São Paulo, 17/09/2019        
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Florais de Bach para animais
 
ARTIGOS     
 
O cérebro humano é uma máquina de inteligência, de imaginações, de criatividade, que possibilita, através da soma dos conhecimentos científicos, comprovada pela observação e experimentação, construir fatos importantes, tecnológicos, que dão, ao ser humano, o bem-estar, a melhoria na qualidade de vida. Sabe-se, no entanto, que em todo mundo existem conjuntos de sociedades com diferentes possibilidades e características de evolução, que dificilmente poderão usufruir, de imediato, dos benefícios tecnológicos.
De repente os fatos, trazendo à tona, os grandes disparates climáticos, com medições e comparações mais precisas, demonstram que essa qualidade de vida invejável também só tem o homem como usuário, que por sua imensurada ambição e egoísmo, não a transfere para outras espécies, ignorando a relação de dependência interespecífica, que forma a teia da vida.
Não se pode conceber que a grande esperteza seja o fruto de inteligência e, ao mesmo tempo, da ignorância, capaz de colocar as atividades antrópicas, como aceleradoras dos distúrbios gástricos, de refluxos e de regurgitamento do esofagismo terrestre. Muitos imaginam - com certa razão - que algumas matérias publicadas ou faladas, sejam veiculadas para apoiar direitos e benefícios legais e financeiros de certos grupos e instituições, para facilitar maior alocação de recursos em projetos de pesquisa. Já se tem, inclusive, uma noção aritmética e física da existência de pesquisadores oportunistas, reacionários, alarmistas, arrivistas, radicais, pessimistas, sensacionalistas e de ecologeiros, que se colocam, como absolutos, os donos da verdade, diante dos apreensivos, coerentes, questionadores, sensatos e moderados cientistas.
Para os menos céticos, a reversibilidade de mudar o curso das alterações do ciclo climático, é pensar, discutir e agir, instalando-se um novo horizonte de comportamento humano, que impeça o apocalipse em relação ao futuro do planeta,
com a seriedade e o senso de urgência que o assunto requer.
Pelo que consta, há períodos de cursos naturais na Terra, que de tempos em tempos trazem situações inovadoras e avassaladoras, de inúmeras tragédias, com extinção de espécies. Se estivermos passando por esta fase, abruptamente, é possível dizer que a atividade humana vem encurtando caminho, criando atalhos, acelerando este ciclo de mudanças.
A teoria do aquecimento global e de resfriamento ajuda-nos a
refletir sobre a extinção de espécies animais, vegetais e o colapso de algumas civilizações antigas. Outras se adaptaram e, à medida que o clima foi se tornando favorável, deve ter ocorrido uma grande multiplicação de animais e vegetais, através de novas combinações genéticas e mutações.
Vamos, então, questionar sobre os ensinamentos bíblicos, que trazem, subjetivamente, respostas à s questões. Mas não se deve crer que Deus tenha titubeado ao colocar a democracia do livre-arbítrio, lavando as mãos, como Pilatos. E agora, Charles Darwin, será que você foi o veículo divino para explicar e dar detalhes sobre as adaptações, o evolucionismo, eliminando a teoria criacionista, que poderia trazer certas acomodações e conformações? Muitos estão sendo chamados e poucos vêm sendo escolhidos.
Enfim, as guerras, o banditismo, a política enxovalhada de escândalos e corrupções, vêm matando e selecionando indivíduos. A fúria da natureza desabriga, consome as vidas dos paupérrimos moradores das encostas, das favelas, sob indiferenças dos aquinhoados, apaniguados do poder.

Os salvacionistas apelam para o bom senso, mas
o problema é que na escala evolutiva não existe um plano concreto, democrático, operante, saudável para o bem das espécies. Essa necessidade de evoluir intensifica a vida, acelera todos os aspectos de um sistema complexo e a exploração irracional de recursos naturais, não pode deixar que a humanidade pense estar vivendo em um ecossistema ilimitado.
O amor é alicerçado na compreensão, na união, na humildade, requisitos que parecem demasiados para o gosto de muitos ambiciosos e egoístas, porém, somente através dele é que se cresce nas virtudes, na harmonia dos sistemas. A verdadeira construção do desejo sobrevive sob pressão de uma palavra pequena, mas cheia de perigo, que é o ódio, que mata sonhos e a esperança.
A mensagem humanista de Gandhi, diz que não se deve empregar os conhecimentos sem caráter e ciência sem humanidade. A ciência dá seu recado, só que não pode controlar a vaidade humana para criar um mundo mais justo.
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João Salvador - biólogo do CENA (Centro de energia nuclear na agricultura - USP);
colunista do site Greepet - www.greepet.vet.br ;
colunista pelo site Santa Ignorância ! - www.santaignorancia.rg.com.br ;
colunista do site ABC Animal - www.abcanimal.org.br ;
colunista do site Petfeliz - www.petfeliz.com.br ;
colaborador do "Jornal de Piracicaba", "Gazeta de Piracicaba" e "Tribuna Piracicabana".
colunista do site Florais e Cia - www.floraisecia.com.br
e-mail: salvador@cena.usp.br
A Publicação é autorizada, CONSERVANDO TODOS OS CRÉDITOS E
CITANDO A FONTE: site “Florais e Cia” – www.floraisecia.com.br

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