São Paulo, 24/05/2017        
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Florais de Bach para animais
 
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“O Mundo e o Universo são lugares extremamente belos, e quanto mais os compreendemos mais belos eles parecem” - Richard Dawkins (1941- zoólogo queniano, etólogo, evolucionista, escritor de divulgação científica, professor da Universidade de Oxford - atualmente reside na Inglaterra).

Charles Darwin publicou em 1859, o livro “The Origin of Species” lançando a Teoria da Evolução pela Seleção Natural. A palavra evolução vem do latim “evolutio” e significa “desabrochamento”. Evolução é qualquer processo de crescimento, mudança ou desenvolvimento. Darwin afirmou que as espécies animais e vegetais, existentes na Terra, não são imutáveis. As espécies sofrem, ao longo do tempo, uma modificação gradual. Darwin partiu da observação segundo a qual, dentro de uma espécie os indivíduos diferem uns dos outros. Há, portanto, na luta pela existência uma competição entre indivíduos de capacidades diversas. Os mais bem adaptados são os que deixam maior número de descendentes.
Darwin atribuiu a mesma origem a todas as espécies - todos os organismos da Terra descendem de um único ancestral.
Charles Robert Darwin (1809-1822) consagrou-se como naturalista, começando a se interessar por história natural na universidade, enquanto era estudante de medicina, e depois de teologia. A sua viagem de cinco anos ao redor do mundo, a bordo do navio de pesquisas “Beagle”, trouxe-lhe fama como escritor. O capitão do navio, Robert FitzRoy, convidou Darwin , então com vinte e dois anos, para integrar a equipe do “Beagle”. O capitão zarpou com dois objetivos, um a serviço do Império Britânico: mapear a costa da Patagônia. O outro era pessoal: encontrar provas científicas de que o mundo havia sido criado de acordo com os relatos da Bíblia. Mal sabia que Darwin criaria uma teoria totalmente contrária à da autoria divina. Por suas idéias, Darwin ganhou o epíteto: “o homem que matou Deus”.
As pesquisas mais famosas foram feitas nas Ilhas Galápagos, um arquipélago no Oceano Pacífico.
Porém, a teoria de Darwin ainda que, experimentalmente explicada, não havia sido ainda comprovada. Faltava saber como é que ocorrem as alterações que levam à evolução e qual o processo que permite que essas alterações passem de geração em geração.
Assim, surgiu o Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução que, associa a Teoria de Darwin aos fatos descobertos pela genética: todos os seres vivos possuem um código genético baseado na estrutura do DNA, que é fundamentalmente a mesma desde as bactérias até o ser humano, constituindo evidência de parentesco evolutivo, que não seria necessária caso os seres vivos tivessem sido criados isoladamente.
Entre 1936 e 1947 esses conceitos de genética e de evolução foram unidos pelos matemáticos John Burdon Haldane (1892-1964) e Ronald Fisher (1890-1962), pelos biólogos Theodosius Dobzhansky (1900-1975), Julian Huxley (1887-1975) e Ernst Mayr (1904-2005).
No Neodarwinismo, além da integração entre genética e evolução, outras ciências passaram a fazer parte: paleontologia, sistemática, anatomia comparada, biologia molecular, bioquímica.
Na Teoria Sintética da Evolução a seleção natural é entendida como um processo que “escolhe” indivíduos mais adaptados, conjugado com a percepção genética, que entende a seleção natural como seleção indireta dos genes. Dessa forma, a competição pelos recursos ambientais na seleção natural não aconteceria apenas entre indivíduos, mas entre diferentes genes possuídos por esses diferentes organismos. E, o sexo (a reprodução) é a forma que os genes utilizam para sobreviverem: humanos machos tendo a função de tentar colocar seus genes nas fêmeas. E as fêmeas selecionando os melhores genes. Quer dizer, do ponto de vista genético, quanto maior for o número de mulheres com as quais um homem tiver relações sexuais, teoricamente, mais filhos ele terá.

A seleção natural e genes mutantes “fizeram” o ser humano. E, uma nova ciência da mente aconteceu ao final do século XX: a psicologia evolucionista. Premissa um dessa ciência: a mente já nasce quase pronta. Do ponto de vista da psicologia evolucionista a cultura não molda nosso comportamento. A afirmação é a de que o cérebro foi forjado ao longo de toda a evolução e que desejos, personalidade, etc, dependem de programas mentais.
Premissa dois: o cérebro humano evoluiu para o que é hoje, nos últimos duzentos mil anos, quando o “homo sapiens” apareceu. Do ponto de vista dos genes, ainda estamos no Paleolítico.
Porém, Carl Sagan, em seu livro “Os Dragões do Éden”, citando Jacob Bronowski (1908-1974 - filósofo, matemático e cientista polonês) afirma:
“Jacob Bronowski, no último capítulo/episódio chamado “A Longa Infância” do livro e série de televisão “A Escalada do Homem”, descreve o extenso período de tempo - mais longo em relação à duração de nossas vidas do que em qualquer outra espécie - no qual os seres humanos mais jovens dependem dos adultos e exibem imensa plasticidade, ou seja, a capacidade de adquirir conhecimento a partir do seu ambiente e de sua cultura. A maior parte dos organismos terrestres depende de sua informação genética, que é “preestabelecida” no sistema nervoso em intensidade muito maior do que a informação extra-genética, que é adquirida durante toda a vida. No caso dos seres humanos, ocorre exatamente o oposto. Embora nosso comportamento seja ainda bastante controlado pela herança genética, temos, através de nosso cérebro, uma oportunidade muito mais rica de trilhar novos caminhos comportamentais e culturais em pequena escala de tempo. Fizemos uma espécie de barganha com a natureza: nossos filhos serão difíceis de criar, mas em compensação, sua capacidade de adquirir novo aprendizado aumentará sobremaneira as probabilidades de sobrevivência da espécie humana. Além disso, os seres humanos descobriram nos últimos milênios de nossa existência não apenas o conhecimento extra-genético, mas também o extra-somático: informação armazenada fora de nossos corpos, da qual a escrita é o exemplo mais notável.”
E, Richard Dawkins (zoólogo), acrescentou mais uma idéia à da seleção natural focada nos genes, e esta idéia é que existem “memes” (expressão cunhada em 1976 em seu livro “O Gene Egoísta”), uma metáfora para caracteres da herança cultural como os genes são da herança biológica. Esses “memes” são idéias e costumes que podem se comunicar, cooperar e competir entre si.
Nesta direção, a Drª Luci Banks-Leite, professora de Educação da Universidade de Campinas (Unicamp), afirma: “O homem não nasce humano. Ele possui sim, a capacidade de tornar-se humano. Aprender a falar uma língua, por exemplo, é uma exclusividade humana que só se realiza com o contato com outros que falem. Nem mesmo a postura bípede se desenvolve sem o contato com outros seres humanos”.
O que tudo indica é que, nossa “natureza humana” não é apenas genética, mas fruto de convivência. Crianças abandonadas que cresceram longe de outros seres humanos (isoladas ou adotadas por animais), comem carne crua, frutas e raízes; andam de quatro e nuas; não falam e emitem grunhidos.
O primeiro registro sobre uma criança encontrada entre animais foi de Jean Jacques Rousseau, em 1344, em seu livro “Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens” - um menino encontrado em Hesse, Alemanha. Porém, há relatos recentes: o menino russo Andrei Tolstyk, abandonado aos três meses e criado por cães, descoberto na Sibéria, em 2004, aos sete anos, andando de quatro, latindo e “farejando” tudo que encontrava.
E, há os casos, bem documentados, de Victor (nome dado pelo médico e educador francês Jean Itard, que se encarregou de sua criação), menino francês, encontrado em Aveyron por caçadores, em 1799, o do alemão Kaspar Hauser e o da indiana Kamala de Midnapore, criada por lobos.
Em 1928, Edwin Ewart Aubrey (filósofo e teólogo escocês) postulou: “O homem não nasce como um ser cultural já completo com instintos inalienáveis, que determinem o curso inevitável de seu desenvolvimento”. Aubrey concluiu que, a “humanidade” do homem aparece no contato social, tornando-se parte do indivíduo. O comportamento do homem é mais aprendido do que genético.
A evolução é muito mais uma questão de convivência do que de competição: seja entre indivíduos ou genes. A própria preservação da espécie depende mais de parcerias do que de “rivalidades”.
A principal capacidade do homem é a de viver em sociedade. Podemos modificar o comportamento através do aprendizado, além da herança genética. Podemos compartilhar experiências, e ultrapassar etapas evolutivas que, geneticamente, demorariam muito tempo para acontecer. O que se sabe é que, nossa espécie sofreu adaptações e mutações muito rápidas e recentes (e não lentas e graduais, como explica o Darwinismo).
E, até agora, a evidência fóssil não revelou os “elos perdidos”. As formas mais simples e transitórias que evidenciariam evolução gradual e progressiva não são encontradas nas várias camadas geológicas da Terra. Uma nova espécie surge subitamente na evidência geológica. Steven Jay Gould (biólogo e geólogo de Harvard) considera a evolução mais como o despontar de vários ramos em uma árvore do que uma lenta subida em uma escada. A evolução pode ser acelerada por certos mecanismos genéticos e pela transmissão da herança cultural.
Quando um grupo social descobre uma outra cultura e a valoriza, cada vez que uma pessoa aprende com os talentos de uma outra, toda vez que aceitamos o conhecimento que emerge de nosso interior, estamos contribuindo para a construção do caminho de nossa própria “evolução”.
E, existe algo mais “divino” do que conviver?
Como disse Albert Einstein: “Charles Darwin não matou Deus. Só descobriu onde ele estava”. E, esse “lugar” talvez, seja o interior de cada indivíduo.
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Martha Follain:
Formação em Direito, Neurolingüística,
Hipnose, Regressão,Reiki, Psicoterapia Holística.
Florais de Bach e Aromaterapia - animais e humanos.
CRT 21524
www.floraisecia.com.br
Texto registrado na Biblioteca Nacional - Direitos Autorais.
Ao publicar conserve os créditos.









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