.floraisecia.com.br
TEXTO REGISTRADO NA BIBLIOTECA NACIONAL - DIREITOS AUTORAIS

Publicação autorizada, desde que os CRÉDITOS SEJAM CONSERVADOS E
FONTE CITADA: site “Florais e Cia” – www.floraisecia.com.br


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