São Paulo, 25/06/2019        
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Florais de Bach para animais
 
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Por ser uma estação de temperaturas elevadas e de muita chuva, o verão favorece a propagação de certas doenças endêmicas, cuja dispersão se relaciona com o aumento do número de vetores do agente causal. Uma delas é a dengue, uma doença febril aguda, causada por um vírus, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que oferece sérios riscos à saúde humana, podendo levar o contaminado à morte. Existem os que são picados e não desenvolvem a doença, graças às características do sistema imunológico de cada um.
A dificuldade em combatê-la ou erradicá-la, está relacionada às condições ecológicas, subnotificação, despreparo técnico e, principalmente, com as mudanças nas administrações de prefeituras, que podem anular ou descaracterizar a proposta eficiente de controle ao agente transmissor.
Quem pica é a fêmea - de hábito diurno – porque necessita do sangue em seu organismo para amadurecer seus ovos e assim dar seqüência no seu ciclo de vida.
A dengue pode ser, também, importada, adquirida em outros locais, já que o período propício para a sua propagação, coincide com a época de veraneio, de férias, de viagens recreativas. Ao picar uma pessoa contaminada, o mosquito contrai o vírus, podendo causar sua dispersão. A única forma de transmissão é através da picada.
A reprodução do Aedes se dá, preferencialmente, em água limpa e estagnada. Por este motivo, as campanhas educativas ajudam na prevenção, na fiscalização de residências, no sentido de eliminar os focos domiciliares do vetor.
Em uma recente pesquisa, realizada pela bióloga Alessandra Laranja e pela docente Hermione Bicudo, do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), aponta a eficiência da borra de café (o pó que fica após a passagem da água fervente) no controle da larva, que pode substituir a areia nos pratos dos vasos, ou usada nas axilas das bromélias, que armazenam água. Além disso, funciona como fonte de certos nutrientes para as plantas.
Se de um lado sem a larva não há mosquito, e sem mosquito não existe dengue, a melhor medida é a prevenção. O manejo integrado de seu controle, envolvendo a aplicação de biocida específico, a educação e a conscientização, com a ação efetiva dos órgãos públicos na emissão de panfletos ilustrativos, palestras nas escolas e campanhas, utilizando-se da imprensa, são as principais medidas de controle, já que não existe vacina para a dengue por conter quatro variedades de vírus.
Como visto, há como se prevenir, e como prevenir é melhor que “remediar”, antes que o município pague caro, ao investir parte de seu orçamento nas medidas profiláticas, sem a obtenção dos resultados satisfatórios, é melhor que cada um faça a sua parte. O melhor procedimento é pôr em prática, os conhecimentos que ajudam a eliminar os criadouros, bloqueando o ciclo reprodutor do mosquito de pernas longas e zebradas, que deixa, pela sua picada, marcas inconvenientes, incômodas e perigosas.
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JOÃO O. SALVADOR é biólogo do Cena
(Centro de Energia Nuclear na Agricultura)-USP
E-mail: salvador@cena.usp.br
colunista do Florais e Cia - www.floraisecia.com.br
Publicação autorizada, desde que os CRÉDITOS SEJAM CONSERVADOS E
FONTE CITADA: site “Florais e Cia” – www.floraisecia.com.br

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