São Paulo, 24/05/2017        
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Florais de Bach para animais
 
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Cerca de 80% dos cães e gatos adultos, de alguma forma são acometidos por tártaros dentários ou cálculos dentários, que vão desde moderados até mais graves. Os tártaros nos cães surgem mais fácil e rapidamente em comparação com os seres humanos, devido ao pH alto da saliva e a não escovação, ou escovação deficiente, realizada nos animais. Muitas vezes, esse problema dentário não é solucionado precocemente, devido a desinformação por parte do proprietário, ou do receio por parte do mesmo em submeter o animal a um procedimento anestésico para limpeza dos dentes e/ou remoção dos tártaros. Porém, os proprietários devem estar cientes dos danos à saúde que os tártaros podem trazer ao animal, entre eles: gengivites, periodontites e afrouxamento dos dentes acompanhado de perda precoce dos mesmos. Além de doenças graves, como: nefrite, pielonefrite, endocardite, artrite infecciosa, entre outras. Por isso: "Nunca espere os dentes de seu animal desaparecerem sob os tártaros, porque quando você procurar o seu veterinário pode ser tarde demais".
Inicialmente, sob a superfície dos dentes inicia-se a formação da placa microbiana, que com o passar do tempo se mineraliza, formando-se os tártaros dentários. No estágio em que há somente a formação da placa microbiana, uma simples escovação ou raspagem é o suficiente para removê-la. Porém, quando já está formado o tártaro dentário, deve-se removê-lo manualmente ou através de extrator ultra-sônico, o mais rápido possível.
Algumas dicas importantes para prevenir a formação dos tártaros dentários, seriam:
- detectando-se no animal, mau hálito, salivação excessiva e/ou dor ao mastigar, procure seu veterinário para uma inspeção da região bucal;
- no mínimo duas escovações semanais é o suficiente para inibir a formação da placa microbiana;
- oferecer aos animais "tiras mastigáveis" (couro não curtido), ossos digeríveis, petiscos e rações que auxiliem na limpeza dos dentes, também podem evitar formação da placa microbiana e, conseqüentemente, o tártaro dentário;
- raças de pequeno porte, como: poodle, yorkshire, maltês, teckel e outros, deve-se ter uma atenção especial, porque geralmente a formação dos tártaros levam a conseqüências mais severas.


Dentes decíduos (leite) X Dentes Permanentes

A troca dos dentes nos caninos se dá em média do terceiro ao sétimo mês e nos felinos do terceiro ao quinto mês, Quando os dentes de leite não caem, após erupção dos definitivos, podem causar alguns problemas, tais como: mal posicionamento dentário, desgaste do dente, trauma da gengiva e acúmulo de alimento; podendo causar uma doença periodontal. Neste caso, os dentes de leite devem ser extraídos, por isso é importante que o proprietário leve seu animal ao veterinário para certificar se houve a troca normal da dentição de leite pela definitiva.
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Dr.Paulo Sampaio Jr.
Graduado pela Universidade Federal de Pelotas/RS - 1995
Pós-graduado em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais - 2004
Aperfeiçoamento em Medicina de felinos - 2005
Proprietário e Responsavel Técnico da Clínica Vet. Dr. Paulo Sampaio - Pelotas/RS
colunista do site Florais e Cia. - www.floraisecia.com.br
A Publicação é autorizada, CONSERVANDO TODOS OS CRÉDITOS E
CITANDO A FONTE: site “Florais e Cia” – www.floraisecia.com.br

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