São Paulo, 23/09/2019        
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Florais de Bach para animais
 
ARTIGOS     
 

A grande maioria da população brasileira e dos países ocidentais de forma geral, incluindo alguns vegetarianos, consomem grandes quantidades de produtos derivados do leite. Porém, este alimento que tem seu consumo tão incentivado pela mídia e profissionais de saúde não é exatamente um alimento saudável. Para mostrar isto, observemos as implicações de seu consumo:

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Gordura e Colesterol

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Tais produtos fornecem quantidades muito exageradas destas substâncias. Os queijos e sorvetes, por exemplo, são riquíssimos nestas. O leite, que é menos concentrado do que estes produtos, apresenta cerca de 50% de suas calorias na forma de gorduras.[i] É sabido que dietas ricas em gorduras estão diretamente implicadas na ocorrência de doenças cardiovasculares e diversos tipos de cânceres. Um alimento que fornece 50% de suas calorias na forma de gorduras deixa muito a desejar à queles que buscam manter um estado de saúde satisfatório

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Estudos comparando as condições cardiovasculares de vegetarianos puros (não consomem produtos lácteos), vegetarianos e carnívoros demonstraram que os dois primeiros são mais saudáveis do que aqueles que consomem carne, sendo os vegetarianos puros os que se encontram em melhores condições.[ii],[iii] O leite desnatado apresenta uma quantidade consideravelmente menor de gordura, mas os outros problemas descritos a seguir permanecem.
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Alergias Alimentares

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O leite é uma das causas mais comuns de alergias alimentares, ocasionando problemas respiratórios, problemas de pele, cefaléias (dores de cabeça), escorrimento nasal, cólicas e outros. A maioria das pessoas, porém, não estão cientes de que o leite é o responsável pelo desenvolvimento destas condições. No entanto, basta se abster do consumo de produtos lácteos por um curto período de tempo para que as surpreendentes melhoras ocorram, especialmente pessoas com cefaléias freqüentes e asma. É claro que o problema deve ser avaliado por um profissional especializado, mas a abstenção do leite e seus derivados pode trazer a solução de forma surpreendente.
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Deficiência de Ferro

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Os produtos lácteos são muito pobres em ferro 1 , tornando as dietas que incluem estes conseqüentemente pobres neste nutriente. Além disto, estudos clínicos demonstram que crianças em período de lactação consumindo leite de vaca apresentam pequenas e crônicas perdas de sangue através do trato digestivo, bem como alguns adultos, o que obviamente ocasiona uma perda de ferro por sangradura.
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Câncer de Ovário

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O câncer de ovário também está diretamente ligado ao consumo de produtos lácteos. A lactose, um açúcar encontrado no leite, é quebrada pela enzima lactase para formar dois outros açúcares: a glicose e a galactose. A galactose, por sua vez, será quebrada por outra enzima, a galactase, para ser utilizada pelo organismo. Segundo o Dr. Daniel Cramer e seus colaboradores, da Universidade de Harvard, quando o consumo de produtos lácteos excede a capacidade enzimática de galactase do organismo, há um acúmulo de galactose no sangue, o que pode afetar os ovários.[iv]

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Uma vez que nossa espécie, assim como todas as outras espécies de mamíferos, foi desenhada pela natureza para consumir produtos lácteos durante apenas um curto período de nossas vidas (período de amamentação), todos perdemos (alguns mais, outros menos) a capacidade de digerir e utilizar estes açúcares (lactose e galactose) presentes exclusivamente no leite.

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Algumas mulheres têm níveis particularmente baixos da enzima galactase e o consumo freqüente de produtos lácteos por estas mulheres pode acarretar em um risco até três vezes maior que o de outras mulheres de desenvolver câncer de ovário. Uma vez que o problema é um açúcar do leite, o consumo de leite desnatado não sana o problema. Na verdade, um copo de leite desnatado apresenta uma quantidade maior de lactose do que o mesmo copo de leite comum, como pode-se facilmente deduzir. Os produtos fermentados como os iogurtes são ainda mais problemáticos porque as bactérias usadas na sua industrialização aumentam a produção de galactose a partir da lactose.
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Cataratas

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Esta mesma galactose parece também se acumular em grandes quantidades no olho, mais especificamente na lente, desencadeando processos oxidativos responsáveis pela opacificação da lente (cataratas).[v] É claro que outros fatores também contribuem para a formação de cataratas, tais como a radiação ultravioleta e carências de substâncias antioxidantes, especialmente de beta-caroteno, presente exclusivamente nos produtos de origem vegetal.
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Intolerância à Lactose

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Como já foi dito, todos perdemos um pouco da nossa capacidade de digerir a lactose, sendo esta perda notável entre os asiáticos e negros. Quando estas pessoas mais sensíveis consomem leite ou seus derivados, o resultado pode ser diarréia e flatulências (gases). Estes, porém, são os mais afortunados. Não sendo possível digerir a lactose, não se pode obter o produto desta digestão, a galactose, livrando assim dos problemas causados por esta, que age de forma mais silenciosa por não apresentar sintomas até que problemas mais sérios já tenham se desenvolvido, como o câncer de ovário e as cataratas. A intolerância à lactose é o aviso da natureza de que algo está fora do esquema por ela desenvolvido.

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Toxinas
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Como ocorre com outros produtos animais, as secreções mamárias da vaca, da cabra ou de qualquer outro mamífero, incluindo o homem, contêm contaminantes que vão de drogas recreacionais e medicamentosas a agrotóxicos usados no cultivo da ração dos animais. Para aumentar a produção de leite dos animais administram-se hormônios que, ao mesmo tempo, diminuem sua resistência a infecções, que é ainda agravada pelo estresse de ser ordenhado dez meses por ano, enquanto gestante durante sete destes, parando por apenas dois meses para parir sua cria e voltar quase que imediatamente para a ordenha, sem poder dedicar o tempo necessário ao bezerro recém-nascido. O slogan "Trate seus filhotes com carinho" parece ganhar um novo significado, não?

Para que o animal possa suportar todos estes abusos sem adoecer (o que o criador certamente não deseja, pois isto lhe traria prejuízos), faz-se necessária a administração de antibióticos e outras drogas, visando manter o animal vivo pelo maior período de tempo possível, o que significa dizer cerca de quatro anos. Em um ambiente natural, sem os abusos da criação moderna, uma vaca viveria de vinte a vinte e cinco anos.

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Como resultado, resíduos destas substâncias nocivas à saúde são encontrados no leite e seus derivados, podendo causar, após seu consumo pelo homem, defeitos de nascimento, crescimento anormal em crianças e depleção do sistema imunológico devido ao consumo crônico de antibióticos.
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Osteoporose

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Os produtos lácteos, contrariamente à crença popular, não são capazes de prevenir a osteoporose. As evidências mostram que a taxa de perda óssea não é afetada pelo consumo de produtos lácteos.[vi] Numerosos estudos mostram que os países que apresentam o maior consumo destes produtos apresentam também a maior incidência de osteoporose, evidenciando que consumir grandes quantidades de leite e derivados não ajuda a manter a densidade óssea.

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O verdadeiro problema da osteoporose é o consumo excessivo de proteína que leva à perda óssea, conforme já foi discutido no número anterior. A osteoporose é uma doença degenerativa, de perda óssea resultante de um consumo excessivo de proteína, não uma doença de carência nutricional, supostamente resultante de uma ingestão deficiente de cálcio. Portanto, o leite não têm qualquer papel em sua prevenção.
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Diabetes

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A diabetes insulino-dependente (diabetes juvenil) está ligada ao consumo de produtos lácteos. Estudos epidemiológicos de vários países demonstram que há uma forte relação entre o consumo de produtos lácteos e a incidência da doença.[vii],[viii] Em 1992, pesquisadores descobriram que uma determinada proteína do leite (albumina) desencadeia uma reação auto-imune, possivelmente responsável pela destruição das células pancreáticas produtoras de insulina.
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Cólica

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Um em cada cinco bebês (20%) sofre de cólica. Já se sabe há algum tempo que a causa é o consumo de leite de vaca. Este, porém, não precisa ser ingerido diretamente pelo bebê para causar problemas. Os anticorpos presentes no leite de vaca (IgG), responsáveis pela cólica, podem passar da corrente sangüínea da mãe para seu leite e então serem ingeridos pelo bebê.[ix] Portanto, o aleitamento materno exclusivo é tão importante para o bebê quanto o é para a mãe, sendo que esta última já deve ter abandonado esta prática há muitos anos.

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[i] Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Tabelas de Composição dos Alimentos. 10a ed. Rio de Janeiro, ENDEF, 1977. 202 p.

[ii] Sacks, F. M; Ornish D; Rosner, B. et al. Plasma Lipoprotein Levels in Vegetarians: The Effect of Ingestion of Fats from Dairy Products. JAMA 1985;254(10):1337-41.

[iii] Kestin, M; Rouse I. L; Correll R. A; Nestel P. J. Cardiovascular Disease Risk Factors in Free-Living Men: Comparison of Two Prudent Diets, One Based on Lactoovovegetarianism and the Other Allowing Lean Meat. Am J Clin Nutr 1989;50:280-87.

[iv] Cramer D. W. et al. Galactose Consumption and Metabolism in Relation to the Risk of Ovarian Cancer. Lancet 1989;2:66-71.

[v] Simoons F. J. A Geographic Approach to Senile Cataracts: Possible Links with Milk Consumption, Lactase Activity, and Galactose Metabolism. Digestive Diseases and Science 1982;27:257-64.

[vi] Kolata G. How Important is Dietary Calcium in Preventing Osteoporosis? Science 1986;233:519-20.

[vii] Scott, F. W. Cow Milk and Insulin-Dependent Diabetes Mellitus: Is There a Relationship? N Engl J Med 1992;327:302-7. Am J Clin Nutr 1990;51:489-91.

[viii] Karjalainen J; Martin J. M; Knip M. et al. A Bovine Albumin Peptide as a Possible Trigger of Insulin-Dependent Diabetes Mellitus. N Engl J Med 1992;327:302-7.

[ix] Clyne P. S; Kulczycki A. Human Breast Milk Contains Bovine IgG. Relationship to Infant Colic? Pediatrics 1991;87(4):439-444.
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George Guimarães - Nutricionista especializado em dietas vegetarianas - CRN - 3 7708
www.nutriveg.com.br
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fone:(11) 5585 -3475.

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