São Paulo, 18/12/2017        
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Florais de Bach para animais
 
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As plantas fabricam a comida que movimenta todos os ecossistemas. Porém, demonstrar que reagem como os seres humanos, beira à fantasia. Será que o tomate enrubesce de prazer ou de vergonha? A planta sente dor quando é digerida? Se confirmado que tal criar uma sociedade protetora dos vegetais, uma SPV?

Reagem a estímulos, claro, porém, admitir-lhes a capacidade de se emocionar causa certa incredulidade. Para Aristóteles as plantas não têm alma para pensar, embora muitos acreditem que os animais também não a tenham, no entanto, há evidências suficientes confirmando que pensam, articulam estratégias e exprimem sensações dolorosas.

Vegetarianos e carnívoros puxam, respectivamente, o vegetal e a carne para a sua mesa, mas dizer que é possível ter emoções sem um sistema nervoso central reconhecido não compactua nem mesmo com da imbecil atitude dos médicos ingleses do século XX, que não usavam anestesia em pequenas cirurgias nas crianças de até seis anos, sob o pretexto de que um sistema nervoso imaturo é incapaz de conduzir os estímulos dolorosos.

Como um ser vivo, as plantas têm suas necessidades de comer e de beber, de repor suas energias usadas nos processos metabólicos. A água mata-lhes a sede e a fome ao mesmo tempo, porque, ao absorvê-la do solo, carrega uma série de substâncias minerais e orgânicas que distribui por todas as suas partes, mesmo que uma espécie tenha 50 metros de altura.

Esses ingredientes, porém, devem estar presentes em proporções equilibradas, pois, se um não satisfizer o mínimo exigido para a formação da "dieta vegetariana", de nada adiantará os demais elementos. Azeda-se o caldo nutritivo, mas os vegetais sabem expressar seus sentimentos de fome, de intoxicação e do desconforto provocado por uma doença e de outras injúrias, através de sintomas característicos em suas folhas, ou, ainda, no seu aspecto de crescimento que um bom nutricionista sabe caracterizá-los, mesmo sem análises laboratoriais.

O ser humano entristece com um acontecimento que afeta o seu emocional. Com as plantas acontece sob outra forma. Elas murcham ou "desmaiam" quando no solo não há água suficiente para compensar sua transpiração. Porém elas têm mecanismos de suporte, que reduz a perda excessiva até que chegue o socorro.

Passam sede mesmo tendo muita água ao seu redor por não conseguir absorvê-la, em razão de a concentração externa ser maior que a do seu interior (ela perde água para o meio). Se suas raízes estiverem mergulhadas em água com baixa quantidade de oxigênio dissolvido, elas morrem. Outras choram copiosamente em dias frios e úmidos porque a baixa temperatura e da saturação de umidade do ambiente impedem-na de transpirar e a água, e, pressionada pelas raízes, sai em gotas pelos bordos da folha (gutação).

Não me cabe contestar, porém, o poder energético dos florais, dos homeopáticos, cujos defensores acreditam que tudo tem função neste mundo, dentro de um princípio de que semelhantes curam semelhantes. O certo, felizmente, é que a ignorância tem fim, mas o conhecimento, jamais.
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João Salvador - biólogo do CENA (Centro de energia nuclear na agricultura - USP);
colunista do site Petgree - www.petgree.vet.br ;
colunista e co-responsável pelo site Santa Ignorância ! - www.santaignorancia.rg.com.br ;
colunista do site ABC Animal - www.abcanimal.org.br ;
colunista do site Petfeliz - www.petfeliz.com.br ;
colaborador do "Jornal de Piracicaba", "Gazeta de Piracicaba" e "Tribuna Piracicabana".
colunista do site Florais e Cia - www.floraisecia.com.br
e-mail: salvador@cena.usp.br
A Publicação é autorizada, CONSERVANDO TODOS OS CRÉDITOS E
CITANDO A FONTE: site “Florais e Cia” – www.floraisecia.com.br

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