São Paulo, 19/07/2019        
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Florais de Bach para animais
 
ARTIGOS     
 
Os animais domésticos podem deixar belas lições aos homens, ao oferecem grandes exemplos de amor incondicional, amizade, fidelidade, ternura, companheirismo e perdão. Esta relação interespecífica acumula, certamente, significantes benefícios aos humanos, que tentam buscar mais alegria e sentimentos pela vida.
Diante de tantas indagações, revelações e declarações, sobre o pensamento humano, de tanta frieza e de autoritarismo, espera-se que tudo o que anda acontecendo, neste momento, de desgaste, de desesperança e pessimismo, seja o estopim para mudanças.
O contato com os seres domesticados, há uma terapia ou magia curativa, necessária para aliviar a tristeza de pessoas depressivas, desamparadas ou idosas e amenizar o sofrimento de crianças com doenças crônicas. A convivência de crianças com cães ou gatos pode reduzir, inclusive, a probabilidade de sofrerem de alergias e asma pelo contato, permitindo que seus corpos construam defesas contra alergênicos. Há, portanto, uma tremenda incoerência em abandoná-los, com a temência da transmissão de doenças, pois, quando o animal é bem cuidado, não há risco.
Os pesquisadores relutantes, de grande sensibilidade, e de responsabilidade aguçada, apontam, dentro dos princípios holísticos universal, que há um princípio, de que o fim justifica os meios. Dentro dos princípios dos meios, a ética demonstra, além da existência da inteligência animal, que há tortura nas experiências científicas, de extremo sofrimento, mas eles agem, apesar de tudo, com paciência e resignação, mesmo porque, não têm voz, nem advogados de defesa, e, nem tampouco, conseguem passar o protesto silencioso, diante de tanta frieza dos cientistas e de seus covardes apadrinhados.
Os animais não agem apenas por condicionamento ou funcionam como meras máquinas movidas a instinto, autômatos biológicos, como sustentava o filósofo francês René Descartes. As evidências são suficientes para comprovar que são possuidores de estruturas e componentes anatômicos idênticos aos do homem e bastante desenvolvidos em algumas espécies. Além da inteligência, da capacidade de abstração e de raciocínio, eles têm vontade e iniciativa de comportamento, como diz Irvênia Prado, professora de neuranatomia da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, e que comunga, com outros cientistas, a existência da alma animal.
A análise de DNA mostra que há 99,4% de identidade entre o chimpanzé e homem, o que os tornaria “irmão” em vez de “primos”. Em recente descoberta, foi encontrado numa floresta, na Costa do Marfim, um conjunto de ferramentas rudimentares de pedra, que funcionava como um martelo para quebrar castanhas, atribuído a um bando de chimpanzés, cuja datação, indica que no período, o local não era habitado por agricultores, o que derruba os argumentos de alguns cientistas, que consideram o aprendizado por imitação.
Portanto, o macaco está certo em pleitear sua condição de gente. Afinal, o homem é um ser mutante, que difere apenas por ganhar o raciocínio e apresentar uma linguagem gramatical complexa. Mas é racional somente quando age com racionalidade. De resto, tornou-se um bicho esquisito, ganancioso e egoísta. Um bicho que retira impiedosamente animais de seus habitats, de seus filhotes ou de seus pais, como ocorre com as espécies amazônicas, de mercado garantido. Quem possui um casaco de pele, ou almeja a tê-lo, deveria sentir na própria pele que para fazer um simples casaco, dezenas de animais pagam com suas próprias vidas de forma cruel, em nome da vaidade humana. São atraídos por armadilhas, confinados em jaulas minúsculas, sem alimentos, sem cuidados veterinários e sujeitos às condições adversas do clima. Depois morrem afogados, envenenados ou eletrocutados, cozidos, ainda vivos, no caldeirão do diabo, para não estragar a pele.
E o verdadeiro circo de horrores continua na China. Há vídeos que mostram imagens estarrecedoras sobre gatos e cães que são torturados e mortos com requintes de crueldade. Muitos têm os olhos furados, cabeças esmagadas, corpinhos queimados ou chutados como uma bola de futebol.
Apesar de existirem tímidas razões para se crer numa grande mudança de conscientização humana, no sentido de se criar um relacionamento possível e passível com a natureza, espera-se que no futuro o homem possa conviver com outros seres sem pensar em destruir, de maneira absurda, os nossos ecossistemas naturais. Os animais são nobres e dignos de respeito. Jamais foi visto um animal declarar guerra, matar por dinheiro e jogar filhos no lixo. Apenas necessitam viver pacificamente, sem fome, sem cativeiro, sem sofrimento, principalmente pela crueldade da exploração e do abandono.
JOÃO O. SALVADOR é biólogo
Email:salvador@cena.usp.Br
Publicação autorizada, desde que os CRÉDITOS SEJAM CONSERVADOS E
FONTE CITADA: site “Florais e Cia” – www.floraisecia.com.br

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