São Paulo, 25/06/2019        
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Florais de Bach para animais
 
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Caracteriza-se como poluição, a atividade de qualquer natureza, onde o poluidor, uma pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, é o responsável direta ou indiretamente pelo que causa a degradação do meio ambiente, interferindo na estética das paisagens, no bem-estar e na saúde de todos os seres vivos. Dentro desta situação incluem-se a poluição visual e a auditiva.

Faz bem para os olhos abrir a janela e deparar com um belo parque ajardinado, mas é péssimo para a retina ter de focar viadutos e prédios cinzentos, com as laterais forradas de publicidade.

Seja qual for o meio de transporte, é impossível fugir do desconforto visual que toma de assalto os que transitam nos centros das grandes cidades. São placas, painéis, outdoors, cartazes, faixas, infláveis, balões, painéis eletrônicos, painéis televisivos de alta definição e paredes pichadas, que, além de proporcionar agressões visuais e físicas aos "espectadores", causando a perda dos referenciais arquitetônicos e da harmonia paisagística urbana, dificultam a absorção de informações úteis e necessárias. A poluição visual luminosa desperdiça energia, causa a diminuição da transparência da atmosfera, prejudica a visão do céu noturno e atrapalha o sono das pessoas que moram em frente dos luminosos. O apelo ao consumismo, que é altamente poluente, também está dentro de casa, através da televisão, do computador. Enxurradas de propagandas comerciais e políticas no televisor e chuvas de mensagens apelativas nas navegações internéticas.

Já, a poluição a sonora, constitui um problema grave de saúde pública. Muitos adolescentes desenvolvem perda auditiva pelo excesso do ruído, do som absurdo gerado pelas casas noturnas, do som alto nos carros, enquanto dirigem. Essa poluição não afeta somente os ouvidos, mas o corpo como um todo, aumentando a incidência de hipertensão, ansiedade, depressão, dor muscular, dor de cabeça, problemas estomacais, irritabilidade e dificuldade de concentração.

Os efeitos dessa poluição estão relacionados diretamente ao nível de intensidade de ruídos medido em decibéis (dB). Os problemas podem ocorrer acima de 60 dB - os níveis aceitáveis são de 55 dB para o dia e 45 dB para a noite -, mas a perda auditiva só vai ocorrer quando a pessoa for exposta continuamente, durante um ano, a ruídos acima de 85 dB, bastante comum nesta era de grande tráfego de veículos terrestres, aéreos e a sobreposição de diversas fontes de barulho, como rojões, latido do cachorro de um vizinho, conjunto de pagode, metaleiros, estendendo-se à s marteladas ou marretadas do pedreiro. As dificuldades em se comunicar, em entender o que os outros falam é grande. Fecham-se portas e janelas para escutar o som da TV, falar ao telefone, elevar o tom de voz, o que acarreta o costume de falar alto, sem necessidade.

Mas o pior do que não ter lei, é ter lei tão dúbia que permite tal favorecimento. Se existe, é preciso usá-la, punir os culpados pelas arruaças, fazê-los respeitarem os direitos dos outros. De resto, é pôr, em jogo, uma campanha de conscientização, com a colaboração dos meios de comunicação de massas, dos educadores, dos intelectuais, das universidades e, acima de tudo, a do poder público. Se a poluição visual e sonora continuarem a ser tratadas como pacientes que ainda não inspiram cuidados, os olhos e os ouvidos humanos continuarão sofrendo de doença terminal. Por isso, senhores, não podemos retardar o tratamento que pode inviabilizar a cura.
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João Salvador - biólogo do CENA (Centro de energia nuclear na agricultura - USP);
colunista do site Petgree - www.petgree.vet.br ;
colunista e co-responsável pelo site Santa Ignorância ! - www.santaignorancia.rg.com.br ;
colunista do site ABC Animal - www.abcanimal.org.br ;
colunista do site Petfeliz - www.petfeliz.com.br ;
colaborador do "Jornal de Piracicaba", "Gazeta de Piracicaba" e "Tribuna Piracicabana".
colunista do site Florais e Cia - www.floraisecia.com.br
e-mail: salvador@cena.usp.br

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